quarta-feira, 31 de julho de 2019

Ralo comum ou Linear

O escoamento da água no box é algo que está ligado diretamente ao caimento do piso.
Nada pior do que a água não conseguir escoar totalmente e ficar sempre aquele pouquinho de água no box juntando insetos, larvas e mau cheiro.
Por isso é tão importante a execução do caimento minimo de 1% do piso.

Os ralos tradicionais quadrados, geralmente 10x10cm (mais usado) ou 15x15cm ainda são bastante utilizados mas requerem uma mão de obra caprichosa para recortar o revestimento e fazer o caimento correto.

A melhor opção hoje são os ralos lineares tanto para ambientes internos quanto para ambientes externos, como bordas de piscina, avarandados, churrasqueiras e espaços gourmet.

O ralo linear é basicamente uma bandeja com saída para o esgoto lateral ou inferior, com uma tampa que pode variar de formato. Recomendado colocar sempre em um local que normalmente não se pisa muito. Além disso eles vem em vários tamanhos de acordo com o tamanho do seu box.

Mais bonitos, eficientes e seguros permitem um melhor acabamento do recorte além de ajudar bastante na hora de definir o caimento perfeito. O escoamento da água se dá pelo contorno do ralo.
A maioria deles possui uma peneira interna para evitar entupimentos.

Outros mais completos, vem com uma válvula que retem os insetos que possam entrar pela tubulação e veda o mau cheiro.

Para o acabamento superior, pode ser em forma de grelhas, furos ou ainda em aço inox (os mais indicados por questões de higiene).

Ainda há aqueles que ficam "ocultos". Isso porque eles vem com uma bandeja que permite a colocação do mesmo revestimento utilizado no piso de forma a camuflar o ralo. O preço é bem maior que os que não são ocultos mas o resultado vale a penas. Ainda mais que esses ocultos é que costumam ter aquelas válvulas de proteção contra inseto.

Resta apenas escolher o tipo ideal para o seu caso de encanamento existente. Ha entradas de encanamento pelas laterais e outros por baixo, centrais ou não.

Sem duvida, apesar de mais caro os ralos lineares ocultos ou não ganham muito tanto em estética quando em funcionalidade, conforto e segurança para todas as áreas molhadas. Além de facilitar o caimento que fica em um só sentido. Vale a pena o investimento

ralo invisível oculto linear 50cm branco tigre
Ralo  Oculto Linear 
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Ralo Oculto quadrado
Existem várias marcas no mercado. Os preços variam de acordo com a marca.

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Piso com ralo comum demanda  maior capricho e atenção no recorte
                               
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Ralo tradicional quadrado
A Tigre possui esses ralos a um preço mais acessível. Atentar porém na entrada do encanamento, se lateral ou inferior.
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Ralo Linear Tigre com entrada lateral e tampa inox

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Ralo linear oculto com peneira de filtragem. Perceba a bandeja superior para colocar um pedaço do revestimento
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Ralo linar com tampa de grelha inox e entrada inferior
                                         

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ISH Frankfurt - Água

Não ficou nenhuma dúvida na percepção de como o europeu em geral está preocupado com a questão da água.
Sabemos que em todo o mundo a importância dada aos recursos finitos tem alterado os costumes e as atitudes de consumo das populações desenvolvidas.

Além dos vários sistemas apresentados para filtragem de água, essa preocupação se reflete muito nos banheiros, que é responsável por 65% do consumo de água de uma residencia.
Nesse sentido vemos várias opções de novos materiais desenvolvidos para as peças sanitárias que venham a utilizar recursos renováveis e que, ao mesmo tempo, gastem menos energia no processo de fabricação.
As torneiras, chuveiros e bacias sanitárias são projetadas de forma a gastarem menos água com o mesmo conforto e ainda mais eficiência. As peças podem vir com funcionalidades de lavar e secar, possuir ainda capacidade de auto limpeza de acordo com o gosto do cliente.
As torneiras e as cubas são um caso aparte: uma variedade incrível de materiais, formas e cores deixam a imaginação de qualquer projetista brasileiro em êxtase. Tendencia definitiva das peças de banheiro nas cores metálicas: dourado, cromado e bronze.
Parabéns ao design italiano e francês...

Fez sucesso o vaso sanitário da Roca com o que chamam de In-Wash, ou seja um chuveirinho interno ao vaso que pode substituir a ducha hoje utilizada. Tudo por controle remoto.
No mundo dos Smartphones, das Smart TVs, a mania pela internet chega também as banheiros. Porque não? Na face do espelho do lavatório, podem ser disponibilizadas as informações preferidas, como de agenda, de transito, de previsão do tempo, enfim, o que se queira...
Pode-se ainda controlar por controle remoto o fluxo de descarga do vaso sanitário, uma iluminação adequada, uma fragrância preferida no banheiro, uma musica relaxante, o controle do volume e da temperatura da água do chuveiro, etc.

Nada melhor do que mostrar as fotos.
Vejam abaixo alguns exemplos em fotos todas retiradas por mim mesmo durante o evento.
Algumas possuem a marca que se quiserem podem ser buscadas na internet para detalhes.










Torneira com design de Zaha Hadid







Torneiras de cozinha - a parte colorida pode ser desencaixada e direcionada




quinta-feira, 23 de março de 2017

ISH Frankfurt


Eu fui na maior mostra a respeito da água e energia do mundo e não poderia deixar de compartilhar minhas impressões a respeito.


A ISH Frankfurt é um evento bienal que ocorreu na ultima semana de 14 a 18 de março em Frankfurt na Alemanha.

O slogan da ISH 2017 “Água, Energia, Vida” reflete claramente o foco da convenção que aborda a sustentabilidade em soluções inovadoras para design de peças de banheiros, novas tecnologias para os sistemas utilizados no edifício, captação e uso de energia eficiente, renovável e ambientalmente amigável, tanto para aquecimento quanto refrigeração.

Mais de 2.400 expositores de 62 países do mundo inteiro se espalharam por uma área de 260.000m² do Messe Frankfurt, o centro de convenções da cidade, através de 22 níveis diferentes. Um mundo de altos e baixos, corredores e rampas rolantes, por onde passaram mais de 200.000 visitantes. Diariamente um formigueiro de pessoas, engravatadas ou não, falando diversas línguas, todos interessados em conhecer e assimilar o máximo possível daquele banquete de tecnologia e avanço que estava sendo patrocinado pela simpatia dos alemães. Um povo amigável, alegre e extremamente organizado.



Ficou evidente a preocupação com a questão da água e da energia para o futuro. Sob o tema “A revolução tecnológica para um futuro brilhante – nós temos as soluções” os expositores demonstravam uma visão dos modernos sistemas domésticos onde as soluções tem que passar obrigatoriamente pela eficiência energética, tanto quanto pelos aspectos como design, saúde , bem estar e conforto.

Apenas a respeito das problemáticas ligadas ao banheiro, responsável por 65% do gasto de água de uma residência, 5 pisos de toda uma ala denominada “A Experiência do Banheiro” demonstrava novos materiais desenvolvidos para a fabricação das peças sanitárias, torneiras, chuveiros e sistemas de descarga economizadores de água. Tudo isso com destaque para o design e o bom gosto numa concepção mais minimalista e clean. Mais uma vez o lema “Menos é Mais” de Mies van der Rohe se aplica perfeitamente.

Nós aqui do Brasil, permanecemos com a sensação de que estamos há anos luz de distancia do resto do mundo, andando na contramão dos interesses gerais, rumo a um futuro sem água e pagando cada vez mais caro pela nossa energia. Ainda mais nós, que temos o privilégio de contar com esse sol maravilhoso durante o ano inteiro e nossos ventos poderosos, fontes de energia sem fim. Mesmo assim continuamos à mercê de políticas publicas que não incentivam nem o uso nem a inovação que nos permita aproveitar todo esse potencial do nosso país.

Fiquei muito impressionada com o que vi.
Vou tentar nos próximos posts me detalhar mais a respeito desse aspectos relacionados à água e a energia aplicada aos banheiros que vi e aprendi.
Apenas lamento o pouco tempo que tive. Gostaria de ter tido oportunidade de aprender mais.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Estadio de Futebol em Madeira


Cerca de 50 projetos de arquitetos vindos não apenas da Inglaterra como também de outras partes do mundo como Suécia, Alemanha, França e Estados Unidos, foram analisados para o concurso de projetos do novo estádio de futebol para o time inglês Forest Green Rovers com Eco Park.

Como o próprio nome do time diz, Dale Vince, o fundador e presidente do clube de futebol enfatiza que queriam um projeto Green, onde fossem utilizadas técnicas sustentáveis, com materiais mais naturais e de baixo carbono.

O projeto vencedor foi o de Zaha Hadid todo construído em madeira. É a primeira vez no mundo que se constrói uma estrutura como essa em madeira.

O novo estádio se localizará em Gloucestershire, Inglaterra, com capacidade para inicialmente 5.000 pessoas que posteriormente pode ser aumentada para 10.000 sem grandes custos de obras.

A cobertura do estádio será feita com uma membrana transparente que administra as sombras para os jogadores e para a assistência além de reduzir o impacto volumétrico na paisagem.

A proposta também inclui o desenvolvimento de uma reserva natural no local, um centro de transportes públicos bem como pretende ajudar na restauração do canal Stroudwater.

Metade do Eco Park será composta pelo estádio, com instalações desportivas, grama, instalações multi disciplinares, campos de treino totalmente acessíveis para o público além de uma área para desenvolvimento da ciência do esporte.

A outra metade será um parque empresarial de tecnologia verde, com escritórios comerciais, construídos de forma sustentáveis, para unidades de industrias leves. Tudo isso tem o potencial de criar até 4000 postos de trabalho.

Para o escritório de Arquitetura ZHA, o projeto levou em conta a bucólica paisagem de prado local, com características de pastoreio, mas que vem acrescentar e contribuir para outras funções na cidade, através dos usos recreativos e profissionais, não só para os dias de jogos mas em todos os dias do ano.

O Novo estádio pretende ser neutro em carbono ou carbono negativo, com medidas de geração de energia renovável.

Incorporando métodos de construção de baixo carbono, a madeira utilizada é toda de origem sustentável, incluindo a estrutura, vigas de cobertura e revestimento com persianas. A madeira é material altamente resistente e bonito, que quando trabalhada da maneira correta pode permitir a execução de grandes estruturas, como até os assentos nos terraços. Na maioria dos outros estádios esses elementos são de concreto ou de aço.







Fonte: Zaha-Hadid, BBC, Archdaily

terça-feira, 29 de julho de 2014

Detalhes que fazem bem aos olhos

Veja as fotos abaixo e tente descobrir de que cidade do mundo são esses detalhes.














Não, não é Paris, e se você imaginou que são fotos de algum lugar da Europa, errou...

Todas as fotos foram tiradas por mim no Rio de Janeiro que tem jóias lindíssimas da arquitetura. Nos enchemos de orgulho quando percebemos que finalmente o Brasil começa a valorizar a sua historia, a sua cultura. Aos poucos estamos deixando de ser um país sem história.

Há muito tempo não visitava alguns prédios do centro do Rio. Fiquei surpresa positivamente pela conservação da maioria deles.

O Teatro Municipal cuja construção começou no inicio dos anos 1900 com projeto inspirado na Opera de Paris foi novamente aberto ao publico em 2010 totalmente revitalizado. Lindíssimo.

Fiquei impressionada com a Igreja do Santissimo Sacramento da Antiga Sé com interior totalmente entalhado em madeira. Ao mesmo tempo tristemente decepcionada com o abandono no cuidado dessa relíquia que precisa urgentemente de revitalização.

O Gabinete Real de Leitura, a Confeitaria Colombo e o Centro Cultural Banco do Brasil cujas belezas já são mais conhecidas, surpreendem qualquer visitante e nos remete às belíssimas construções europeias.





sábado, 5 de julho de 2014

Casas Flutuantes

Nessas épocas de alagamentos e cheias no Brasil ao longo dos grandes rios como estamos vivendo agora no sul do país, me lembro de regiões onde os habitantes convivem diariamente com os altos e baixos do nível dos rios em casas flutuantes.

Isso nada tem a ver com as invasões indiscriminadas por embarcações que se ancoram nas margens dos rios, em áreas de preservação ambiental sem nenhuma preocupação com os danos que possam causar à natureza.

Falo de áreas constantemente ou periodicamente alagadas como as que temos em grande número em regiões no norte do Brasil onde o nível dos rios sobem nas cheias e chegam a secar na época da vazante.

Quase 60% do território brasileiro é ocupado pela região amazônica, constituída por 8 estados. As ruas e estradas de acesso dessa região são as centenas de rios e canais que cortam todo o território e que mudam de lugar porque a cada cheia a água pode traçar novos caminhos. Os habitantes aprenderam a conviver com isso.

A principal característica da moradia dessas populações que vivem às margens ou perto das margens dos rios é serem flutuantes, casas feitas de madeira e com poucas divisões internas. Elas são suspensas por grandes troncos que permitem a flutuação e presas por cordas nas árvores próximas, de maneira que a força do rio não consiga carregar.

Os maiores problemas nesses casos são: a geração de energia, o abastecimento de água potável e o destino do lixo e esgoto que geralmente é lançado “in natura” no rio. Para geração de energia, se a ligação com as redes das concessionárias não for possível, existem outras opções tal como a energia solar. O abastecimento de água potável é fácil de resolver com um filtro e uma bomba simples que colete água do próprio rio. O grande problema realmente se concentra no tratamento do esgoto e da correta destinação dos resíduos de maneira a não poluir o rio.

Resolvidos esses problemas a casa flutuante passa a ser uma ótima opção habitacional para essas regiões de cheias e vazantes.

Tal como as casas, as escolas também tem se adaptado à essa realidade. Pela impossibilidade de se levar materiais de construção pelas estradas que não existem, as escolas flutuantes também começam a aparecer nessas comunidades como no caso da Escola Nossa Senhora Aparecida no lago Catalão, município de Iranduba próximo a Manaus.

Para as comunidades onde não existe escola, as lanchas escolares funcionam como ônibus coletando os milhares de alunos para as escolas da rede publica da região, uma parceria entre a Marinha do Brasil e o Ministério da Educação.

A região Amazonica abrange 60% do Brasil

Casas flutuantes no Lago Catalão - AM

Estrutura de flutuação
Escola flutuante
Barcos de transporte escolar

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