segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Piscina no Teto

Neste projeto assinado por arquitetos canadenses do escritório Patkau a inovação tem a finalidade de trazer mais iluminação para o interior. Para isso a piscina tem fundo transparente para o piso de baixo. Literalmente: uma piscina no teto.

É numa residência de 285 m² habitada por apenas uma pessoa solteira localizada em frente ao mar de Vancouver num terreno não muito grande: 10x47m. Devido às normas locais de afastamento a planta não poderia ter mais do que 8 metros de largura.

Foi então organizada em 3 pavimentos: os espaços sociais ficaram no térreo, os particulares ou privados no pavimento superior, enquanto que uma sala de musica ficou no pavimento inferior.

Por causa da pouca largura do terreno seria difícil localizar a piscina olímpica no térreo sem prejuízo das áreas sociais de vivencia. Foi então localizada no pavimento superior, na parte lateral da casa conectada com os terraços, dormitórios e um escritório.

Para quem olha de fora a casa parece comum. O inusitado aparece quando o observador está no interior: ao passar pelo corredor do pavimento inferior, dá para enxergar o fundo da piscina. Essa solução ajuda a trazer iluminação natural para o ambiente além da própria luz que se reflete na água da piscina proporcionando lindos efeitos.

Além da piscina na área externa, a construção tem um living com paredes de vidro, que favorecem a vista para o oceano. A vista a partir da English Bay para o lado das montanhas do North Shore é linda, predomina o contorno dos prédios de Vancouver.

Por estar em uma área de risco de terremoto, a estrutura é robusta e erguida principalmente em concreto armado.

O projeto já foi premiado:
American Institute of Architects National Honor Award 2005
Governor General’s Medal 2004
Record House Selection 2002

Fonte: Revista Casa Jardim, Patkau




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Torres de energia


Foi inaugurada recentemente na Espanha, perto da aldeia de Fuentes de Andalucía, a maior e primeira central de energia solar de concentração construída em escala comercial.

O projeto Gemasolar, um gerador de última geração pode fornecer quase 20 MW de potencia instalada, o suficiente para uma cidade de 100 mil habitantes.

Dois mil seiscentos e cinquenta grandes espelhos direcionam os raios solares para um recetor no topo de uma torre de 137 metros. Essa torre principal recebe e armazena as luzes solares que são captadas por helióstatos --instrumento que consegue projetar os raios do Sol para um único ponto fixo mesmo com o movimento de rotação da Terra.

Mesmo sem sol, a energia armazenada pode gerar eletricidade para 15 horas.

“A produção de eletricidade é mais elevada no verão que no inverno, mas é um projeto para operar durante todo o ano”, sublinhou o diretor técnico da central.

O complexo que pode fornecer 19.9MW de potência, foi inaugurado com a presença do Rei Juan Carlos de Espanha e do Príncipe Sheikh Mohammed bin zayed Al Nahyan do Abu Dhabi.

Andalucia é a primeira região da Europa em desenvolvimento de projetos comerciais de centrais termosolares. Com suas 13 centrais em funcionamento , 448 MW de potencia, já abastecem mais da metade (56%) da potencia em funcionamento de toda a Espanha equivalente a uma população de quase 150.000 famílias.

E não param por ai. Ainda estão em construção mais 10 projetos que permitirão um ganho de quase 1.000 MW em operação comercial até 2013, superando as previsões estabelecidas pelo Plano de Sustentabilidade Energética de Andaluzia para o período.
Fonte: Folha, Andaluzia10, Torresolenergy



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Brasília - patrimônio ameaçado


A capital federal está prestes a entrar para uma lista preocupante: a de patrimônios ameaçados. É uma história antiga. Há dez anos, uma equipe da Unesco esteve em Brasília para avaliar como estava o tombamento da capital.
 
Não gostou do que viu e fez uma série de exigências. Foram listados 40 itens que deveriam ser melhorados. Este ano Brasília recebe novamente a visita de missão internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (Unesco), que irá avaliar novamente o patrimônio cultural da capital federal. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sugeriu que a visita da missão internacional aconteça em fevereiro, mas a data ainda não foi confirmada.
 
Os técnicos da Unesco vão avaliar o estado de conservação da capital que está comemorando 25 anos de tombamento quando recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Não sei se temos muito a comemorar.
 
Especialista em urbanismo e meio ambiente, Monica Veríssimo disse que nesses 11 anos a situação só piorou. Ela aponta como principais problemas as invasões e os puxadinhos tão comuns no Plano Piloto.
 
O que será que eles vão achar quando virem que alguns pontos turísticos e símbolos da cidade estão em processo de reforma de manutenção há muito tempo: 
  • Na Praça dos Três Poderes, o Panteão da Pátria está fechado há mais de um ano para reformas;
  • No Museu Nacional, inaugurado em 2008 já está com a pintura desbotada e apresenta rachaduras e infiltrações;  
  • Na Catedral de Brasília, um dos principais cartões postais da cidade, a obra já dura mais de dois anos;
  •  O Catetinho, prédio de madeira que foi a primeira residência oficial de JK em Brasília, continua fechado para reformas.
  •  A Torre da TV é outro ponto turístico da capital que precisa de reparos. No último domingo (1º do ano), um dos elevadores travou e dezenas de turistas tiveram que ser socorridos pelos bombeiros para deixar o local.
Sem falar daqueles que já passaram por "reforma" como é o caso do Teatro Nacional e a Ponte JK. De longe está tudo muito bonito mas quando se chega perto se percebe como tudo foi feito.

Reforça o que sempre falamos a respeito de manutenção: deve ser feita com frequencia, de maneira regular e de forma preventiva. O que acontece no Brasil é que se gasta muito dinheiro público para fazer as obras e depois se abandona.  Os anos passam, os problemas vão crescendo e quando tudo está chegando à beira do exagero, resolve-se gastar mais um monte de dinheiro para que possamos ter aquele bem novamente em condições de uso. 

Essa é a cultura do país. Parece que o dinheiro é fácil, entra em todos os bolsos e não chega ao seu destino. Há que ter uma mudança de visão do gestor brasileiro. Isso também é sustentabilidade.

 Fonte: G1





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Firma Casa


Recentemente inaugurada (outubro 2011) em São Paulo após uma reforma, o novo espaço da galeria Firma Casa mostra uma nova proposta com criatividade, flexibilidade e inovação na utilização dos materiais. A marca da empresária Sonia Diniz Bernardini criada em 1993 é um mix de showroom multimarcas e galeria de arte que mostra sempre edições limitadas e peças únicas de marcas reconhecidas mundialmente.

O projeto arquitetônico é do Studio Superlimão com concepção artística e paisagismo dos irmãos Campana que há tempos já são parceiros da marca.

A reforma da casa de 526 m² veio a partir da necessidade de uma reforma estrutural para que a edificação comportasse não somente a loja, mas também a galeria com possibilidade de receber peças de grande porte. Neste contexto, todo o conceito do projeto foi voltado para potencializar a resistência e flexibilidade do espaço. O objetivo é ter exposições temporárias, nacionais e internacionais, ao longo do ano como forma de mostrar ideias e conceitos de design/arte.

O projeto minimalista dos anos 90 foi totalmente abandonado abrindo as portas para novos materiais – ferro e concreto, por exemplo – competindo com cores, luz e sombras, verdes e cinzas.

A solução arquitetônica buscou uma dimensão industrial onde o esqueleto estrutural fica totalmente à mostra e a serviço da flexibilidade que a galeria precisa. Todas as vigas do projeto se mantêm como no início da obra, expostas, o que garante um efeito interessante ao espaço interno visto da entrada e reforça o caráter industrial da concepção.

O espaço interno foi descompartimentado e segmentado em duas áreas principais, a galeria com pé direito de aproximadamente 6m e a loja que pode também ser ampliada devido a uma grande porta de correr que faz divisa com o estoque e que eventualmente pode servir como área de exposição.

A fachada chama a atenção pela volumetria diferenciada e soluções inéditas. Foi conceito dos irmãos Campana revestir toda ela com uma espécie de origami de chapas dobradas de alumínio que forma cerca de 2,5 mil vasos com plantas da espécie espada de são Jorge (Sansevieria trifasciata). Essa planta muito usada em rituais da cultura afro-brasileira remete à cultura popular brasileira como sendo um símbolo de poder. A disposição dos vasos na malha além de produzir um efeito visual interessante permite um sistema eficiente de irrigação onde a água escorre de um vaso para outro até chegar ao chão. Da mesma forma permite que a luz do dia penetre entre os espaços influenciando a temperatura interna do ambiente.

As instalações elétricas correm em um grid metálico aparente de perfilados fixados independentemente. As paredes e estruturas metálicas também permitem que as peças em exposição sejam fixadas, garantindo aproveitamento total do espaço e complementando a ideia de estrutura aparente e funcional do projeto.

No piso o mosaico português, característico no piso das construções da região, foi totalmente aproveitado, reutilizado como substrato junto à brita para a formação de um piso com característica drenante semelhante à da areia e contribui com o caráter sustentável do projeto. Para amalgamar a mistura, foi aplicado pela primeira vez no Brasil, o ElastopaveTM, uma cola especial da alemã Basf que pode ser usada para unir vários tipos de materiais.

Na vitrine, os pallets destinados ao armazenamento de estoque são utilizados como estantes convencionais para as peças exclusivas da galeria.

Betoneiras, escadas e outras peças garimpadas em ferros-velhos e utilizadas durante a obra completam o ambiente e também servem como expositores da nova Firma Casa multinacional .

Uma porta “camarão” de aço, capaz de abrir o suficiente para a entrada de uma empilhadeira, faz a ligação com a parte interna do espaço. O piso interior da galeria, com espessura de 18 cm e capacidade para suportar toneladas é de concreto, o que permite a entrada de peças não só de grande porte, mas também, de peso elevado na parte interna do espaço.

Fonte: Archdaily, Superlimão








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