sexta-feira, 29 de julho de 2011

Móveis para Crianças

O designer brasileiro João Bird elegeu a madeira como matéria prima de seus móveis sem deixar de lado o respeito pela natureza e pela floresta. Assim, criou uma linha de móveis para crianças que além de muito linda e colorida,  foi fabricada reutilizando materiais, como madeira e lona de caminhão.
Banquinho feito de bujão metálico de gás CFC, pés e tampos de madeira de demolição, assento de lona de caminhão.

Bancos e Mesinhas também de bujões de gás


Tanto na escola como em casa normalmente a preocupação com os móveis adaptados ao tamanho e às necessidades das crianças nem sempre é uma realidade. Geralmente isso só acontece quando se tem um filho e eles começam a engatinhar. A partir deste estágio o perigo aumenta e a tranquilidade dos pais acaba. Móveis cheios de quinas propícios a acidentes são uma constante.

Bird entendeu esse problema em perceber que muitos móveis, que teoricamente seriam para crianças, são na verdade impróprios para elas, lançou então lançou sua linha para os bebês, a Bird BB.

A linha de Bird é composta por pequenos móveis arredondados feitos com materiais reaproveitados e sustentáveis. Com bujões de gás CFC, por exemplo, ele faz mesinhas e cadeirinhas. Os assentos são de lona de caminhão reutilizada e os pés de madeira de demolição.

Os materiais utilizados são leves e podem ser deslocados facilmente sem que haja risco de acidentes. Tudo é pintado com tintas atóxicas, como as crianças gostam e o trabalho é bem colorido.

O conjunto de móveis foi batizado como Baby Bankim e tem cinco anos de garantia, inclusive, este tempo é concedido a qualquer pessoa que compre seus móveis, mesmo que não seja da linha infantil.

O idealizador do projeto e do negócio Bird Design diz em seu site que através do contato com índios e com a floresta, na Amazônia, ele entendeu a urgência do respeito e atenção ao meio ambiente. Seu trabalho já foi divulgado em vários jornais e revistas, inclusive na “DasArtes” que é referência no segmento de revistas sobre artes. O designer mantém um ateliê no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso.

Para conhecer mais o trabalho do designer acesse o site da Bird.

Fonte: Ciclo Vivo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Telhas Solares

Se você gostaria de utilizar painéis de captação solar, mas a estética do seu telhado não permite ou pelo próprio desenho ou por ser em uma área histórica saiba que já existem painéis em formato de telhas de cerâmica que ficam meio “camuflados”.





Imagens: Go-Green

A empresa americana SRS Energy em parceria com US Tile não somente investiu no desenvolvimento de tecnologia fotovoltaica, como inovou . A novidade foi apresentada na Convenção Nacional do Instituto de Arquitetos Americano em 2009 em San Francisco.

A placa, chamada de Telha Solé de Energia, possui as mesmas qualidades e é utilizada da mesma maneira que as placas tradicionais. A telha é feita de um polímero de peso reduzido com células solares flexíveis produzidas pela Uni-SOLAR . O seu diferencial é basicamente no formato, que segue as ondulações de um telhado de cerâmica, só que ao invés da cor do barro a placa é azul.

Foram desenhadas para captar e converter a luz solar em eletricidade sem comprometer a estética, oferecendo um produto com aparência sofisticada. Além da proteção de um telhado comum ainda a vantagem da economia de energia elétrica e do valor ambiental agregado.

As telhas Solé levam menos tempo que os painéis solares convencionais para gerar a quantidade de energia necessária para produzi-los. Numa pequena área de telhado a energia já pode ser compensada. Além disso a tecnologia não usa cadmium nem é tóxica.

De acordo com a SRS a tecnologia que utiliza um delgado filme solar gera mais energia que os produtos usados atualmente e pode ser instalado da maneira tradicional apesar de exigir sempre mão de obra autorizada pela empresa.

As telhas ainda não são comercializadas no Brasil, mas já são usadas pelos americanos. Além de serem “fashion” elas também são muito resistentes, feitas de polímero de alta performance um material leve, inquebrável e reciclável.

Fonte: Go-Green, Clean Technica, Uni Solar - Tradução Ione

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vaso sanitário da Microsoft?

Depois que Bill Gates deixou definitivamente seu cargo na Microsoft ele vem usando todo seu dinheiro e tempo na filantropia, para criar um mundo melhor. Seu foco agora se voltou para os vasos sanitários.

Banheiro Público romano


Vasos sanitários do fim do século 19

Vasos modernos high-tech tem diversas funções como limpar, secar, com tampa automática, descarga ativada por sensores, purificador de ar, etc.
Desde a antiguidade até hoje a ideia dos vasos sanitários evoluiu muito para se adaptar às necessidades humanas. Para Gates entretanto, a privada ideal para os países em desenvolvimento deve ser auto-sustentável, de custo acessível e sem ligações a linhas de energia, água ou esgoto, para que não desperdice água potável, que não jogue em encanamentos caros que desperdiçam muito dinheiro em estações de tratamento.

Assim, a Fundação de Bill e Melinda Gates anunciou na AfricaSan Conference em Kigali US$ 42 milhões em subsídios para que desenvolvedores reinventem o vaso sanitário. A afirmação foi feita pelo diretor dos programas de água, higiene e sanitarismo da Gates Foundation, Frank Rijsberman, à agência de notícias AFP. O objetivo do projeto é desenvolver novas tecnologias para o processamento de dejetos humanos sem qualquer ligação com linhas de água, energia ou esgoto.

A Fundação Gates quer mudar a ideia de banheiro conhecida no Ocidente - a descarga que consome vários litros de água desperdiçados no sistema de esgoto - porque não é uma solução viável nos países pobres. Essa tarefa caberá a um grupo de cientistas e engenheiros da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, sob a coordenação do professor Georgios Stefanidis.

Para que isso funcione a privada deve transformar as fezes em energia, através de um sistema de microondas, que dará origem a um gás. Inicialmente os dejetos humanos serão secos e em seguida, serão gaseificados utilizando plasma, criado por micro-ondas em um reator apropriado.O resultado desse processo gerará energia suficiente para que as próximas fezes também sejam processadas, criando um ciclo contínuo, que não necessita de nenhum fator externo.

“Vamos aplicar a tecnologia de micro-ondas para transformar os dejetos humanos em eletricidade. A partir desta inovação, pretendemos idealizar o design e construir um protótipo modular para um banheiro completo que satisfaça as urgentes necessidades do mundo em desenvolvimento,” afirmou Stefanidis.

O projeto ainda está no inicio, mas caso dê certo pode ajudar aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo que não têm acesso ao saneamento básico.

"Nós precisamos reinventar o vaso sanitário. Precisamos desenvolver uma nova tecnologia para tirar o cocô da água", disse Rijsberman.

A espectativa é que já tenhamos vários protótipos dentro de um ano, e que em três anos uma nova marca de vasos sanitários esteja disponível nos mercados dos países em desenvolvimentos, segundo Rijsberman.

Fonte: Folha de São Paulo, Ideabanks
Especulações a respeito de como seria o protótipo da Microsoft.
O que voce acha?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Calçada ou Pavimento Ecológico

Imagem: Ecotelhado

Um dos problemas que temos hoje em áreas urbanizadas é a questão da impermeabilização do solo que contribui para enchentes, porque a água da chuva não tem para onde correr.

Entre os produtos que oferece, a Ecotelhado desenvolveu também a tecnologia de um ecopavimento que é bem mais barato que asfalto e pode aumentar a porosidade de estacionamentos e calçadas, embora seja ainda frágil para uso em ruas. “O asfalto tem de 10% a 15% de permeabilidade, e o ecopavimento drena até 90% da água”, diz Paulo Renato Guimarães, diretor da Ecotelhado,

Trata-se de um pavimento permeável constituído de grelhas alveoladas de plástico reciclado que permitem a passagem da água e do ar. As grelhas deixam a drenagem homogênea, evitando a formação de sulcos, poças e barro – problemas comuns em lugares chuvosos sem pavimentação. O pavimento suporta o peso do tráfego sem permitir a compactação da base.

O impacto ambiental é muito positivo pois além de ajudar na prevenção das enchentes, reduz as ilhas de calor, recarregando os aqüíferos subterrâneos e garantindo a manutenção das vazões dos cursos d'água nas épocas de seca.

A instalação é simples e dispensa a utilização de maquinário. O ecopavimento é composto de três camadas: o processo começa com uma camada de terra nivelada, como em uma pavimentação comum; na segunda camada vem as grelhas que são fixadas no piso até formarem uma malha que cubra toda a área destinada ao pavimento ecológico; por cima de tudo vem a cobertura final que pode ser variada, tal como brita, areia, grama ou até mesmo pneu reciclado triturado e distribuído no local como se fosse uma brita de borracha.

Fonte: Estadão, Ecotelhado






segunda-feira, 25 de julho de 2011

Energia Solar: jeito colorido e de baixo custo

Imagem: Revista VEJA - Paineis de Energia Solar na cidade de Sanlucar La Mayor, Espanha
O alto custo de instalação e o espaço que os painéis solares ocupam são problemas quando se pensa em produção de energia através de células cujo principio básico é o efeito fotoelétrico. Atualmente a energia solar ainda é mais cara que a produzida por combustíveis fósseis.

Em busca de reduzir esses custos algumas pesquisas tem sido feitas para oferecer alternativas de popularizar a utilização do grande potencial energético do sol.

Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas em tinta e usadas na construção de painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em um tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora de televisão ABC.

O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da CSIRO (sigla em inglês de Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália), explicou que a mistura "pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais" e dessa forma "se integra ao edifício".

"Agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro de materiais do telhado", apontou o cientista.

Este sistema necessita só de 1% dos materiais que são utilizados normalmente na fabricação dos painéis solares tradicionais. O cientista espera que os novos painéis custem um terço a menos que os atuais e que a invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.

Fonte: Revista VEJA, Superinteressante, Folha de São Paulo

Na mesma direção, engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Marc Baldo e Shalon Goffri descobriram como turbinar a eficiencia dos sistema de captação de energia solar desenvolvendo coletores de vidro com células de tinta orgânica, peças pigmentadas semitransparentes chamadas concentradores solares orgânicos (OSC). Ocupam metade do espaço e reduzem drasticamente os custos.


“Elas coletam a energia em grandes áreas e a levam de forma concentrada às células solares, das quais obtém-se, então, até dez vezes mais eletricidade”, explica o pesquisador Marc Baldo, do MIT. Por meio de uma mistura de pigmentos, o concentrador solar captura e armazena a luz, até que ela seja totalmente absorvida pelas células solares das placas já existentes. A novidade ainda dispensa motores e mecanismos de refrigeração, comuns em prédios que usam o sistema.

Como a geração de energia fica concentrada, não seria mais necessário o uso de materiais caros, como o silício, em toda a superfície dos painéis solares. Os coletores podem ser instalados em janelas ou em telhados de prédios e residências. E as tintas podem variar de cores vivas a partículas químicas quase transparentes.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Autossuficiência Energética

O complexo de escritórios Rochaverá, localizado na Marginal Pinheiro, bairro do Morumbi, em São Paulo, é referência por ser o primeiro da América do Sul em receber certificação LEED Gold na categoria. Conseguiu a autossuficiência energética com sistema próprio de cogeração de energia elétrica que permite o atendimento de 100% da demanda interna, alimentando sistemas de climatização e energia de forma ininterrupta.

Idênticas, as torres A e B do Rochaverá são famosas pelas fachadas inclinadas.
Medem 17 andares cada uma
Esse sistema permite a produção de energia elétrica e térmica simultaneamente a partir do gás natural, funcionando diariamente, inclusive nos horários de pico, momento em que o consumo de energia chega a até seis vezes mais.

O complexo Rochaverá, que possui mais de 25 mil m² de área construída, absorveu um investimento inicial para esse sistema próximo a R$ 30 milhões. Foi concebido para atender às quatro torres do complexo, sendo três delas já em funcionamento e a última a ser entregue no final de dezembro. Utiliza quatro geradores, quatro chillers de 540 TR's (toneladas de refrigeração) para demanda de fornecimento de 8 megawatts de potência necessários para atender mais de 12,5 mil usuários residentes e flutuantes.

O consumo diário das três edificações é de cerca de 10 mil m² de energia elétrica, sendo que este número cai para 600 m² com o uso da central. "Além do retorno econômico, o abastecimento de cogeração de energia a gás proporciona confiabilidade uma vez que, nesses horários, parte das concessionárias de energia elétrica está com o sistema de distribuição congestionado", avalia Nelson Lima, da Ecogen, empresa que administra o sistema no complexo.

Esse sistema de cogeração de energia, também pode chegar aos empreendimentos menores onde uma alternativa aos altos custos é a parceria com a concessionária de gás, que tem interesse em difundir o sistema e ajudar a implantação de projetos. Pelo processo de cogeração, o usuário pode tornar-se seu próprio gerador de energia e alternar o uso com a concessionária elétrica.

A qualidade e a oferta do fornecimento de energia para prédios comerciais, hospitais, hotéis e shoppings centers a partir do gás natural têm tido aumento de demanda principalmente em mercados que precisam de vapor ou resfriamento, além de estabelecimentos que possuem grandes unidades centrais de condicionamento de ar e aquecimento de água.



O sistema de cogeração é responsável por atender toda a capacidade do complexo em refrigeração e climatização.
A mesma água utilizada para resfriar o gás serve para abastecer as edificações.

Todo o sistema tem a capacidade de atender uma demanda total de 4 megawatts de potencia.
Para a entrega da quarta torre em dezembro, a usina está sendo dobrada de capacidade.

Fonte e Imagens: PiniWeb

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Casa X

Proposta interessante não apenas pela volumetria resultante, mas também pelo próprio conceito de vida foi publicada pelo site Archdaily. Como será que funcionaria aqui no Brasil?

Kellen Qiaolun Huang, estudante de Master Arquitetura da Universidade Cornell em Ithaca, NY ganhou recentemente uma menção especial no premio da categoria Interiores com seu projeto chamado X-House. O premio é resultado de uma competição internacional para arquitetura da moradia do futuro em 2011.

De acordo com uma pesquisa na China o numero de solteiros tem crescido muito devido ao preço estratosférico das residências por la. As moças chinesas tem relutado muito em se casar com rapazes que não tenham pelo menos uma propriedade. Como resultado eles trabalham arduamente, mas continuam solteiros até conseguirem uma propriedade. Para suprir essa tendência o mercado tem oferecido casas pequenas, para pessoas solteiras. Esse projeto demonstra como uma pequena unidade podem tomar diversas dimensões.

Como ser solteiro pode ser uma escolha temporária, a casa ideal para essas pessoas deve permitir a convivência entre os habitantes de maneira que as pessoas de alguma forma façam novas amizades.

De uma maneira geral as atividades em casa podem se dividir em duas categorias: as privadas (dormir, tomar banho, etc) e as compartilhaveis (comer, cozinhar, ler, descansar, etc). A pesquisa e o mapeamento dos relacionamentos entre essas duas categorias são a chave deste projeto. O padrão em forma de X promove como resultado que os locais privados ficam localizados no centro do X e quatro locais compartilháveis em cada uma das pontas. Esse padrão pode parecer meio sem sentido no inicio até que todas as unidades se agregam numa grande rede social interconectada.

O protótipo da X-House é um modelo com um quarto e um banheiro na área privada com salas de estar, estudo, jantar e multifuncionais nas áreas compartilháveis que só estariam formadas à medida que se conecta com outras unidades. Como um grande jogo de montar, esse aspecto espacial reflete o espírito da X-House: abrir e compartilhar sua vida é a melhor forma de fazer amigos e se divertir.

Outro aspecto do protótipo é o conceito da conectividade. Há três estágios de conectividade nesse modelo: o maior é acessado pelas escadarias que proporcionam a conexão física e direta; o estágio intermediário permite a conexão visual entre as pessoas dos diferentes espaços; e o menor estágio é o que se encontra no meio do X provendo a privacidade às pessoas.

Morar num lugar assim deve ser uma experiência interessante. Cada um dos habitantes compartilha suas vidas com outras quatro pessoas. Cada uma dessas pessoas convive com mais quatro. Dessa maneira cada habitante pode naturalmente conhecer todas as pessoas no prédio onde pode encontrar alguém para finalmente se casar.

Tradução: Ione




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Casas de PVC e Concreto

Dias atrás uma amiga de Santa Catarina, seguidora deste blog fez um comentário a respeito das casas que estão sendo construídas por lá para suprir a necessidade das famílias atingidas pelas enchentes em novembro de 2008.

A construção foi mostrada no 17º Salão do Imóvel e Contrufair de Florianopolis em setembro do ano passado: casas moduladas em concreto e PVC com tecnologia canadense e produzidas pela Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab/SC) em parceria com a empresa Global Housing International.

Constituidas de painéis leves e modulares de PVC, de simples encaixe, a estrutura é preenchida com concreto e aço, resultando em um produto de elevada resistência. O modelo oferece alta produtividade ao facilitar a administração de materiais, mão-de-obra e transporte. Proporciona uma construção rápida e limpa, elimina a necessidade de pinturas ou revestimentos, evita desperdícios e reduz o impacto, uma vez que o PVC é um produto reciclável.

O sistema já foi usado para construção de moradias do Projeto Reação Habitação, do Programa Nova Casa, em Luiz Alves, no Vale do Itajaí num modelo de 36 metros quadrados. A COHAB/SC estuda agora a implantação do sistema para a produção de 903 moradias, que serão construídas em 30 municípios catarinenses, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida




De acordo com o fabricante, é uma solução de uso diversificado, independente da região, do clima e da topografia que pode ser utilizada em edificações de até cinco pavimentos. O PVC é um bom isolante térmico, elétrico e acústico, além de não propagar chamas e ser impermeável a gases e líquidos. Outro benefício apontado são as paredes de menores espessuras, que geram um ganho de até 7% de área útil.

Muito louvável a iniciativa do estado na busca de novas tecnologias que podem ser executadas em curto prazo para suprir a necessidade de uma população. Nesse caso, o cuidado com as moradias ficará a cargo de cada morador e não na responsabilidade do Estado. É preciso lembrar que essa tecnologia permite ampliação mas dificilmente permite modificações estruturais.

Para obras públicas, entretanto a preocupação remete mais à questões de manutenção. Sabemos que a manutenção no Brasil é ainda um ponto que deixa a desejar, principalmente na esfera pública.

Quem lida com manutenção escolar pública convive com uma situação semelhante com as escolas de argamassa armada que foram construídas na época do Collor. Naquela ocasião a idéia foi maravilhosa, várias fábricas de argamassa armada foram construídas para atender a demanda e várias escolas foram feitas por todo o país. Quem não se lembra dos CAICs que depois virou CIACs? Ou vice versa. Hoje, no entanto, essas escolas tem sido motivo de problemas pela total incapacidade de reposição das peças pré-moldadas. Aquelas fábricas desapareceram. As peças tem se deteriorado com o tempo e não há muito o que fazer, ou se “remenda” a peça com argamassa de concreto em detrimento da resistência, ou se reveste com algum outro material.

Então temos que ter cuidado nas opções por tecnologias restritas a poucas empresas e que tenham a possibilidade de desaparecer com o tempo.

Fonte: COHAB Santa Catarina, Global Housing International

terça-feira, 19 de julho de 2011

Escola de Educação Infantil

Um projeto para escola de educação infantil (creches e pré-escolas) foge um pouco daquela forma geral de sala de aula que todo mundo conhece.

Para crianças entre 0(zero) a 6 anos de idade é preciso atender a um programa de necessidades que proporcione locais apropriados para todas as atividades pedagógicas como também para o descanso, brincadeiras, amamentação, alimentação, etc. sem deixar de lado a concepção do espaço lúdico e imaginário que faz parte do desenvolvimento infantil.

Tudo isso demanda de planejamento, envolve estudos de viabilidade e definição das características ambientais da região. A elaboração do projeto ar­quitetônico deve contemplar um detalhamento técnico com as especificações de materiais e acabamentos adequados. Inclusive no que diz respeito ao mobiliário e aos equipamentos de uma escola de educação infantil que deve ser na escala da criança. Ela tem que ter condições de acesso a todos os ambientes da escola com exceção daqueles que trazem risco para ela como as partes de cozinha e serviços.

A escola de ensino infantil desenhada pelo escritório Arqtel em Barcelona , para Catalunha, Espanha mostra como o desenho de uma escola para crianças pode ser confortável e convidativo, sem deixar de ser sensível às necessidades da criança. Os espaços definidos em planta ,é claro, não atendem algumas exigencias e particularidades definidas aqui para o Brasil pelo Ministério da Educação. No site voce encontra os Parâmetros de Infra Estrutura.

O edifício com estrutura pré-moldada mantém um diálogo com o meio através de sua composição espacial, da capacidade tectônica da arquitetura e da volumetria . O resultado é de um edifício que atende sua função no programa pedagógico ao mesmo tempo em que leva em conta os aspectos de iluminação, orientação e qualidade dos espaços em geral. Sem deixar de ser lúdico, o edifício demonstra senso de ordem se colocando como parâmetro entre os edifícios da redondeza.






A planta utiliza o eixo norte/sul para uma circulação semelhante a um pente, alternando entre os espaços cheios e vazios. As fachadas criam uma presença moderna e dinâmica, expondo o concreto ao mesmo tempo em que brinca com as formas e as cores vivas.

A escola é um exemplo de arquitetura sustentável desde sua concepção e design, passando pelo controle passivo do clima na edificação. Com a intenção atender ao apelo da inovação nos métodos construtivos, sistemas pré-fabricados foram utilizados tanto para a estrutura, para os painéis das fachadas e para o interior. Esses sistemas permitem uma redução considerável do tempo de construção, garantindo a qualidade dos elementos construtivos, reduzindo o barulho, a emissão de poeira e resíduos.

Fonte e Imagens: Archdaily - Tradução Ione

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil

Eu particularmente sou contra essa historia de termos Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil. Acho que o dinheiro que será gasto para esses eventos poderia ser mais bem aproveitado em benefício da população para construção de hospitais, escolas, infra estrutura, etc. Isso sem falar da possibilidade de se repetir a vergonha da roubalheira que aconteceu nos ultimo PAN no Rio de Janeiro. Mas esse é um assunto que não diz respeito a este blog. A mídia já tem divulgado amplamente os problemas.

Importante para este blog é citar apenas um dos itens (existem outros) da experiência de Londres que será sede da Olimpíada de 2012. Diferentemente do Brasil para a Copa de 2014, que ainda não começou a fazer quase nada, lá o Estádio Olímpico que vai sediar o atletismo assim como as cerimônias de abertura e encerramento do evento e começou a ser construído em 2008, já está pronto e será testado em próximos jogos.

A lição inglesa nos ensina como um mega evento esportivo como a Copa do mundo ou Jogos Olímpicos pode realmente colaborar em diversas áreas como saúde, educação, cidadania, segurança, etc. quando os gestores se preocupam de verdade com a boa aplicação do recurso público sem desperdício e sem pensar nos seus próprios bolsos.

O Estádio Olimpico, projeto de Hok Sport e Peter Cook do escritório Populous além de ser um dos maiores do mundo é também o mais sustentável já construído. A maior parte do material utilizado é reciclável com o maior foco na necessidade de reduzir drasticamente o custo da construção.

Em primeiro lugar o aço utilizado na construção foi 75% mais leve que o habitual em outros estádios. Além disso armas de fogo, facas e objetos de metal apreendidas pela polícia britânica foram, fundindas e recicladas para serem utilizadas como ferro, aço para a construção. Semana passada ainda vi reportagens discutindo o que fazer com a quantidade de armas apreendidas que estão lotando os depósitos da polícia e dos tribunais. Ninguem pensou nisso?
Armas e facas apreendidas foram fundidas e transformadas em ferro e aço utilizados na construção



Imagem: Inhabitat

A capacidade do estádio durante o evento será de 80.000 pessoas, mas apenas 25.000 são fixos, o resto, colocado numa estrutura metálica leve será removido após os jogos para que o estádio possa ser reaproveitado em diversos outros eventos menores e de diversas maneiras.

A estrutura do anel superior da cobertura foi executada com o excedente da produção de tubos de gás.

O uso de aço e concreto também foi reduzido porque a parte inferior do estádio foi projetada no chão dentro de uma bacia.

Toda a infra estrutura para o atleta como vestiários, serviço médico e até uma pista de aquecimento com 80m estará dentro do estádio, porém os serviços para o espectador como cantinas, lojas, etc foram colocados do lado de fora, em volta do estádio podendo ser utilizados mesmo quando não há jogos.

Os organizadores das Olimpíadas de 2012 em Londres querem repassar para o Rio de Janeiro o know-how de criar um evento esportivo sustentável. Durante a visita que fez à Vila Olímpica, o embaixador britânico em Brasília, Alan Charlton, afirmou que "O que é muito importante é planejar a partir do primeiro minuto, não é possível adicionar sustentabilidade depois. Por isso é importante fazer isso agora no Rio de Janeiro, antes de construir mais para os Jogos de 2016", afirmou o embaixador.

"Em Londres, nós tivemos dois anos de planejamento, quatro anos de construção e temos um ano para testar tudo. No momento, no Rio, o que é importante é o planejamento. Podemos fazer muita coisa juntos nesse momento de planejamento." (BBC-Brasil)

Fonte: BBC-Brasil, London2012, Inhabitat

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Retrofit

Quem lida no mundo da construção tem ouvido muito falar em “retrofit” nos últimos tempos.
O termo em Inglês nada mais é do que a popular “reforma”, mas com um sentido maior de customizar, adaptar e melhorar os equipamentos, conforto e possibilidades de uso de um antigo edifício, enfim, “colocar o antigo em boa forma” inclusive dentro dos padrões de sustentabilidade.

Uma escolha que ganha cada vez mais adeptos no universo da construção civil e da arquitetura em vez de construir, é a opção por remodelar estruturas antigas e ultrapassadas que perderam valor ao longo do tempo transformando-os em edifícios modernos e sustentáveis. A edificação pode ser readequada para o mesmo uso ou adaptado para usos diferentes.

Não se trata então de uma reconstrução que implicaria em uma simples restauração. A reabilitação busca o renascimento, aliado ao conceito de preservação da memória e da história. A motivação principal é revitalizar antigos edifícios, aumentando sua vida útil através do uso de tecnologias avançadas em sistemas prediais e materiais, utilizando matérias primas sustentáveis que se traduzam em conforto, segurança, custos mais baixos de operação e funcionalidade para o usuário tendo em vistas a viabilidade econômica para o investidor.

As intervenções de reabilitação dos edifícios tendem a incidir com maior freqüência no envelope (fachadas), mas pode-se aplicar também a pisos, forros, revestimentos internos e sistemas elétricos e hidráulicos visando ao melhor reaproveitamento da energia utilizada e das águas.

O processo pode atingir não apenas um único edifício, mas também regiões, grandes áreas urbanas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização das cidades e atualização de construções, sem perder as características arquitetônicas originais, transformando áreas obsoletas e com problemas sociais em áreas economicamente e socialmente ativas.

Como exemplos podemos citar entre outros:


A reforma do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília que pegou fogo em 2005 é  exemplo de incorporar tecnologias de eficiência energética, captação e reuso de água da chuva e sistemas integrados de gerenciamento hidráulico, elétrico e de automação.



Imagens Hines

Os edifícios Castello e Nilomex em estilo art decó no centro do Rio de Janeiro, foram totalmente restaurados e unificados, ganhando o nome de Edifício Castelo e garantiu à Hines o Master na categoria Profissionais – Retrofit de 2008.  As fachadas foram preservadas e o interior do patrimônio histórico foi completamente remodelado contando ainda com a construção de um edifício garagem de quatro pavimentos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Divisórias Koziol

Lindos produtos com belos design são fabricados pela indústria alemã KOZIOL.

Merece destaque para a decoração os painéis vazados que podem ser usados de várias maneiras como divisórias discretas ou cortinas. Os componentes são placas leves, fáceis de transportar e rápidas de montar. Podem ser encontradas em diversas cores e formatos.

A indústria alemã tem grande preocupação com a sustentabilidade garantindo que o material produzido é 100% correto e limpo onde até mesmo as mais altas exigências em termos de minimização de resíduos são satisfeitas. Isso porque Koziol não usa "plástico", mas um grupo determinado material plástico: o termoplástico.

Os plásticos podem ser divididos em termo plásticos e termofixos. Os primeiros são altamente recicláveis por isso conhecido como o único plástico bom, porque não é prejudicial nem na produção nem na eliminação como resíduo porque não contem melamina, resinas ou amaciadores. Qualquer produto pode ser novamente reciclado completamente.

Para quem não sabe nada de alemão como eu, tem o site da Koziol em ingles que deixa a gente com água na boca e entrega no Brasil. Vale a pena conferir. Aqui ainda podemos encontrar alguns desses produtos na loja da PulePuxe.





2leep.com