quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fachadas Ventiladas

Imagem: Revista Techne

Ainda pouco utilizado no Brasil, a fachada ventilada tem sua eficiência comprovada há mais de 30 anos nos países do hemisfério Norte.

Por aqui o interesse por essa solução vem crescendo não só pelo efeito estético como também pelo desempenho térmico prometidos. Em tempos de exigência de menor consumo energético, o sistema pode contribuir para reduzir as cargas de condicionamento artificial de ar. Pode também preservar a estrutura e prolongar a vida útil da edificação porque funciona como uma capa protetora.

A Fachada Ventilada pode ser definida como um sistema de proteção e revestimento exterior de edifícios, caracterizado pelo afastamento entre a parede do edifício e o revestimento, criando, assim, uma câmara de ar em movimento. Essa camada de ar permite a ventilação natural e contínua da parede do edifício, através do efeito chaminé (o ar entra frio pela parte inferior e sai quente pela parte superior).

Com o “arejamento” da parede, evita-se a ocorrência de umidades e condensações características das fachadas tradicionais e, consequentemente, atinge um maior conforto térmico.

Outra vantagem é a montagem fácil e a possibilidade de colocação de instalações elétricas e sanitárias no espaço criado entre a parede e o revestimento.

A estrutura de fixação onde são aplicadas as placas de revestimento pode ser de metal ou de madeira e tem como função dar estabilidade ao sistema; é através desta estrutura que se consegue o afastamento necessário para criar a câmara-de-ar.

Esse sistema, a princípio pode ser utilizado em qualquer tipo de edifício (comercial, residencial, industrial ou esportivo), quer se trate de uma construção nova ou de um trabalho de recuperação.

As placas que compõem o material de revestimento podem ser cimentícias, de alumínio, de vidro ou de cerâmica. No Brasil o mais utilizado é o de alumínio tricamada tipo Alucobond.

Uma opção de placas de porcelanato de cerâmica foi lançada recentemente na última Expo Revestir 2011 pela Eliane – o Sistema Laminum. Entre os requisitos divulgados a alta durabilidade e inalterabilidade das características físicas e estéticas. O sistema Eliane é composto por uma subestrutura auxiliar em alumínio com afastamento de 12 cm. Além da beleza, a praticidade da pouca espessura (3,5 mm) e a resistência dos porcelanatos com a redução das juntas.

Confira os detalhes no site da Eliane.

Fonte: Revista Techne

O sistema cria um espaço entre a parede e o revestimento que funciona como uma camada de ar.
Esquema do comportamento da fachada ventilada
Hospital Israelita Albert Einstein (SP)  a fachada ventilada associada à pele de vidro - Projeto Levisky Arquitetos
Laminum da Eliane

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Molduras e Rodapés

Casa em Curitiba com elementos decorativos de EPS na fachada. Fonte site Decorpol
O acabamento é sem dúvida a parte mais delicada na finalização de um projeto. É nessa etapa que molduras e rodapés são aplicados.

Antigamente o material mais utilizado para esse tipo de acabamento era a madeira. Com o passar do tempo e a escassez, ela foi sendo substituída por outros materiais. Além do mármore, cerâmica ou porcelanato , atualmente, molduras e rodapés podem ser feitas de MDF (cru, pintado ou revestido), PVC (geralmente embutindo fiação), EPS (poliestireno expandido) e até de gesso e cimento. Cada uma delas possui uma característica própria e devem ser usadas em distintas ocasiões.

As molduras e rodapés em EPS possuem algumas vantagens em relação às outras: ela é de fácil e rápida aplicação, não faz sujeira e, além disso, é muito leve. A utilização do formiato de metila (Ecomate®) como agente de expansão no processo de obtenção da espuma de poliuretano resulta num produto de fácil manuseio e ecologicamente correto por ser isento de emissões de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis). O Ecomate® é ecologicamente aceito no mundo inteiro, resolvendo definitivamente a questão do CFC, gás utilizado anteriormente que deteriorava a camada de ozônio. É um material biodegradável, não corrosivo, eficiente termicamente além de ser reciclado feito de sobras de plásticos, como isopor e carcaças de computador e resistente a cupins e à umidade.

Para aplicação em fachadas e exteriores, deve ser utilizado o tipo constituído por uma moldura de isopor revestida por uma fina e forte camada de cimento. Este material é mais pesado que os outros. No entanto, é muito mais leve do que as molduras de cimento maciço, instaladas para a decoração de fachadas. Assim sendo, o processo de instalação é mais rápido e a mão-de-obra pode ser reduzida, uma vez que não se precisa de tantas pessoas para erguer a moldura.

A Decorpol, empresa de Curitiba – PR produz esse material com alta qualidade e disponibiliza linhas diferentes para interiores e exteriores:

1. Moldura em EPS para fachadas completa, com argamassa extrusada, tela estrutural, corte por pantógrafo computadorizado e topos destopados. Por serem extrusadas, as linhas e vincos de nossas molduras garantem melhor alinhamento e acabamento.

2. Moldura em EPS para fachada somente no EPS cru, sem tela estrutural ou argamassa. Isto garante um melhor custo x benefício para construtoras que necessitam aplicar grandes quantidades de molduras em suas obras.

3. Moldura em EPS para fachada: EPS + Tela estrutural. Por ser sem a argamassa extruzada, permite um melhor custo pelo benefício da aplicação de acabamentos projetados ou ainda do tipo grafiato diretamente sobre a moldura, sem a necessidade da argamassa, aconselhável para acabamentos lisos.

4. Molduras em poliuretano para interiores e fachadas. Por ser em poliuretano, permite acabamento perfeito em interiores e podem ser aplicadas em fachadas.

Os custos das placas de 2m de comprimento estão em torno de R$8,00 (preço do site do fabricante) que compensam em função da facilidade de aplicação e rapidez. Veja algumas fotos e exemplos de utilização das molduras e rodapés de poliuretano.

Grande Hall - Casa Cor RJ - Projeto Arq. Caco Borges
Banheiro e Closet Infantil - Casa Cor RJ - Projeto Arq. Flavio Hermolin

Rodapés de EPS
Fonte: Decorpol

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Revolution Tower - Panamá


Outro edifício que chamou a minha atenção em Panama City foi o Revolution Tower ou F&F Tower.

É fácil entender o porquê do nome quando se ve o enorme prédio em forma de broca de vidro que desponta na paisagem em qualquer lugar que voce estiver. É um otimo exemplo da arquitetura contemporânea que vem surgindo na cidade.

A torre contorcida de 230m de altura localizada bem no centro financeiro da cidade foi entregue este ano e teve projeto de Pinzon Lozano, arquiteto formado no Panama. Foi uma obra feita em tempo recorde (iniciou em 2008), utilizando tecnologia e equipamentos de ponta, com segurança máxima.

O edificio de uso comercial tem 16 pisos de estacionamentos e mais 40 andares de lajes nervuradas e protendidas com dimensão de aproximadamente 25X25m, que vão fazendo em cada pavimento, uma rotação de 36° sobre o eixo e formando pequenas sacadas em balanço. Cada um dos escritórios de cerca de 180m² proporciona uma vista panorâmica incrível de toda a cidade e da Bahia de Panamá através dos vidros verdes com proteção solar.

Para concretagem das lajes foi utilizado o sistema australiano de mesas Doka (já tem representação no Brasil há 25 anos) que permite realizar o deslocamento das mesas para concretagem com rapidez, resultando em economia de tempo e de custos de mão de obra.

Fonte: Pinzon Lozano, SindusconSP e Doka




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Parque Olhos Dágua - uma vitória


Como urbanistas temos nos manifestado contra decisões políticas que ameaçam interferir no plano da cidade que é tombada pelo Patrimônio Histórico. Uma delas é a polêmica em torno da Quadra 901 Norte que não vou me deter aqui porque foi muito bem explicada pela minha amiga Carla no Blog Arquitrecos – veja aqui. Essa é uma luta que ainda promete se prolongar.

Mas hoje temos uma vitória a comemorar pela cidade de Brasília – a questão do Parque Olhos Dágua na Asa Norte. Apesar de faltar ainda a concretização legal dos fatos, me alegrei muito com a notícia publicada neste final de semana no Correio Brasiliense.

Já tinha comentado anteriormente (veja aqui) a respeito desse parque, uma área preservada de nascentes dentro do Plano Piloto de Brasília. No plano inicial da cidade o local do parque estava destinado às superquadras residenciais 413 e 414 da Asa Norte mas a destinação acabou sendo modificada em 1994 para permanência do parque devido ao clamor da própria comunidade local que se mobilizou no intuito de proteger a área onde se localizam várias nascentes, uma lagoa, mata de galeria e flora de cerrado.

A partir do ano passado a comunidade se engajou numa nova luta em favor da preservação do parque quando foi anunciada a venda para construção de um shopping , de numa área adjacente ao parque que deveria ser de área verde. Na ocasião o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com base em um relatório técnico do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), recomendou à Administração de Brasília que não emitisse alvará para obras pela área se tratar de zona ambiental sensível e de importância para o abastecimento da bacia hidrográfica do Paranoá e da Lagoa do Sapo localizada dentro do Parque Olhos D’Água.

A pressão da comunidade e de ambientalistas surtiu efeitos e o governo decidiu não autorizar nenhuma construção no local. A medida representa uma vitória para os moradores e para o meio ambiente, mas terá um custo ao GDF. Um dos lotes previstos para a área já havia sido licitado e o proprietário terá que ser indenizado. O governo poderá negociar a troca do lote por outro. A Universidade de Brasília (UnB) também tem três projeções no local para construção de prédios residenciais.

Apesar dos técnicos não terem chegado a nenhuma conclusão definitiva sobre a existência real de uma nascente no local, o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, conta que o governo optou pela transformação desses terrenos previstos em área verde para a quadra porque “A área é sensível e de extrema importância e, além disso, a população da região não precisa de um shopping center naquele local. Isso traria ruídos e impactos no trânsito”.

A área verde se transformará em uma ampliação do Parque Olhos d’Água. O local será urbanizado com pistas de caminhada e integrado à estrutura atual. A proposta do GDF é fazer uma passagem subterrânea para ligar o Olhos d’Água à expansão do parque.

Com as mudanças, a área do Parque Olhos d’Água crescerá mais de 30%, saltando de 21 hectares para 28 hectares. O Ibram estuda transformar o espaço em Área de Preservação Permamente (APP).

Agradecimentos ao Governador Agnelo Queiroz que, neste caso, foi sensível às argumentações da comunidade e assumiu o compromisso de buscar uma saída jurídica para o impasse da questão do patrimônio histórico.

Agradecimentos também ao posicionamento da Universidade de Brasília (UnB) como proprietária de várias projeções para construção de apartamentos na área, se manteve na defesa da manutenção da área verde desde que, claro, a universidade não tenha prejuízo econômico: “A política da universidade é compatibilizar o patrimônio imobiliário com a proteção ambiental. Acreditamos que a preservação daquele espaço é fundamental e estamos dispostos a buscar saídas para o problema”, diz o chefe de Gabinete da Reitoria da UnB. No caso essas projeções terão que ser remanejadas e algumas delas podem mudar de formato para se adequarem à proposta.

Fonte Correio Brasiliense

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hotel Trump Ocean Club no Panamá

Olá pessoal, estou de volta. Férias é muito bom, pena que acaba logo.
O que mais me fascina em viagems é a possibilidade de conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes, costumes diferentes.

Nesta viagem como tinha uma escala aérea, fiz uma pequena parada no Panama.

O Canal do Panama tem 81km de extensão ligando o Oceano Pacífico ao Atlantico com 3 eclusas construídas para transpor o nível dos oceanos. A construção do canal foi concluída pelos EUA em 1913 que ficou com a concessão da exploração até 1999. A partir daí a administração passou para o Panama quando a economia panamenha passou a ter um crescimento acelerado quebrando recordes de tráfego, financeiros e de segurança ano após ano. O Canal do Panamá foi declarado inclusive uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade estado-unidense de engenheiros civis. Atualmente já está em curso uma ampliação do canal para permitir a passagem dos grandes navios modernos.

Esse crescimento da Cidade do Panamá me surpreendeu. Não esperava ver uma cidade com tantas construções, tantos edifícios novos, alguns até impressionantes. O Hotel Trump Ocean Club da rede Trump recém inaugurado em julho deste ano é um desses edifícios. Minimalismo aqui está fora de questão.

O projeto tem desenho inspirado na cultura e na história do país e foi feito por HBA / Hirsch Bedner Associates de Atlanta em colaboração com Ivanka Trump (filha e executiva das Organizações Trump). Destinado a se tornar um ícone como o maior hotel de praia na America Latina a torre de 70 andares na Bahia do Panama se destaca entre os outros prédios pela arquitetura ousada em forma de vela de navio e o luxo das instalações. Algo que remete às edificações espetaculares de Dubai.

O resort que tem 368 quartos e suítes com metragens de até 450m², possui entre outras atrações um casino, dois andares de lojas de grifes internacionais, restaurantes, academia, SPA, deck para o yach club e pier e praia privativa. Tem duas piscinas, uma delas localizada no 13º andar tem limite infinito à vista, dando a impressão que a água da piscina cai no oceano.

A decoração combina elementos das facilidades da vida moderna com as tradições do país. Os carpetes do atrium assim como os tecidos utilizados nos quartos e a madeira remetem a “mola”, um costume que os indígenas chama de Kuna.

Fonte  Trump Ocean Club, Architectism









quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Férias


Pessoal

Em primeiro lugar queria agradecer o carinho e o companheirismo de todos que me acompanham e que sempre colocam um comentário neste blog para me animar e incentivar. São mais de 21.000 acessos em 6 meses de blog. Tem sido muito legal pesquisar sempre por novos assuntos para colocar aqui sem contar com as novas amizades que a gente acaba fazendo com pessoas que nunca pensamos em conhecer em todo o país.

Em segundo lugar quero informar que estarei ausente por alguns dias aproveitando um pequeno período de férias que me sobrou deste ano. Logo estarei de volta trazendo mais novidades para voces. Até la.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mané Garrincha ou Estádio Nacional?

O novo estádio de Brasília
Dos 12 palcos para a Copa de 2014, quatro terão seus nomes consagrados alterados:
Na capital do Amazonas, o Vivaldão passará a se chamar Arena Amazônia.
No Rio Grande do Norte, o Machadão vai se tornar Estádio das Dunas.
Em Mato Grosso, o Verdão vai virar Arena Pantanal.

Mas é no Distrito Federal que a população está se articulando para reclamar da mudança de Mané Garrincha para Estádio Nacional.
Garrincha
Jogador de futebol do Botafogo na maior parte de sua carreira, Garrincha morreu em 1983 e se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar, ou exatamente, pelo fato de ter suas pernas tortas. "O Anjo de Pernas Tortas" como era chamado, foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 após a contusão de Pelé. Nas palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios."

A população de Brasília não parece satisfeita com o nome do novo estádio da cidade para a Copa de 2014. Alguns moradores promoveram um abaixo-assinado para manter o nome de Mané Garrincha em vez de Estádio Nacional.

O movimento "Fica Mané Garrincha", liderado pelo secretário distrital do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, Pedro Fernando Athayde, está colhendo assinaturas com a finalidade de, segundo ele, "resgatar a figura de um dos maiores jogadores da história". "O Garrincha é o exemplo que melhor sintetiza a expressão futebol-arte", disse.

Viúva de Garrincha, a cantora Elza Soares também se manifestou favorável ao movimento. "É muito triste ver que o Brasil é um país sem memória. Não se recorda dos heróis e de seus ídolos", afirmou.

Por outro lado, Cláudio Monteiro, secretário executivo do Comitê Organizador Brasília 2014, explica que a intenção foi usar um nome que identificasse diretamente a cidade. "O Estádio Nacional de Brasília é o nome oficial, já que representa e identifica a capital federal no País e no mundo. No entanto, o nome Mané Garrincha estará sempre no vocabulário e nos corações dos brasilienses, a exemplo do estádio jornalista Mário Filho, popularmente conhecido como Maracanã."

O que voce acha? Mané Garrincha ou Estádio Nacional? Ou talvez Estádio Nacional Manuel Francisco dos Santos (nome real de Garrincha). Se quiser fazer parte dessa discussão, o link do abaixo assinado para manter o nome Mané Garrincha está aqui.
Fonte: Estadão, Portal 2014
Obras paradas com trabalhadores em greve desde 26/10

Como era o Estádio Mané Garrincha
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