sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sustentabilidade urbana

Com o crescimento das cidades, a preocupação atual é a questão de como crescer e modernizar sem prejudicar o meio ambiente.

A resposta para essa discussão, sem dúvida, é a Sustentabilidade Urbana que seria a forma de proporcionar o crescimento urbano necessário no presente levando em conta os impactos que esse crescimento impõe aos recursos limitados do futuro.

O desafio não está apenas na gestão do meio ambiente urbano, mas também, de assegurar condições de vida digna à população, para que parcelas da sociedade não sejam excluídas do processo de desenvolvimento das cidades.

Para manter a organização de uma cidade há que se obter elevada quantidade de recursos em forma de matérias primas, objetos e artefatos. Por outro lado, a maneira como esses recursos chegam, se transformam ou são consumidos, geram uma grande quantidade de resíduos que não podem ser mantidos na cidade e tem que ser colocado em outros locais provocando um novo impacto.

Mas reduzir a pressão sobre o ambiente não quer dizer reduzir a complexidade urbana, simplificar a cidade e comprometer o futuro. O aumento da complexidade ao contrário, supõe também um aumento das funções urbanas que lhe proporcionam estabilidade.

“Conseguir que um modelo urbano que incorpore um aumento da organização urbana e ao mesmo tempo, uma redução da pressão sobre o ambiente, supõe solucionar a equação da sustentabilidade”. (Câmara Municipal Bragança-PT)

São muitos os estudos a esse respeito. Todos eles citam o envolvimento das diversas esferas da sociedade, desde a gestão pública até, e principalmente, da população. A participação coletiva é importantíssima nas fases de implementação e de monitoramento.

Em meio a esse processo é de extrema importância o uso da Arquitetura Sustentável que se baseia no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais da atualidade, sem renunciar à moderna tecnologia e atendendo as necessidades de seus usuários.

Fazendo uso de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários, a arquitetura sustentável junto à sustentabilidade urbana dão garantia de um planeta mais sadio para a humanidade.

“O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.” Gandhi, Mohandas
Fonte: Ecologia Urbana, ESMPU-Solange Teles da Silva

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Jardim sobre piso elevado



Camadas do sistema construtivo
 Resultado de uma parceria entre o arquiteto paisagista Benedito Abbud e a empresa Remaster Tecnologia, o Tec Garden é um sistema de piso elevado para ser aplicado diretamente sobre laje para implantação de jardins.

A empresa já reconhecida no desenvolvimento de pisos elevados tem uma grande preocupação com o ambientalmente correto. Além de produzir placas de piso elevado a partir do polipropileno 100% reciclável e reciclado, fomenta o trabalho das cooperativas de reciclagem e anualmente reutiliza mais de 950 T de polipropileno que seriam destinadas a lixões e aterros.

Solução ideal para execução de jardins sobre laje em empreendimentos corporativos, escritórios ou residenciais o Tec Garden permite a reserva das águas das chuvas sem utilização de energia elétrica, bombas ou bicos irrigantes. Deve ser instalado sobre uma área de laje impermeabilizada, preferencialmente com manta asfáltica, dispensando a aplicação de massa para regularização dos caimentos e o uso de ralos aparentes.

O sistema é composto por pedestais, tubos de irrigação e placas de piso elevado fabricadas em polipropileno termoplástico. A irrigação funciona de maneira semelhante ao que acontece na natureza. As águas da chuva penetram no solo, são filtradas pela terra e ficam armazenadas no vão criado entre a laje e as placas de piso. Quando a chuva é muito intensa, um sistema de extravasamento drena o excesso. Quando a chuva para, a água do solo evapora ou é consumida pelas plantas.

Ricardo Paschoal, engenheiro da Remaster, conta que o custo aproximado desse tipo de solução é de R$ 250/m² (sem frete). O valor não inclui o substrato, que varia de acordo com o projeto paisagístico, a vegetação e a região onde é executado o jardim. A instalação é bastante simples e rápida, como mostramos no filme a seguir. Se as condições locais forem favoráveis é possível instalar cerca de 100 m² de piso por dia.

De acordo com o fabricante, o Tec Garden é um sistema que traz conforto térmico para o prédio, economiza água do condomínio por meio da autoirrigação, prolonga a durabilidade da impermeabilização da laje que suporta o jardim e, em um plano maior, minimiza os efeitos nocivos das enchentes.

Fonte: PiniWeb, Remaster





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Edifícios que respiram

Imagem Eurekalert
Arquitetos, matemáticos, cientistas e biólogos da Universidade da Pennsylvania através do Sabin+Jones LabStudio estão pesquisado inovações inspiradas na pele humana para uma nova geração de edifícios que utilizam uma “pele” para se adaptar às mudanças do ambiente e aumentar a eficiência energética.

O objetivo da pesquisa é explorar as possibilidades da célula humana, sua flexibilidade e habilidade de fazer trocas com o ambiente e como isso poderia ser adaptado ao edifício de maneira a regular a temperatura interna de acordo com o ambiente externo, gerando conforto e minimizando a necessidade por energia.

Isso está sendo feito através de análises em escala nano e micro, algoritmos computacionais que medem e visualizam em tempo real como as células interagem e se modificam geometricamente. A partir daí, como adaptar essas formas a tecidos artificiais (desenho bio-mimético) que com gasto mínimo de energia possam recobrir todo um edifício de maneira a responder automaticamente aos fatores ambientais, como temperatura externa, umidade, radiação solar e luz. Como se fosse um ser vivo.

A esperança é desenvolver novos materiais de construção com sensores que possam ser integrados à envoltória do edifício tirando partido disso para a arquitetura.

A proposta é única e representa a vanguarda de um modelo de projeto sustentável via a fusão de várias disciplinas que devem trabalhar na direção de um único objetivo que alia ciência e tecnologia.
Maiores detalhes da pesquisa para quem tiver curiosidade podem ser observados no site do Laboratório Sabin+Jones

Fonte: Eurekalert


Imagem Sabin+Jones
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Como fazer um jardim vertical

Já temos falado aqui algumas vezes a respeito de jardins verticais e como podem ser feitos até mesmo em pequenos espaços de apartamentos.

Essa é uma solução que tem conquistado espaço na preferência de todos no intuito de trazer o verde mais para perto, ajudando a manter agradável o conforto térmico. Permite a customização e a personalização do espaço ao mesmo tempo em que vai aos poucos alterando a frieza da paisagem urbana.

Os jardins verticais podem ser aplicados tanto em paredes internas quanto externas. O que vai variar são as espécies que serão utilizadas, a técnica de suporte e de irrigação. As variedades de sistemas para esse fim são grandes: blocos de concreto pré-moldados, blocos de cerâmica, vasos de vários tipos ou de fibras naturais, materiais reciclados, até mesmo sob a forma de um quadro vivo para a parede.

Para isso o site Ciclo Vivo listou alguns dos sistemas mais utilizados que podem ser encontrados no mercado brasileiro.

Cada um deles se presta para uma necessidade específica.

Escolha o seu e mãos a obras. É satisfação garantida.

Hotel Melia Veradero em Cuba



Blocos de concreto Neo Rex

Placa de Fibra de Coco
 

GreenWall Ceramic

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cerâmicas feitas com lâmpadas fluorescentes recicladas

Paula Kasas, nossa amiga e seguidora deu a dica que eu não sabia. Como empresária envolvida com materiais de acabamento ela me falou das cerâmicas feitas a partir de lâmpadas fluorescentes recicladas. Obrigada Paula.
Imagem LEPRI
Todo arquiteto conhece a Lepri por causa das cerâmicas naturais muito utilizadas para pisos e fachadas. O que eu não sabia é que a Lepri também é a empresa pioneira e única no mercado de cerâmicas a reutilizar lâmpadas fluorescentes recicladas.

A reciclagem do vidro da lâmpada fluorescente é uma iniciativa inovadora e de muito sucesso que rendeu, após muitas pesquisas e desenvolvimentos, prêmios e reconhecimentos para a empresa.

Quando as lâmpadas fluorescentes queimam, é preciso ter muito cuidado na hora de descartá-las. Isso porque elas contém mercúrio metálico em sua composição, que contamina radicalmente o solo, os seres humanos e o meio ambiente.

Após pesquisas e desenvolvimentos, a Lepri conseguiu utilizar o vidro reciclado das lâmpadas tanto no esmalte quanto na massa de suas linhas de produtos reciclando cada vez mais resíduos que, se fossem deixados na natureza, demorariam mais de 200 anos para ser absorvidos.

A empresa recicla também cinzas provenientes da queima da lenha na formulação de esmaltes. Curiosamente, na contramão da produção de pisos e revestimentos em massa e da produção de esmaltes que são adquiridos prontos, a Lepri prepara em seu próprio laboratório, o esmalte proveniente das cinzas que compõe seu esmalte biológico. Esse conceito de produção que se opõe a padronização dos métodos de fabricação e valoriza a defesa do meio ambiente chama-se:"Slow Ceramic".

Atualmente, 90% dos produtos produzidos pela empresa são ecológicos, dentre eles estão os rústicos, as ecopastilhas, as ecocerâmicas, as ecomadeiras, e o ecoslim, revestimentos ideais que permitem aos profissionais de arquitetura e consumidores finais, concepções plásticas inusitadas de pisos e paredes para a criação de espaços exclusivos proporcionando bem estar, aconchego e personalização com preocupação do planeta.

Assista o filme da reportagem feita pela Globonews para mostrar a importância da reciclagem das lâmpadas fluorescentes e acesse o site para conhecer melhor o trabalho da Lepri.

Texto retirado do site da Lepri




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera


Hoje começa a primavera. Aqui em Brasilia ficamos felizes porque a primavera normalmente traz a esperança das chuvas que vem acabar com a seca prolongada aqui do planalto central. Hoje completamos  105 dias sem chuva. Isso porque a conta se faz a partir dos ultimos chuviscos. Mas chuva mesmo pra valer, ja temos uns 120 dias sem ver.

Aproveitando o novo plano de fundo do blog e atendendo a pedidos, aproveitei para inserir uma caixa de pesquisa dos assuntos que já comentamos por aqui.

Neste final de semana deixo para voces um poema de Cecília Meireles a respeito da Primavera:

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação.
Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega.
É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.
Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi­dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 365.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cidade das Artes do Rio de Janeiro


Depois de sete anos de obras e paralisações, a Cidade das Artes do Rio de Janeiro (ex-Cidade da Música), um dos mais arrojados empreendimentos públicos destinado à cultura das últimas décadas no País, será finalmente entregue à população no próximo mês de outubro.

Sem querer entrar no mérito do local, dos recursos ou ainda do tipo de contratação do projeto, a obra chama atenção pelo porte em concreto aparente e pelo tipo de implantação em pilotis, criando um parque com espelho d'água em todo o terreno no nível do térreo com plantas dos mangues da região.

Construído na Barra da Tijuca, no entroncamento das avenidas Ayrton Senna e das Américas, o complexo monumental concebido pelo francês Christian de Portzamparc (Prêmio Pritzke de 1994) para sediar a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) oferece espaços de padrão internacional para audições, tanto de música sinfônica e ópera, quanto de música de câmara e popular.

Este foi o primeiro projeto no Brasil do arquiteto frances que já é consagrado por mais de 30 projetos musicais em todo o mundo, entre eles o da Cité de La Musique de La Villette, em Paris, a Filarmônica de Luxemburgo e a Escola de Dança de Ópera de Nanterre, França.

O conceito desenvolvido para o projeto foi de um terraço no alto, aberto para o entorno, porque o arquiteto queria elevar a construção o suficiente para obter visibilidade e destacá-la ao longe. "Se ficasse no solo, o edifício desapareceria no conjunto", explica o arquiteto.

Além da Grande Sala destinada a concertos sinfônicos e de ópera, dispõe ainda de sala para música de câmara/música popular/jazz, para música eletroacústica, camarins; salas de ensaio; salas para aulas de música; midiateca; depósito de instrumentos; escritórios da administração da OSB; três cinemas de arte, além de restaurante, cafés e lojas.

Como a intervenção teria um forte impacto urbanístico na área, foi prevista a construção de túneis, passagens subterrâneas e vias para integração dos acessos de pedestres com os meios de transporte público, além de área de estacionamento para 650 veículos.

Para o cálculo foram contratados especialistas brasileiros, que têm experiência comprovada e reconhecida em todo o mundo no uso de concreto protendido. "Somente o concreto protendido permitiria a esbeltez desejada do terraço e do teto", explica Portzamparc. "Os vãos de 30 m a 35 m exigiram vigas com 1,50 m de altura, e caso optássemos pelo concreto clássico, seríamos levados a lajes três a quatro vezes mais espessas e muito feias." A equipe escolhida foi a de Carlos Fragelli e Ulysses Cordeiro que acompanhou toda a execução do projeto fazendo simulações computadorizadas e os ajustes necessários que a estrutura exigia.

Basicamente, a estrutura do edifício é composta por quatro lajes: a do subsolo, a do teto do subsolo, a da esplanada (a 10 m do solo), e a da cobertura (a 30 m). No volume formado pelas lajes da esplanada e da cobertura, aberto à paisagem e à circulação do público, livre para as entradas de ar e luz, estão os cinco blocos independentes, contidos por paredes estruturais de concreto aparente.

Assim sendo, com poucos apoios verticais e muitas cargas em balanço, a estrutura é "travada", sobretudo, nos elementos secundários de contraventamento, como as paredes inclinadas. As lajes da esplanada e da cobertura são formadas por grelhas com vigas protendidas de 1,5 a 1,7 m de altura. Como há poucos pilares, algumas paredes são estruturais e, além de sustentar parte das cargas das grandes lajes, servem para trazer as instalações do subsolo até os blocos internos.

O edifício é um equipamento de altíssimo nível técnico onde as salas de espetáculo permitem configurações cênicas diversas graças à movimentação de plataformas e torres tanto no palco como nos camarotes. As torres de camarote móveis pesam cerca de 45 t mas devido aos colchões pneumáticos na base, podem ser movidas com a força de 12 homens.

Fonte: Revista Techné




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hotel na montanha

Atualmente em construção o mais novo hotel sustentável semi enterrado, projeto do arquiteto italiano Matteo Thun. Situado em Bozen, na Italia, o Klima Hotel (Bella Vista) se integra totalmente à natureza, incrustado na encosta de uma montanha.

O desenho inovador gera um efeito interessante de ondas, como se fizessem parte do cenário natural. O projeto começou em 2009 com previsão para finalizar a construção ainda este ano de 2011. O projeto e a construção estão pleiteando certificação e por isso contam com periódicas análises e relatórios de sustentabilidade.

De acordo com o projetista, a certificação é baseada em três pilares de sustentabilidade: ecologia (natureza), economia (transparência) e aspectos sócio culturais (vida). Basicamente amar a natureza é saber respeitar a terra com uma gestão sustentável de seus recursos.

Seguindo o modelo de construção sustentável os apartamentos foram construidos utilizando materiais sustentáveis e será abastecido com energia renovável. Os espaços utilizam métodos de aquecimento ecológicos e econômicos, controle de ruídos e uma vista incrível das montanhas.

O arquiteto afirma que a proposta do projeto é possibilitar ao hóspede uma profunda experiência de proximidade com a natureza.

Klima Hotel é uma garantia de respeito à natureza para o hospede, não apenas estabelecendo certos critérios de consumo de energia, mas se estende por todos os ambientes e a própria vida do hotel. Ao mesmo tempo pretende proporcionar dias inesquecíveis e únicos num contexto direcionado ao meio ambiente além de ter a oportunidade de experimentar, tradições e costumes da região.



Fonte: e-architect, Matteo Thun

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dicas para economizar energia

O consumo de energia no Brasil cresceu 3,7% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu 35.069 GWh (gigawatts-hora).

O consumo do comércio foi o que mais aumentou (8,3%). O consumo residencial no período registrou crescimento de 7,9%. Já o da indústria ficou em 0,3%, praticamente estável ao verificado em julho do ano passado. A informação é da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia.

Esse aumento de consumo é devido à modernização da agricultura, à automatização das indústrias, novas fábricas, obras de infraestrutura e ao aumento do poder aquisitivo da população brasileira, consumidores ávidos por eletrodomésticos e carros.

Esse crescimento tem um preço: a necessidade de investir mais e mais em infraestrutura para geração e distribuição de energia. De onde virá a energia que vai iluminar nossas cidades e movimentar nossas fábricas?

Se cada um economizar de 10 a 20% da energia que consome diariamente, já será uma grande ajuda para reduzir o risco de apagões.

Veja algumas dicas práticas para economizar energia elétrica em casa.

Imagem Planeta Sustentável

Iluminação da casa:
Utilize lâmpadas econômicas. O governo pretende eliminar as lâmpadas incandescentes do mercado até 2016 e substituí-las por outras mais eficientes, como as fluorescentes compactas e as LEDs. A estimativa é que a economia de energia em iluminação chegue a 80%, não só no País, mas também em casa. Neste quadro você tem o desempenho e a diferença entre os diversos tipos de lâmpadas.
Nos ambientes externos use fotocélulas, assim as luminárias só acendem à noite.
Nos corredores, escadas e outros locais de passagem, onde não há longa permanência de pessoas, instale temporizadores ou sensores de presença embutidos em lâmpadas;
Utilize dimmers, que controlam a intensidade da luz.
Mantenha os lustres e globos transparentes bem limpos, assim não vai gastar energia à toa.
Apague a luz ao sair e não deixe luz acesa onde não tem ninguem.


Na hora de construir:
Pense na economia de energia. Tire partido da luz natural, através de clarabóias, grandes aberturas, iluminação zenital, prateleiras de luz, etc.
Painéis duplos nas esquadrias estabilizam a temperatura, e a ventilação natural reduz o uso de ar-condicionado.
Coloque as mesas de trabalho e de leitura próximas às janelas.
O telhado das casas pode ser aproveitado para colocação de placas solares, ou ainda para instalar um jardim na cobertura que ameniza o calor e a conta do ar-condicionado.
Pinte os ambientes de cor clara, especialmente os tetos, que refletem e espalham a luz pro todo o ambiente.


Eletrodomésticos:
Na hora de comprar equipamentos, escolha os mais eficientes. O selo Procel ajuda nessa hora. Dê preferência aos da Categoria A;
Mantenha limpos os filtros dos condicionadores de ar e evite deixar o aparelho ligado quando o ambiente estiver desocupado;
Não instale fogão e geladeira lado a lado, pois um atrapalha o desempenho do outro;
Não forre as prateleiras da geladeira, isso dificulta a passagem do ar, gastando mais energia;
Junte uma quantidade razoável de roupas antes de lavar e passar. Lavar com água fria economiza até 90% de energia. Ferro é um dos equipamentos de alto consumo. Evite usá-lo nos horários de pico.


Na hora do banho:
O chuveiro é um dos equipamentos que mais gastam energia numa casa. Para a hora do banho instale um sistema solar de aquecimento de água. Se não for possível considere que cada equipamento permite uma vazão diferente. A decisão sobre esse consumo cabe ao usuário que pode abreviar os banhos, adotar redutores de vazão ou modelos de chuveiro que potencializam a força do jato e gastam menos energia.

Fonte: Planeta Sustentável

E por último uma placa que vi num prédio sustentável:
"Queime calorias e economize eletricidade" - A saúde agradece.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Drywall

O gesso acartonado ou Drywall é um material utilizado na construção civil já há muito tempo na Europa e Estados Unidos. Com a instalação dos grandes fabricantes (Lafarge, Knauf) no Brasil essa técnica tem tido maior destaque também aqui nos últimos anos devido à grande versatilidade, facilidade e rapidez de instalação.

As placas de gesso forradas de papelão fixadas em perfis de aço galvanizado podem ser utilizadas em quase tudo e de diversas maneiras como em paredes, forros, revestimentos e até para mobiliários, prateleiras, nichos, closets, etc. A instalação também é rápida e limpa. Gera apenas cerca de 5% de entulho reduzindo, portanto o desperdício.

A restrição apenas é que não seja utilizado em paredes estruturais. Em paredes comuns, residenciais ou comerciais o drywall leva muita vantagem em relação à alvenaria porque permite modificação rápida de layouts. Por esse motivo tem sido preferido para dividir espaços em escritórios e prédios residenciais.

Por serem mais estreitas que as de alvenaria, as paredes de drywall permitem um melhor aproveitamento do espaço com ganho de cerca de 5% de área.

Outra vantagem é que esse material permite a instalação dos sistemas de iluminação, telefonia e hidráulica na parte interna de sua estrutura durante a fase de montagem evitando a quebradeira de alvenaria para esse fim. Além disso, colocando lã mineral ou de fibra de coco na parte interna do drywall pode-se tornar a parede mais acústica evitando as vibrações e o vazamento dos sons.

O único quesito que o drywall sai perdendo em relação ao uso da parede de alvenaria é o custo. Enquanto uma parede normal custa em torno de R$20 o m², o drywall instalado custa em média R$ 35. O custo beneficio entretanto compensa pelas outras vantagens que já citamos.

Existem alguns mitos que ainda persistem acerca desse material mas que podemos desfazer:

Uso em áreas molhadas: o drywall pode ser usado em banheiros, inclusive no próprio box. Para esses casos devem ser utilizadas as chapas verdes (RU Resistentes à Umidade) que possuem elementos hidrofugantes (repelem a água). O cuidado é na escolha do revestimento. O ideal no caso de box, é que se faça um tratamento com manta asfáltica no encontro entre o piso e as paredes, para evitar que a água mine entre as juntas. Depois disso as placas de Drywall podem receber acabamentos em cerâmica, pastilhas, mármore, granito, pintura entre outros. O rejunte pode ser o mesmo aplicado em paredes de alvenaria.

Uso em paredes externas: nesse caso devem ser utilizadas as chapas cimentícias com perfis estruturais.

Fixação de cargas: é possível sim fixar objetos dos mais variados pesos em paredes de drywall. Mas é necessário tomar alguns cuidados. Para furar a parede, indica-se a utilização de brocas específicas e de buchas especiais basculantes de plástico ou metálica, que se abrem pelo lado de dentro e resistem até 30kg. Nos locais em que serão fixados objetos pesados (como armários de cozinha, quadros, tevês, espelhos com moldura de ferro), é providencial criar um reforço com barrotes de madeira ou chapas metálicas internas.



Uso em curvas: um dos pontos positivos do drywall é a obtenção de formas diferenciadas nos projetos. O material permite que arquitetos e designers façam recortes, curvas e outras intervenções ousadas.

Fonte: Portal Casa e Cia, Knauf

Projeto Arq. Elisa Gontijo

Projeto Arq. Adriana Lima
Projeto Arq. João Carlos

Paredes em curva

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Reciclado e aprovado

Os materiais de demolição estão em alta.

O conceito sustentável desse tipo de produto, o charme rústico e a história que carrega cada peça fascinam cada vez mais arquitetos e proprietários. Seja na estrutura ou na decoração, reutilizar madeira, azulejos e grades de ferro, entre outros elementos, traz ganhos econômicos, ambientais e estéticos.

Mas para cada um dos materiais existem cuidados especiais que se deve tomar.

Para encontrar esse tipo de material, é necessário atenção, paciência e disposição. Ferros-velhos escondem verdadeiras preciosidades, assim como grandes bazares e até as caçambas de entulho nas ruas. A busca pode começar diretamente no local da demolição, em lojas especializadas de materiais de demolição que vendem as peças no seu estado original ou ainda em antiquários com extensas coleções que podem ser aproveitadas. Os custos variam de acordo com o local.

Lembre-se que quanto mais original uma peça, mais em conta pode ser. Mas você deve avaliar que os custos de restauração ou revitalização ficarão por sua conta. Procure sempre uma peça que dê condições de uso com menos interferência possível.

É preciso garimpar as peças que melhor combinam com seu projeto. Se você souber fazer isso pode encontrar possibilidades infinitas e custos mais baixos. Isso pode virar um hobby sem limites para aplicações.

O reuso inteligente da matéria prima é sempre uma boa opção porque o produto já devastou tudo que tinha que devastar e já consumiu todos os recursos que tinha que consumir no processo de produção.

Mas temos que alertar para que você não compre réplicas pensando que é uma peça antiga. Nada contra as réplicas, mas elas não tem valor histórico e é um erro muito comum de se cometer. Se você resolver comprar, esteja ciente que é uma réplica. Para evitar isso procure sempre a opinião de alguém que entenda do assunto, um especialista, arquiteto ou engenheiro.

O portal Casa & Cia dá dicas importantes em 4 paginas de uma ótima reportagem de Juliana Farano, que no final relaciona alguns sites úteis pra quem se lança nessa aventura trabalhosa mas gratificante.

Confiram e depois deixem aqui o seu palpite.





Um carretel de cabos vira uma charmosa mesinha


2leep.com