sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012


A toda minha família, amigos e também àqueles que me acompanham todos os dias neste blog, desejo que o Novo Ano seja cheio de grandes alegrias e realizações. 
A vida é feita de alegrias que vem das pequenas coisas que realizamos e das que proporcionamos às pessoas que estão ao nosso lado.
Feliz 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Complexo com torres de até 450m

Sempre me questiono a necessidade da arquitetura atual de construir edifícios cada vez mais altos expressando essa fixação por altura num afã por dizer: “temos um edificio mais alto que o seu”.

Os projetos sem sombra de dúvida são lindíssimos, procuram cada vez mais a inovação além de utilizar toda a tecnologia conhecida mas me pergunto como será a experiência de trabalhar ou morar a 400m de altura. Não sei se eu gostaria.

Será que não temos espaço suficiente neste planeta de forma que temos que concentrar as pessoas umas em cima das outras cada vez mais em direção ao céu num mesmo lugar? Me lembra aquela historia da Torre de Babel.

Uma cidade chinesa vai ganhar um complexo com dez torres com alturas que variam de 150 a 450 metros.

O projeto foi o vencedor de um concurso para o novo distrito empresarial de Haikou, no sudoeste da China, elaborado pelos arquitetos do estúdio alemão Henn Architekten.

Separados por um eixo linear, os edifícios terão o térreo integrado sobre duas esplanadas dedicadas a pedestres, porém separadas por uma avenida.

Com área construída total de 1,5 milhão de metros quadrados, o programa se distribui entre torres de diferentes tamanhos, todas com pódios que funcionarão como galerias de comércio e serviços. Além de área comercial, o maior dos edifícios abrigará um hotel.

O elemento marcante da construção é o fosso central, que separa oito das oito imensas colunas estruturais.

Em todos os prédios, o vidro é o principal elemento da fachada, garantindo integração visual entre as áreas internas e externas.

No topo dos edifícios - todos com caimento em V de cerca de 30 graus - paineis fotovoltaicos serão instalados a fim de obter parte da energia elétrica que será consumida pelos usuários.

A água tem presença constante, a fim de amenizar o microclima local.

Fonte: ArcoWeb, Henn Architekten





terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Floresta Vertical

Está em construção em Milão, na Itália, um empreendimento residencial que abrigará uma floresta vertical.

Projetado pelo escritório de arquitetura Stefano Boeri, o empreendimento, denominado Bosco Verticale, é composto por duas torres, de 110 m e 76 m de altura, com um total de 900 árvores plantadas nas varandas, além de arbustos e plantas florais. Segundo os arquitetos, a área verde do prédio representaria, numa área plana, cerca de 10 mil m² de floresta.

A diversidade de plantas, de acordo com o projeto, ajudará a produzir umidade, absorver gás carbônico, gerar oxigênio e proteger os apartamentos de radiação e problemas de poluição, melhorando a qualidade de vida e economizando energia. A água de reuso proveniente dos próprios apartamentos servirá para a irrigação desses jardins.

Os edifícios ainda abrigarão sistemas de energia eólica e fotovoltaicas para contribuir, junto com a área verde, com a autossuficiência energética das torres.

O empreendimento tem 40 mil m² de área construída e está orçado em 65 milhões de euros.
Fonte: PINIweb




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Obra Seca

A chamada “Obra Seca” ou o uso de sistemas drywall (paredes de gesso cartonado fixados em perfilados de aço zincado) na construção civil brasileira está em franco crescimento acima até dos principais índices da economia.
De acordo com a Associação Brasileira do Drywall o maior crescimento do consumo ocorreu na região Centro-Oeste com 57,3%, seguida das regiões Sul, com 29%, Sudeste, com 15,2%, e Nordeste, com 10,2%.

No mundo inteiro só se utiliza DryWall nas paredes internas. No Brasil ainda predominam as paredes de tijolos por causa da nossa herança colonial de construção com blocos de cerâmica e à péssima mão-de-obra disponível. Para utilizar drywall é preciso mais especialização e capricho na instalação.
A aplicação desse sistema permite que a imaginação e a criatividade utilize uma infinidade de variações de formas e utilizações. Pode ser aplicado até mesmo em áreas molhadas como banheiro e cozinha. Há placas especiais para esse tipo de uso.

Ainda persistem alguns mitos sobre a utilização desse sistema mas as vantagens são muitas:

Flexibilidade de projetos – Essa é uma vantagem especialmente importante para empreendimentos residenciais: por sua leveza e forma de instalação, as paredes e os forros em drywall podem ter posição variável dentro da unidade, possibilitando a personalização do layout, segundo o interesse de cada comprador. Além disso as paredes ficam com uma espessura menor que as convencionais permitindo uma maior utilização do espaço. O ganho de espaço pode chegar a 3%.

Leveza - As paredes e os forros são muito leves. Enquanto, por exemplo, uma parede de tijolos comuns com aproximadamente 10 cm de espessura pesa entre 155 e 165 kg/m2, uma parede em drywall de mesma espessura pesa menos de 25 kg/m2.

Estabilidade - As paredes em drywall apresentam alto grau de estabilidade, podendo substituir sem problemas as paredes comuns de alvenaria convencional resistindo bem aos impactos normais do dia a dia.

Para fixação de objetos leves até 3kg (quadros, enfeites, etc) podem ser utilizadas as ótimas fitas adesivas dupla face (a 3M tem uma maravilhosa). Para objetos mais pesados é preciso utilizar buchas próprias para drywall ou ainda construir a parede com reforço interno para fixação de cargas maiores (geralmente na cozinha).

Conforto climático - O gesso tem a propriedade natural de atuar como regulador do clima, mantendo o grau de umidade em equilíbrio: retira umidade do ar, quando esta está elevada; e a devolve, quando o ar está seco. Isso atenua as variações da umidade relativa do ar.

Conforto térmico – O uso de lã mineral ou de vidro no interior de paredes, tetos e revestimentos promove conforto térmico entre os ambientes.

Resistência à umidade – Há chapas especiais para ambientes úmidos (cozinhas, banheiros, áreas de serviço, etc.), impregnadas com um hidrofugante. Essas chapas têm cor verde, diferenciando-se assim das comuns.

Conforto acústico – Uma parede drywall apresenta desempenho acústico superior ao de uma parede de tijolos maciços de mesma espessura. Se tiver isolamento com lã mineral, seu desempenho será superior a qualquer tipo equivalente de paredes de alvenaria (tijolos, blocos cerâmicos, blocos de silício-calcário e de concreto comum ou celular).

Resistência ao fogo – O gesso proporciona elevada proteção contra incêndios. Por isso, é recomendado o revestimento com chapas para drywall de vigas, colunas, pilares e dutos elétricos de ventilação. Uma parede drywall, dependendo de sua configuração, podem ter resistência ao fogo de até 240 minutos.

Rápida execução - A simplicidade de execução é um dos grandes diferenciais do sistema. Uma parede pode ser instalada em muito menos tempo (apenas algumas horas) do que uma parede executada em sistemas convencionais.

Execução simplificada de instalações elétricas e hidráulicas - Ao contrário do que ocorre com a construção em alvenaria convencional, não é necessário quebrar paredes para a execução de reparos ou ampliações em redes elétricas ou hidráulicas. No caso de vazamento, por exemplo, basta recortar a chapa de gesso e, após o reparo, recompor o chapeamento.

Qualidade de acabamento - As paredes, os revestimentos e os tetos apresentam nivelamento superficial, o que permite que, imediatamente após a sua instalação, recebam pintura ou outro tipo de acabamento. Por isso acaba economisando a etapa referente ao chapisco e emassamento.

Ausência de resíduos e desperdícios - A construção é mais limpa, reduzindo drasticamente o entulho. A isso ainda se soma a menor necessidade de movimentação de materiais dentro da obra. E o entulho gerado é totalmente reciclável.

Fonte: Correio Braziliense



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conservar é bom

Sempre que posso comento sobre a importância da conservação dos monumentos, das edificações e da cultura do nosso país. Dizem que o Brasil é um país sem memórias, mas parece que as coisas já estão começando a mudar.

Semana passada tive que ir ao Rio de Janeiro a trabalho. Havia cerca de um ano que não aparecia por la. Já estava com saudades. Entre a correria de idas e vindas algo que me chamou a atenção é ver como o nosso patrimônio histórico tem sido mais preservado nos edifícios cariocas. Antigamente era muito fácil de ver demolições das velhas edificações para construir coisas novas. Hoje já se percebe um movimento diferente no que diz respeito a essa concepção.

Se percebe muito mais prédios sendo restaurados, revitalizados. Principalmente nos bairros mais antigos, ainda persistem casas e prédios antigos em boas condições entre os modernos edifícios.

Um dos belos exemplos no bairro do flamengo é o do Castelinho do Flamengo. Aquela edificação sempre me encantou. De frente para o aterro, foi projeto do arquiteto italiano Gino Copede. O imóvel construído em 1918 se destacava na paisagem, hoje resiste entre os altos edifícios. Era a residência do rico empreendedor e construtor português, Joaquim Silva Cardoso. Em 1992 transformou-se num Centro Cultural, mas foi a partir de 2009 que vem se tornando um centro de referencia para a fotografia , com cursos, palestras, auditório, etc. (Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro)

Outro bairro cheio de charme e elegância é a Urca. As casas de lindas fachadas rebuscadas se repetem ostentando os vários estilos. Muitos acreditam que o Rio de Janeiro começou ali, na várzea, entre o morro Cara de Cão e o Pão de açúcar. (Não me perguntem o porquê do nome, nunca achei a tal cara de cão).

Os moradores do bairro se uniram em torno do interesse de preservar a cultura e as características do bairro. Até mesmo a restauração do antigo imóvel do Hotel, depois Cassino da Urca e posteriormente Rede Tupi para a instalação do ISTITUTO EUROPEO DI DESIGN-IED vem criando controvérsias. Os moradores acham que a destinação do edifício para atividade educativa vai gerar impactos não só na circulação viária da pequena península, como também na paisagem e na arquitetura .
Castelinho do Flamengo hoje resiste entre os edifícios
Escadaria interna do Castelinho do Flamengo

Castelinho do Flamengo no passado se destacava na paisagem



Casas da Urca: tomadas aleatoriamente
Uma foto antiga do Hotel/Balneário e Cassino da Urca e no detalhe como está hoje.
Fonte: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Agenda 21 Escolar

A Agenda 21 é um documento que foi gerado a partir da Rio Eco-92 para implantar em todo o mundo as condições e possibilidades de desenvolvimento sustentável para o planeta.

A partir daí, cada um dos países deve prever a implantação dessas idéias observando-se as características peculiares de cada localidade. A idéia principal permanece a mesma: o equilíbrio perfeito entre o ser humano, a natureza e a economia sem prejuízo da qualidade de vida e da degradação dos ecossistemas.

Nesse contexto a escola é a comunidade que tem uma influência efetiva não apenas dentro de seus muros, nos momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e moradores de seu entorno.

A escola é a responsável pela educação que influenciará na vida profissional, social e pessoal do aluno e em sua convivência familiar.

Por isso a escola assume novas atribuições na educação ambiental. Ela pode ser considerada o cérebro que comanda um corpo maior, constituído pelos lares dos alunos e pela comunidade na qual está inserida. Estabelecendo o passo a passo, extrapola as divisas de seus muros e afeta diretamente a vida de um volume de pessoas muito maior do que o mero número de estudantes que a freqüenta.

A Agenda 21 escolar é a formatação do texto base da Agenda 21 local para aplicação no meio de influência da escola, tanto nos recintos escolares, como no meio familiar e social onde tal influência é exercida. Trata-se de compromissos, com ações concretas, metas e responsabilidadades que uma escola deve assumir para agir na comunidade escolar com o objetivo de promover o desenvolvimento local sustentável, a conservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.

O sucesso da implantação dessa Agenda 21 escolar em cada município depende apenas do empenho com que as pessoas que a apoiarem, no âmbito de influência de cada escola, se disponham a aplicar esses princípios em benefício não só da comunidade escolar, mas também de toda a comunidade influenciada.

“As mãos que se puserem á obra plantarão milhares de sementes para reflorestar a vida.”
Fonte: Ambiente Brasil: Associação Ecológica Vertente texto: Francisco Antonio Romanelli

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que fazer com o entulho?

Desculpem a minha ausência desta semana. Realmente, a gente sai de férias, se diverte mas o trabalho se acumula. Gostaria no entanto de comentar a respeito das últimas demolições que ocorreram aqui em Brasília no início do mes.

Dois hotéis tradicionais construídos na década de 60 na área central de Brasília foram implodidos no ultimo dia 02 de novembro: o Hotel das Nações (azul e branco) e o Alvorada Hotel (bege e branco).

Como parte dos preparativos da capital federal para receber os sete jogos da Copa do Mundo de 2014, os prédios darão lugar a um complexo mais moderno com mais de 500 apartamentos, restaurante, piscinas, lojas e centros de convenções. A previsão é que ficarão prontos em cerca de 2 anos.

A operação de demolição teve um custo de R$ 1,3 milhão e utilizou 500 quilos de explosivos. A construtora disse na época que em um mês entulho seria completamente retirado. Já passados quase os 30 dias esse serviço de remoção ainda não terminou.

A demolição dos dois hotéis gerou 10 mil toneladas de entulho. Toda essa montanha de lixo foi para o lixão da estrutural onde a expectativa era que as cooperativas de lixo fariam o aproveitamento de boa parte do material como o concreto e a ferragem.

O Lixão da Estrutural, em Brasília, recebe todo lixo do Distrito Federal (DF) desde 1984. Hoje, o terreno tem mais de 15 milhões de toneladas de resíduos. De acordo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o número cresce ao menos 11 mil toneladas por dia - dessa quantidade, 70% vem da construção civil.

Além desses dois hotéis implodidos, mais cinco edifícios já foram demolidos em Brasília desde 2007, inclusive o Estádio Mané Garrincha que se transformará no Estádio Nacional.

Todo esse entulho deveria ser reaproveitado em futuras obras na cidade. Todo o aço da estrutura dos prédios podem ser reciclados. Da mesma forma grande parte do concreto também pode ser reutilizado na pavimentação de rodovias, ciclovias, calçadas ou ainda como agregado para concreto não estrutural.

Reciclar o entulho representa vantagens econômicas, sociais e ambientais tais como economia na aquisição de matéria-prima, devido a substituição de materiais convencionais, diminuição da poluição gerada e de suas conseqüências negativas como enchentes e assoreamento de rios e córregos, além da preservação das reservas naturais de matéria-prima.

Após 9 anos da resolução CONAMA que regula o setor, já era tempo de Brasília ter projetos consistentes para o destino correto desses materiais e planejar tudo antes das demolições. Não basta apenas jogar tudo no lixão da estrutural, sem dar condições para que aquelas pessoas tirem dali o seu sustento.

Ainda esta semana uma reportagem na TV mostrava como esse entulho dos prédios demolidos tem sido jogados ali e como os catadores arriscam suas vidas, entre as idas e vindas do trator que reviram os resíduos, selecionando uma coisa ou outra sem muito treinamento ou condição real de trabalho.
Acorda Brasília.

Fonte: Portal R7 e G1

A vista do Setor Hoteleiro antes
Hotel das Nações foi o primeiro

O Alvorada foi o segundo

Montes de entulho de resultado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fachadas Ventiladas

Imagem: Revista Techne

Ainda pouco utilizado no Brasil, a fachada ventilada tem sua eficiência comprovada há mais de 30 anos nos países do hemisfério Norte.

Por aqui o interesse por essa solução vem crescendo não só pelo efeito estético como também pelo desempenho térmico prometidos. Em tempos de exigência de menor consumo energético, o sistema pode contribuir para reduzir as cargas de condicionamento artificial de ar. Pode também preservar a estrutura e prolongar a vida útil da edificação porque funciona como uma capa protetora.

A Fachada Ventilada pode ser definida como um sistema de proteção e revestimento exterior de edifícios, caracterizado pelo afastamento entre a parede do edifício e o revestimento, criando, assim, uma câmara de ar em movimento. Essa camada de ar permite a ventilação natural e contínua da parede do edifício, através do efeito chaminé (o ar entra frio pela parte inferior e sai quente pela parte superior).

Com o “arejamento” da parede, evita-se a ocorrência de umidades e condensações características das fachadas tradicionais e, consequentemente, atinge um maior conforto térmico.

Outra vantagem é a montagem fácil e a possibilidade de colocação de instalações elétricas e sanitárias no espaço criado entre a parede e o revestimento.

A estrutura de fixação onde são aplicadas as placas de revestimento pode ser de metal ou de madeira e tem como função dar estabilidade ao sistema; é através desta estrutura que se consegue o afastamento necessário para criar a câmara-de-ar.

Esse sistema, a princípio pode ser utilizado em qualquer tipo de edifício (comercial, residencial, industrial ou esportivo), quer se trate de uma construção nova ou de um trabalho de recuperação.

As placas que compõem o material de revestimento podem ser cimentícias, de alumínio, de vidro ou de cerâmica. No Brasil o mais utilizado é o de alumínio tricamada tipo Alucobond.

Uma opção de placas de porcelanato de cerâmica foi lançada recentemente na última Expo Revestir 2011 pela Eliane – o Sistema Laminum. Entre os requisitos divulgados a alta durabilidade e inalterabilidade das características físicas e estéticas. O sistema Eliane é composto por uma subestrutura auxiliar em alumínio com afastamento de 12 cm. Além da beleza, a praticidade da pouca espessura (3,5 mm) e a resistência dos porcelanatos com a redução das juntas.

Confira os detalhes no site da Eliane.

Fonte: Revista Techne

O sistema cria um espaço entre a parede e o revestimento que funciona como uma camada de ar.
Esquema do comportamento da fachada ventilada
Hospital Israelita Albert Einstein (SP)  a fachada ventilada associada à pele de vidro - Projeto Levisky Arquitetos
Laminum da Eliane

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Molduras e Rodapés

Casa em Curitiba com elementos decorativos de EPS na fachada. Fonte site Decorpol
O acabamento é sem dúvida a parte mais delicada na finalização de um projeto. É nessa etapa que molduras e rodapés são aplicados.

Antigamente o material mais utilizado para esse tipo de acabamento era a madeira. Com o passar do tempo e a escassez, ela foi sendo substituída por outros materiais. Além do mármore, cerâmica ou porcelanato , atualmente, molduras e rodapés podem ser feitas de MDF (cru, pintado ou revestido), PVC (geralmente embutindo fiação), EPS (poliestireno expandido) e até de gesso e cimento. Cada uma delas possui uma característica própria e devem ser usadas em distintas ocasiões.

As molduras e rodapés em EPS possuem algumas vantagens em relação às outras: ela é de fácil e rápida aplicação, não faz sujeira e, além disso, é muito leve. A utilização do formiato de metila (Ecomate®) como agente de expansão no processo de obtenção da espuma de poliuretano resulta num produto de fácil manuseio e ecologicamente correto por ser isento de emissões de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis). O Ecomate® é ecologicamente aceito no mundo inteiro, resolvendo definitivamente a questão do CFC, gás utilizado anteriormente que deteriorava a camada de ozônio. É um material biodegradável, não corrosivo, eficiente termicamente além de ser reciclado feito de sobras de plásticos, como isopor e carcaças de computador e resistente a cupins e à umidade.

Para aplicação em fachadas e exteriores, deve ser utilizado o tipo constituído por uma moldura de isopor revestida por uma fina e forte camada de cimento. Este material é mais pesado que os outros. No entanto, é muito mais leve do que as molduras de cimento maciço, instaladas para a decoração de fachadas. Assim sendo, o processo de instalação é mais rápido e a mão-de-obra pode ser reduzida, uma vez que não se precisa de tantas pessoas para erguer a moldura.

A Decorpol, empresa de Curitiba – PR produz esse material com alta qualidade e disponibiliza linhas diferentes para interiores e exteriores:

1. Moldura em EPS para fachadas completa, com argamassa extrusada, tela estrutural, corte por pantógrafo computadorizado e topos destopados. Por serem extrusadas, as linhas e vincos de nossas molduras garantem melhor alinhamento e acabamento.

2. Moldura em EPS para fachada somente no EPS cru, sem tela estrutural ou argamassa. Isto garante um melhor custo x benefício para construtoras que necessitam aplicar grandes quantidades de molduras em suas obras.

3. Moldura em EPS para fachada: EPS + Tela estrutural. Por ser sem a argamassa extruzada, permite um melhor custo pelo benefício da aplicação de acabamentos projetados ou ainda do tipo grafiato diretamente sobre a moldura, sem a necessidade da argamassa, aconselhável para acabamentos lisos.

4. Molduras em poliuretano para interiores e fachadas. Por ser em poliuretano, permite acabamento perfeito em interiores e podem ser aplicadas em fachadas.

Os custos das placas de 2m de comprimento estão em torno de R$8,00 (preço do site do fabricante) que compensam em função da facilidade de aplicação e rapidez. Veja algumas fotos e exemplos de utilização das molduras e rodapés de poliuretano.

Grande Hall - Casa Cor RJ - Projeto Arq. Caco Borges
Banheiro e Closet Infantil - Casa Cor RJ - Projeto Arq. Flavio Hermolin

Rodapés de EPS
Fonte: Decorpol

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Revolution Tower - Panamá


Outro edifício que chamou a minha atenção em Panama City foi o Revolution Tower ou F&F Tower.

É fácil entender o porquê do nome quando se ve o enorme prédio em forma de broca de vidro que desponta na paisagem em qualquer lugar que voce estiver. É um otimo exemplo da arquitetura contemporânea que vem surgindo na cidade.

A torre contorcida de 230m de altura localizada bem no centro financeiro da cidade foi entregue este ano e teve projeto de Pinzon Lozano, arquiteto formado no Panama. Foi uma obra feita em tempo recorde (iniciou em 2008), utilizando tecnologia e equipamentos de ponta, com segurança máxima.

O edificio de uso comercial tem 16 pisos de estacionamentos e mais 40 andares de lajes nervuradas e protendidas com dimensão de aproximadamente 25X25m, que vão fazendo em cada pavimento, uma rotação de 36° sobre o eixo e formando pequenas sacadas em balanço. Cada um dos escritórios de cerca de 180m² proporciona uma vista panorâmica incrível de toda a cidade e da Bahia de Panamá através dos vidros verdes com proteção solar.

Para concretagem das lajes foi utilizado o sistema australiano de mesas Doka (já tem representação no Brasil há 25 anos) que permite realizar o deslocamento das mesas para concretagem com rapidez, resultando em economia de tempo e de custos de mão de obra.

Fonte: Pinzon Lozano, SindusconSP e Doka




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Parque Olhos Dágua - uma vitória


Como urbanistas temos nos manifestado contra decisões políticas que ameaçam interferir no plano da cidade que é tombada pelo Patrimônio Histórico. Uma delas é a polêmica em torno da Quadra 901 Norte que não vou me deter aqui porque foi muito bem explicada pela minha amiga Carla no Blog Arquitrecos – veja aqui. Essa é uma luta que ainda promete se prolongar.

Mas hoje temos uma vitória a comemorar pela cidade de Brasília – a questão do Parque Olhos Dágua na Asa Norte. Apesar de faltar ainda a concretização legal dos fatos, me alegrei muito com a notícia publicada neste final de semana no Correio Brasiliense.

Já tinha comentado anteriormente (veja aqui) a respeito desse parque, uma área preservada de nascentes dentro do Plano Piloto de Brasília. No plano inicial da cidade o local do parque estava destinado às superquadras residenciais 413 e 414 da Asa Norte mas a destinação acabou sendo modificada em 1994 para permanência do parque devido ao clamor da própria comunidade local que se mobilizou no intuito de proteger a área onde se localizam várias nascentes, uma lagoa, mata de galeria e flora de cerrado.

A partir do ano passado a comunidade se engajou numa nova luta em favor da preservação do parque quando foi anunciada a venda para construção de um shopping , de numa área adjacente ao parque que deveria ser de área verde. Na ocasião o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com base em um relatório técnico do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), recomendou à Administração de Brasília que não emitisse alvará para obras pela área se tratar de zona ambiental sensível e de importância para o abastecimento da bacia hidrográfica do Paranoá e da Lagoa do Sapo localizada dentro do Parque Olhos D’Água.

A pressão da comunidade e de ambientalistas surtiu efeitos e o governo decidiu não autorizar nenhuma construção no local. A medida representa uma vitória para os moradores e para o meio ambiente, mas terá um custo ao GDF. Um dos lotes previstos para a área já havia sido licitado e o proprietário terá que ser indenizado. O governo poderá negociar a troca do lote por outro. A Universidade de Brasília (UnB) também tem três projeções no local para construção de prédios residenciais.

Apesar dos técnicos não terem chegado a nenhuma conclusão definitiva sobre a existência real de uma nascente no local, o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, conta que o governo optou pela transformação desses terrenos previstos em área verde para a quadra porque “A área é sensível e de extrema importância e, além disso, a população da região não precisa de um shopping center naquele local. Isso traria ruídos e impactos no trânsito”.

A área verde se transformará em uma ampliação do Parque Olhos d’Água. O local será urbanizado com pistas de caminhada e integrado à estrutura atual. A proposta do GDF é fazer uma passagem subterrânea para ligar o Olhos d’Água à expansão do parque.

Com as mudanças, a área do Parque Olhos d’Água crescerá mais de 30%, saltando de 21 hectares para 28 hectares. O Ibram estuda transformar o espaço em Área de Preservação Permamente (APP).

Agradecimentos ao Governador Agnelo Queiroz que, neste caso, foi sensível às argumentações da comunidade e assumiu o compromisso de buscar uma saída jurídica para o impasse da questão do patrimônio histórico.

Agradecimentos também ao posicionamento da Universidade de Brasília (UnB) como proprietária de várias projeções para construção de apartamentos na área, se manteve na defesa da manutenção da área verde desde que, claro, a universidade não tenha prejuízo econômico: “A política da universidade é compatibilizar o patrimônio imobiliário com a proteção ambiental. Acreditamos que a preservação daquele espaço é fundamental e estamos dispostos a buscar saídas para o problema”, diz o chefe de Gabinete da Reitoria da UnB. No caso essas projeções terão que ser remanejadas e algumas delas podem mudar de formato para se adequarem à proposta.

Fonte Correio Brasiliense
2leep.com