terça-feira, 29 de julho de 2014

Detalhes que fazem bem aos olhos

Veja as fotos abaixo e tente descobrir de que cidade do mundo são esses detalhes.














Não, não é Paris, e se você imaginou que são fotos de algum lugar da Europa, errou...

Todas as fotos foram tiradas por mim no Rio de Janeiro que tem jóias lindíssimas da arquitetura. Nos enchemos de orgulho quando percebemos que finalmente o Brasil começa a valorizar a sua historia, a sua cultura. Aos poucos estamos deixando de ser um país sem história.

Há muito tempo não visitava alguns prédios do centro do Rio. Fiquei surpresa positivamente pela conservação da maioria deles.

O Teatro Municipal cuja construção começou no inicio dos anos 1900 com projeto inspirado na Opera de Paris foi novamente aberto ao publico em 2010 totalmente revitalizado. Lindíssimo.

Fiquei impressionada com a Igreja do Santissimo Sacramento da Antiga Sé com interior totalmente entalhado em madeira. Ao mesmo tempo tristemente decepcionada com o abandono no cuidado dessa relíquia que precisa urgentemente de revitalização.

O Gabinete Real de Leitura, a Confeitaria Colombo e o Centro Cultural Banco do Brasil cujas belezas já são mais conhecidas, surpreendem qualquer visitante e nos remete às belíssimas construções europeias.





sábado, 5 de julho de 2014

Casas Flutuantes

Nessas épocas de alagamentos e cheias no Brasil ao longo dos grandes rios como estamos vivendo agora no sul do país, me lembro de regiões onde os habitantes convivem diariamente com os altos e baixos do nível dos rios em casas flutuantes.

Isso nada tem a ver com as invasões indiscriminadas por embarcações que se ancoram nas margens dos rios, em áreas de preservação ambiental sem nenhuma preocupação com os danos que possam causar à natureza.

Falo de áreas constantemente ou periodicamente alagadas como as que temos em grande número em regiões no norte do Brasil onde o nível dos rios sobem nas cheias e chegam a secar na época da vazante.

Quase 60% do território brasileiro é ocupado pela região amazônica, constituída por 8 estados. As ruas e estradas de acesso dessa região são as centenas de rios e canais que cortam todo o território e que mudam de lugar porque a cada cheia a água pode traçar novos caminhos. Os habitantes aprenderam a conviver com isso.

A principal característica da moradia dessas populações que vivem às margens ou perto das margens dos rios é serem flutuantes, casas feitas de madeira e com poucas divisões internas. Elas são suspensas por grandes troncos que permitem a flutuação e presas por cordas nas árvores próximas, de maneira que a força do rio não consiga carregar.

Os maiores problemas nesses casos são: a geração de energia, o abastecimento de água potável e o destino do lixo e esgoto que geralmente é lançado “in natura” no rio. Para geração de energia, se a ligação com as redes das concessionárias não for possível, existem outras opções tal como a energia solar. O abastecimento de água potável é fácil de resolver com um filtro e uma bomba simples que colete água do próprio rio. O grande problema realmente se concentra no tratamento do esgoto e da correta destinação dos resíduos de maneira a não poluir o rio.

Resolvidos esses problemas a casa flutuante passa a ser uma ótima opção habitacional para essas regiões de cheias e vazantes.

Tal como as casas, as escolas também tem se adaptado à essa realidade. Pela impossibilidade de se levar materiais de construção pelas estradas que não existem, as escolas flutuantes também começam a aparecer nessas comunidades como no caso da Escola Nossa Senhora Aparecida no lago Catalão, município de Iranduba próximo a Manaus.

Para as comunidades onde não existe escola, as lanchas escolares funcionam como ônibus coletando os milhares de alunos para as escolas da rede publica da região, uma parceria entre a Marinha do Brasil e o Ministério da Educação.

A região Amazonica abrange 60% do Brasil

Casas flutuantes no Lago Catalão - AM

Estrutura de flutuação
Escola flutuante
Barcos de transporte escolar

terça-feira, 13 de maio de 2014

Calçadas - o desafio de cada um

Brasília tem aspectos dos quais todo pedestre desta cidade deve se orgulhar como é o caso do respeito dos motoristas às faixas de pedestre.

Verdade que ultimamente temos perdido um pouco em relação ao que era antes, mas sem dúvida, esse costume está arraigado aqui. Experimente dar sinal de braço e atravessar uma rua numa faixa de pedestre no Rio ou em São Paulo. Você vai ser atropelado.

Em compensação, no que diz respeito às condições das calçadas para o transito de pessoas que se deslocam à pé, Brasília ainda tem muito que progredir. Calçadas cheias de falhas, descontínuas, desniveladas e esburacadas estão entre os principais problemas encontrados. Isso quando não trombamos em um poste, uma placa ou numa árvore que permaneceu no meio da calçada.

Em alguns setores como no Setor Comercial Sul, as calçadas tem degraus que impossibilitam completamente o trafego de cadeiras de rodas e dificultam sobremaneira o transitar de pessoas idosas ou com dificuldade de locomoção.

Famosa pelo seu planejamento urbano, Brasilia possui longas distâncias com ausência de calçadas obrigando as pessoas a andarem por gramados intermináveis e canteiros que não foram destinados aos pedestres, mas por onde é possível fazer uma linha reta para andar menos. Surgem assim os chamados “caminhos de rato”, aquelas marcas no gramado onde a frequência da caminhada mata o verde e descobre a cor da terra.

As vezes pequenas obras podem causar um bem estar imenso aos habitantes. Uma dessas obras é manter as calçadas seguras, livres de barreiras e de armadilhas para os pedestres. Haja vista as belas ciclovias que foram feitas na cidade, acabam por ser usadas como calçadas mesmo que tenham sido feitas bem ao lado das calçadas existentes. As pessoas preferem andar pela ciclovia porque é mais larga, sinalizada, etc.

Entre fevereiro e abril de 2012 a equipe do portal Mobilize Brasil saiu pelas ruas de algumas capitais brasileiras para avaliar a situação das calçadas do país. Afinal, calçadas com boa qualidade são equipamento fundamental para a mobilidade urbana sustentável.

Na pesquisa a cidade que conquistou a maior média, em uma pontuação de 0 a 10, foi Fortaleza (7,60), seguida por Belo Horizonte (7,05) e Curitiba (6,83). Brasília ficou na 7ª posição, com 5,98.

A pesquisa avaliou oito itens: regularidade do pavimento, degraus, obstáculos, existência de rampas de acessibilidade, largura, sinalização, iluminação e paisagismo em ruas e áreas com alta circulação de pedestres, como estações de transportes, proximidades de hospitais e ruas comerciais.

De acordo com a pesquisa, Brasília tem calçadas largas, planas e arborizadas, mas falta manutenção.“De forma geral, em todas as cidades avaliadas constatou-se certo descaso das autoridades quanto à conservação das calçadas, especialmente por conta das frequentes obras realizadas por concessionárias de serviços de água, gás, energia e telefonia. Raramente após uma obra a calçada é restaurada conforme seu padrão de qualidade original, o que resulta em feias cicatrizes, desnivelamentos ou simplesmente em buracos abandonados ao sabor do tempo.”, detalha o levantamento.

Discordo um pouco desse ponto de vista. Às vezes não é nem descaso das autoridades que estão sempre projetando e construindo novas calçadas a todo o tempo. É sim responsabilidade de todos os moradores e comerciantes que não se conscientizam da importância de conservar e recuperar os passeios na porta de sua casa ou loja. Muitas vezes esses são os primeiros a depredar ou quebrar e depois esperar pelo poder publico para consertar.

Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos moradores da capital tem algum tipo de deficiência. Nesse universo, 63,71%, sofreram perdas visuais sérias. Em seguida, vêm aquelas com dificuldades motoras que representam 18,02% do conjunto. Em todo o Distrito Federal ainda faltam rampas, meios-fios rebaixados, semáforos sonoros e pisos táteis.

Calçadas devem ser suficientemente largas e, sempre que possível protegidas por arborização para conforto de quem anda sob o sol, e bem iluminadas, para quem caminha à noite.

E, ainda, calçadas devem ser complementadas por faixas de segurança,  equipamento básico para a travessia segura das ruas. Além disso, sinalização tátil, semáforos especiais, placas de sinalização e outros equipamentos de segurança podem ser necessários nas vias de maior movimento.

Fonte: Mobilize, G1, Veja






segunda-feira, 12 de maio de 2014

Utilização de Contêineres

Projeto utilizando contêineres é realmente uma tendência que vem ganhando terreno a cada dia pela rapidez de montagem e o baixo custo.

Os contêineres são objetos de estrutura de aço extremamente fortes, porém leves, de dimensões variadas e peso reduzido que podem ser facilmente realocados já montados e reutilizados para fins residenciais ou corporativos. Todos os contêineres são fabricados obedecendo a uma padronização e permitem ser empilhados em até 12 unidades quando vazios.

A utilização é positiva porque além de se aproveitar um material nobre que seria descartado, gera economia de recursos naturais que não vão ser utilizados numa obra comum como areia, tijolo, cimento, água, etc. Obra limpa com redução de entulho.

Outras vantagens são a economia na execução da fundação que pode ser do tipo rasa (o peso da estrutura é leve) e a facilidade de adaptação ao perfil do terreno, minimizando as questões de terraplenagem.

Por serem objetos de descarte, devem receber tratamento adequado que consiste em limpeza, reparo de falhas e descontaminação. Como são feitos de aço, são ótimos condutores de calor sendo necessário um bom isolamento térmico para que as chapas metálicas não transformem o ambiente criado em um forno. Depois disso é que vão ser readequados ao novo uso recortando portas e janelas, para serem transportados e descarregados na posição correta para utilização. As unidades são então conectadas com um sistema de engate e pintadas com tinta capaz de protegê-las da ferrugem.

Por ser um material cujo manuseio e corte exige mão-de-obra especializada, isso pode encarecer um pouco os custos que, mesmo assim, ainda continua sendo inferior do que de uma obra tradicional.

De acordo com o site da Metálica, os contêineres usados podem ser comprados em empresas de transporte por US$ 1.200,00 cada e mesmo quando novos, não custam mais de US$ 6.000,00.

Mas toda concepção perfeita pode se transformar num pesadelo se a arquitetura não avaliar o impacto visual e a impressão sensorial que uma intervenção urbana pode causar no usuário. Cuidado para que a arte não se transforme numa pilha de caixas que ameaçam desmoronar.

 
Casa em Curitiba -PR

Container City na Inglaterra
Hotel do escritório chines OVA Studio com 14 andares



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Casa na impressora

Está precisando de casa? O que você acha de imprimir uma?

Parece realmente que as impressoras 3D podem fazer qualquer coisa. Maquetes e peças industriais já não são nenhuma novidade. Mas agora, até casas podem ser feitas no modelo “camada por camada”.

Behrokh Khoshnevis, professor da University of Southern California, surpreendeu todo mundo mostrando que é possível imprimir em 3D uma casa de 230 m³, em 20 horas, menos de um dia, exatamente com o mesmo processo (camada por camada) que uma impressora 3D utiliza pra montar uma peça menor.

Os muros e paredes são feitos com camadas de concreto, mas o mais incrível é que a máquina pode ser programada para pintar paredes, adicionar telhas, pisos, encanações e fiação elétrica. A forma rápida como tudo isto é feito pode ser essencial para uma situação de emergência ou calamidade, como os desastres naturais, por exemplo, quando as casas precisam ser reconstruídas em pouco tempo.

Outro projeto de casa impressa foi desenvolvido em Xangai, na China, pela construtora Winsun que mostrou como uma impressora de 6,7 metros de altura — que custa 5 mil dólares — pode produzir paredes inteiras em poucos minutos.

Usando uma combinação de cimento e fibra de vidro como material, a estrutura feita pela impressora custa metade do preço de uma construção convencional.

Essas casas são construídas em velocidade recorde com a vantagem de exigir menos custos com mão-de-obra.

O mais impressionante é que o material usado para construir as paredes é reciclado de construções antigas. A empresa pretende construir mais de 100 casas na China e transformar o material reciclado em moradias.

O resultado da impressão não vai ganhar nenhum prêmio de arquitetura e também não é tão elegante quanto os projetos de designers que criam conceitos diferentes de casas. Mas, o que importa é que eles colocam um teto sobre a cabeça das pessoas que necessitam.

Fonte: Hypeness, Exame





terça-feira, 6 de maio de 2014

Material para reciclagem no DF


Sempre comprometidos com a questão da gestão de resíduos, quero divulgar a publicação de que a Fabrica Social daqui de Brasília está abrindo inscrições para associações e cooperativas que queiram aproveitar os resíduos produzidos pelo programa.

Pra quem não conhece o trabalho da Fabrica Social vai aqui o link.

Sem nenhuma intenção de fazer política, esse trabalho em especial merece muito crédito.

Trata-se de um programa que capacita as pessoas em situação de vulnerabilidade social, através da qualificação profissional, gerando trabalho e renda. Essas pessoas aprendem a costurar, bordar, fazer bolas, serigrafia, redes esportivas, sacolas e bonés além de aprender a operar máquinas e equipamentos, produzindo materiais que serão distribuídos gratuitamente às escolas da rede pública, órgãos públicos e entidades filantrópicas.

O programa "Fábrica Social" visa à capacitação qualificada de beneficiários do "DF Sem Miséria/Bolsa Família" e oferece chances reais de inserção no mercado de trabalho.

Os resíduos produzidos ali são variados como sobras de tecidos, malhas, pvc, tubos de papelão, etc. Esse material já tem sido doado para utilização como matéria prima para produção de artesanato e outras finalidades. No site do programa pode-se ver como esse material tem sido distribuído.

Para quem quiser se habilitar , o edital e as informações estão aqui.

Material doado para artesãs

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nova Tecnologia de Petróleo


Talvez você, assim como eu, nunca tenha ouvido falar que se pode tirar óleo de rocha. Ou melhor, PETRÓLEO de rocha.

O Xisto Betuminoso é uma rocha sedimentar rica em material orgânico. O homem tem usado como combustível desde os tempos pré-históricos. Mas a indústria de modo geral, na maioria dos países, não se interessou muito pelo projeto de utilização do xisto devido aos altos custos de extração e, é claro, à superabundância do petróleo muito mais barato.

Nos últimos anos, porém, os Estados Unidos apostaram nessa produção e podem encontrar a autossuficiência energética com o fraturamento hidráulico dessa rocha, mas conhecido como "fracking".

Não tenho conhecimento para falar desse processo em si, mas a alta velocidade com que eles ampliam sua produção de petróleo de xisto (Shale Oil) está mudando o cenário geopolítico global e criando, ao mesmo tempo, expectativas e polêmicas. Passaram de uma produção de 111 mil barris por dia em 2004 para 533 mil barris em 2011 (EIA Annual Energy Outlook 2012). As reservas americanas de xisto serão capazes de livra-los da dependência dos países produtores de petróleo, tipo a Venezuela ou os países árabes. Os sheiks estão ficando preocupados.

Há vantagens nesse gás de xisto: primeiro, ele é menos poluente do que o carvão e o petróleo; segundo, é muito mais barato que o gás convencional; e em terceiro lugar considera-se que as reservas mundiais superam em 13 vezes as do petróleo tradicional.

O Brasil já tem sentido os reflexos dessa crescente produção americana de petróleo de xisto. As exportações brasileiras de petróleo para os Estados Unidos sofreram uma redução de 60% nos últimos 2 anos. Isso é preocupante para nós porque enquanto os EUA ampliam rapidamente sua produção, a nossa produção pela Petrobrás avança em ritmo bem mais lento. Mesmo considerando as reservas do pré-sal, é bom nosso país não andar na contramão do resto do mundo. Na minha opinião o caminho para a sustentabilidade do mundo passa obrigatoriamente por uma fonte energética limpa.

Fora as polêmicas geradas, se o petróleo de xisto é ou não ambientalmente favorável, sabemos que ainda é uma fonte de origem fóssil. Torço realmente para que uma nova matriz energética mais limpa que o petróleo tenha impulso entre todos os países, para o bem do nosso planeta.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Água - Alerta Geral


A visão do primeiro homem a ver a terra do espaço, o astronauta  Yuri Gagarin em 1961 foi: “A Terra é azul”. A esfera repleta de rios e oceanos cobrindo mais de 70% de sua superfície tem se modificado com o tempo.

Parecia impossível que um dia o nosso “Planeta Água” iria sofrer tanto por falta de água conforme o recente relatório da ONU que já detecta uma crise sem precedentes na distribuição dos recursos hídricos.

A população aumenta, aumenta a indústria e o comércio, que aumenta o aquecimento global, que aumenta o nível do mar e que afeta os reservatórios de água potável.

Como faremos para interromper esse ciclo vicioso ou pelo menos aprender a neutraliza-lo com ações que preservem nosso clima, nossas florestas e consequentemente a água limpa que temos que consumir?

Essa pergunta tem que ser respondida com urgência não só com teorias, mas principalmente com AÇÕES.

Todos têm essa responsabilidade. Não apenas os governantes. Porque todos nós gastamos com irresponsabilidade os recursos que temos disponíveis.


“A população mundial não para de crescer e a agricultura precisa se expandir, a fim de produzir alimentos. Consequentemente, o consumo de água tem aumentado perigosamente. Temos que ter um cuidado muito específico com esse elemento crucial à vida humana. O esforço de todos nós é necessário para evitar que milhões de pessoas sofram com a falta de água nos próximos anos.”
Ban Ki-moon – Secretário-geral da ONU


“O problema da água é uma responsabilidade mundial. Se quisermos viver com dignidade neste planeta, precisamos preservar nossas bacias hidrográficas. Mostra-se imprescindível uma participação efetiva de toda a sociedade.”                                Irina Bokova - Diretora-geral da Unesco

Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 26 de março de 2014

Premio Pritzker de Arquitetura

O prêmio Pritzker de 2014 é considerado por muitos "O Nobel da Arquitetura".

O japonês Shigeru Ban ganhou esse premio em 2014. O júri reconheceu a iniciativa de Ban ao construir casas baratas, feitas de papelão e restos de madeira, como resposta criativa e de alta qualidade para situações extremas causadas por desastres naturais. Seus experimentos construindo lares temporários para ajudar pessoas em situações de calamidade como os ocorridos no Haiti, Ruanda e Japão, lhe renderam o cargo de consultor do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

O que é lixo para uns pode se transformar em matéria-prima das casas de Shigeru Ban. No lugar de cimento, tijolos e areia, o arquiteto japonês usa rolos de papelão, estruturas de contêineres usados e pedaços de madeira. As estruturas de papel são revestidas por uma camada de policarbonato e fincadas em um solo de concreto bastante rígido, que as permite aguentar fortes chuvas e até tremores. A vida útil passa dos 50 anos.

“O papel é bastante durável. As estruturas são revestidas por uma camada de policarbonato e fincadas em um solo de concreto bastante rígido, que as permite aguentar fortes chuvas e até tremores. A vida útil passa dos 50 anos”, explicou, em entrevista à Revista Galileu feita no início do ano. “Madeira e papel podem resistir a terremotos onde o concreto pode ser mais facilmente destruído”, diz.

Para ele a sustentabilidade não é um conceito para acrescentar depois, mas deve ser intrínseco a todo o processo da arquitetura.

Há 30 anos Ban promove o uso de materiais renováveis e de baixo custo.
Os materiais propostos por ele podem baratear obras em até 60%. Em seu escritório, novas alternativas têm sido testadas. Ele vislumbra que esses dados possam ajudar a resolver o problema de moradia não só de vítimas de desastres, mas também de populações de baixa renda em todo o mundo. É a arquitetura fazendo seu melhor papel.

Dentre todos os ganhadores deste premio desde 1979 temos apenas 2 brasileiros: Oscar Niemeyer (claro) em 1988 e o arquiteto paulista Paulo Mendes da Rocha em 2006. No ano passado também foi um japonês o ganhador (Toyo Ito). Quando será que teremos um brasileiro novamente nesse ranking?

Fonte: Revista Galileu, The Pritzker Architecture Prize










quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Reinvenção da porta

Falando em inovação, desde 1997 o artista austríaco Klemens Torggler tem se empenhado num projeto de reinvenção da porta. O que ele chama de Evolution Door, poderia ter saído de um filme de ficção científica.

Trabalhando com o objetivo de transformar a maneira atual de como lidamos com as portas, ele apresenta um sistema que permite abri-las e fechá-las com um simples movimento, um toque de mágica.

O mecanismo dispensa dobradiças e supera até mesmo as portas deslizantes, de tal forma que dá a impressão de uma ilusão de ótica. A proposta é tão interessante que sua eficácia extrapola a primeira noção e fornece a oportunidade de que as portas sejam instaladas em qualquer lugar, uma ótima alternativa, por exemplo, para quem tem falta de espaço dentro de casa.

Apenas pela descrição, fica complicado explicar como funciona a prodigiosa engenhoca, que lança mão de lâminas, barras de metal, vidro, geometria e pura física. 

Tem que ver o vídeo postado na página oficial do projeto na internet. Só assim é possível visualizar melhor a lógica de sua criação, que toma forma em diferentes materiais. Vale a pena assistir:
2leep.com