quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Reinvenção da porta

Falando em inovação, desde 1997 o artista austríaco Klemens Torggler tem se empenhado num projeto de reinvenção da porta. O que ele chama de Evolution Door, poderia ter saído de um filme de ficção científica.

Trabalhando com o objetivo de transformar a maneira atual de como lidamos com as portas, ele apresenta um sistema que permite abri-las e fechá-las com um simples movimento, um toque de mágica.

O mecanismo dispensa dobradiças e supera até mesmo as portas deslizantes, de tal forma que dá a impressão de uma ilusão de ótica. A proposta é tão interessante que sua eficácia extrapola a primeira noção e fornece a oportunidade de que as portas sejam instaladas em qualquer lugar, uma ótima alternativa, por exemplo, para quem tem falta de espaço dentro de casa.

Apenas pela descrição, fica complicado explicar como funciona a prodigiosa engenhoca, que lança mão de lâminas, barras de metal, vidro, geometria e pura física. 

Tem que ver o vídeo postado na página oficial do projeto na internet. Só assim é possível visualizar melhor a lógica de sua criação, que toma forma em diferentes materiais. Vale a pena assistir:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Resposta da natureza para a arquitetura

"É uma questão de se render à madeira, em seguida, deixa-la conduzir as conexões que induzem a materialidade, em vez de impor uma forma sobre a matéria" (Gilles Deleuze e Félix Guattari)

O modelo do projeto do Pavilhão HygroSkin - Meteorosensitivo explora um novo modo de arquitetura sensível ao clima. Foi encomendado pelo FRAC Centre Orleans – França para sua coleção permanente e desenvolvido por Achim Menges com colaboração de Oliver Davie Krieg e Steffen Reichert do Institute for Computational Design da Faculdade de Arquitetura de Stuttgart, Alemanha.

Já comentamos aqui a respeito de biomímese, a imitação dos processos naturais que tem dado muita contribuição para a arquitetura.

Enquanto a maioria das tentativas depende fortemente de equipamento técnico elaborado sobre materiais inertes, este projeto utiliza a capacidade de resposta inteligente característica do próprio material. A instabilidade dimensional da madeira em relação ao teor de umidade é empregada para construir uma pele arquitetônica "metereosensitiva" que autonomamente abre e fecha em resposta às mudanças do tempo otimizando o conforto climático. Isso, porém não requer o fornecimento de energia operacional, nem qualquer tipo de controle mecânico ou eletrônico. A própria estrutura do material é que é a máquina.

A pele de madeira modular do pavilhão é projetada e produzida com folhas de madeira compensada inicialmente planas que formam superfícies porosas e sensíveis às mudanças na umidade relativa do ambiente que geralmente escapam à nossa percepção consciente. Cada componente consiste de uma pele de dupla camada que só pode ser cortada e detalhada com ajuda de braços robóticos para posteriormente se juntarem de maneira a produzir um painel de sanduíche pressionando a vácuo. Todo o invólucro do pavilhão é ao mesmo tempo estrutura de suporte de carga e pele metereosensitiva. A capacidade estrutural das superfícies da pele elasticamente curvadas permite um sistema leve, porém robusto, construído a partir de componentes de madeira compensada muito finas.

Este projeto se baseou em mais de seis anos de estudo investigando os princípios biomiméticos oferecidos pelo cone de abeto para desenvolver sistemas climáticos para a arquitetura que respondem sem qualquer equipamento sensorial, funções motoras ou outra fonte de energia. O abeto é uma árvore conífera, fonte de madeira geralmente utilizada em instrumentos musicais e pelo seu potencial decorativo como árvore de natal.

O movimento dos cones de abeto se dá unicamente pela capacidade intrínseca do material de interagir com o ambiente externo mostrando como um tecido estruturado pode passivamente responder aos estímulos do ambiente abrindo quando está seco e fechando quando está úmido. A camada externa reage a um aumento ou diminuição da umidade relativa do ar, expandindo ou contraindo, enquanto a camada interna mantém-se relativamente estável. Ao contrário do movimento das plantas que são produzidas por mudanças de pressão da célula ativa, esse movimento ocorre por meio de uma resposta passiva a mudanças de umidade. A pesquisa permite o uso de madeira, um dos materiais mais antigos e mais comuns de construção, como, um composto natural, sensível ao clima.

O método construtivo garante que todo o pavilhão possa ser desmontado, movido em um container e remontado em outro local, não danificando os componentes que são apenas encaixados.

Fonte: ICD – Universidade de Stutgart; PINI-Arquiteturas Avançadas










quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Morar embaixo do viaduto

Vemos sempre notícias de pessoas que se instalam no vão livre embaixo dos viadutos e até invasões de comunidades inteiras.

Isso acarreta muitos problemas desde os perigos de incêndio e explosão devido a vazamento de gás de cozinha e danos à própria estrutura do elevado, além do que, vendo pelo lado estético, enfeia muito a cidade e promove a criminalidade.

Um professor de urbanismo me disse uma vez que a melhor solução para evitar invasões e conter a criminalidade em espaços públicos é justamente ocupa-los com atividades que promovam a aglomeração de pessoas como comércio, áreas de alimentação, lazer e culturais. Esse tem sido o principio das novas construções e reformas em Paris.

A Prefeitura de Belo Horizonte percebeu isso e promoveu um concurso para Requalificação Urbana de Baixios de Viadutos. Pelo edital do concurso, as áreas poderiam abrigar locais destinados à prática de atividades esportivas, culturais e de lazer com o objetivo de encontrar idéias para ocupação dessas áreas e evitar invasões ou o mau uso.

Os viadutos que receberão intervenções são quatro: o Pedro Aguinaldo Fulgêncio, no Eixo da Av. Francisco Sales; o Elevado Castelo Branco; o Viaduto Cinquenta e Dois da Av. Silva Lobo sob Av. Amazonas; e o Viaduto Engenheiro Andrade Pinto.

O resultado divulgado na última sexta-feira dia 31/01 foi muito interessante e positivo.

A proposta do arquiteto Cássio Orlandi Sauer foi vencedora para o viaduto Pedro Aguinaldo Fulgêncio que prevê estacionamentos e relocação do depósito da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) para debaixo de uma das rampas.

Para o elevado Castelo Branco, a proposta vencedora do Arquiteto Vinícius Capella Gomes que ganhou Menção Honrosa cria albergues para a população carente por meio de containers.

No Viaduto Cinquenta e Dois, o arquiteto Vinícius Capella Gomes também faturou o premio criando equipamentos de esportes radicais, áreas de lazer e atividades comerciais.

Para o viaduto Engenheiro Andrade Pinto o trabalho de Natalia Loureiro Parahyba prevê a construção de um café, atelier, salas multiusos, espaço destinado à exposição e convivência com equipamentos de ginástica e uso infantil..

Vale a pena conferir neste link as quatro propostas. Boas idéias devem inspirar outras.










segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mega Usina Solar - Japão

O Japão sempre dando lição para o resto do mundo. Se não tem espaço em terra, utiliza o o espaço do mar.

A empresa japonesa de eletrônicos Kyocera, inaugurou no mês de novembro passado a maior usina solar do país asiático. A instalação pode fornecer energia para 22.000 lares – e, o que deve ser o mais importante, ela não corre o risco de derreter, ferir trabalhadores ou espalhar água radioativa no Oceano Pacífico.

A usina tem um nome de Mega Usina de Energia Solar Kagoshima Nanatsujima e localiza-se em uma enseada no extremo sul do Japão, o que significa que é bastante segura mesmo em ameaças de tempestades e tsunamis – embora esteja nas sombras de Sakurajima, um vulcão ativo. Mas não importa o que aconteça ao longo das próximas décadas, Nanatsujima não representa quase nenhuma ameaça para as comunidades próximas.

O país instituiu um programa de grande escala para encorajar a construção de novas usinas – e, mais importante de tudo, incentivar consumidores a escolherem energia solar no lugar de formas mais tradicionais de energia.

Esta política, que começou em 2012, é chamada “tarifa de energia”. Em sua essência, ela subsidia o alto custo da energia solar em relação a outras fontes – oferecendo pagamentos a proprietários de usinas solares para cobrir parte dos seus custos.

Que tal nosso país com esse território tão grande fazer algo semelhante?

Fonte: Digitaldrops


2leep.com