segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estadios podem se tornar usinas de energia

Simulação do Maracanâ -RJ com módulos fotovoltáicos entre as vigas (UFSC)
Um relatório da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina fornece estimativas de potêncial e custos de instalação para sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFCR) integrados às coberturas dos novos estádios que serão construídos para a Copa.

Concordo com André Trigueiro quando diz que seria uma estupidez desperdiçar a imensa área das marquises dos novos estádios que poderiam abrigar um vistoso conjunto de placas fotovoltaicas capazes de gerar energia elétrica. Além de criar arenas autossustentáveis, a energia gerada poderia suprir o próprio estádio e ainda ser revendida ao sistema elétrico em boa parte dos casos.

Estranho isso ser sido deixado de lado num país que vai sediar a Rio+20, onde o sol brilha em média 280 dias por ano,  e que está situado na mesma faixa de exposição solar que Sidney, na Austrália, que se notabilizou por realizar os primeiros Jogos Verdes da História, inteiramente abastecidos de energia solar.

A análise da universidade contemplou os 10 maiores estádios levando em conta a área útil das coberturas que poderiam ser utilizadas para esse fim. Evidentemente a carga extra para a proposta teria que ser analisada para ser devidamente adequada a cada tipo de estrutura dos estádios. Apesar da etiqueta de sustentáveis ter sido colocada em vários estadios, parece, no entanto que nenhum dos fabulosos projetos contemplou essa possibilidade.

No caso do Maracanã, por exemplo, o estádio que irá receber a final da Copa 2014 a instalação de placas fotovoltaicas poderia ser feita numa superfície de 23 mil metros quadrados na cobertura do estádio. Empregando a tecnologia mais avançada, a de placas de silício policristalino, o Maracanã seria capaz de gerar 72% da energia que consome. Ao custo de 43 milhões de reais, o maior estádio do Brasil produziria 4.806 MWh por ano, enquanto seu consumo foi de 6.651 MWh, em 2007, e tende a crescer com a realização da Copa.

No caso do Estadio Nacional de Brasilia, com uma área útil de cobertura aproximada de 17.400m² a opção por instalar a maior potência possível na área total de cobertura poderia gerar quase 3 MWp.

O custo pode variar de acordo com o tipo de tecnologia empregada. De modo geral fica entre 2 a 10 milhões de euros dependendo do caso. Parece muito, mas isso representa um acréscimo de cerca de R$ 400 em média no valor do metro quadrado de cobertura. Não é muito se pensarmos nos benefícios resultantes pela economia da energia elétrica gerada além de ser um grande exemplo perante os olhos do mundo da forma como o país trata com a sustentabilidade do evento.

A tabela abaixo tras o resumo dos dados com o custo em cada um dos Estádios.

Fonte: Relatório UFSC, Portal 2014


Área útil Cobertura (m2)
Potencia
(MWp)
Milhões
de Euros
Mineirão - MG
9.000
0,64 a 1,38
2,29 a 4,10
Maracanã - RJ
23.162
1,46 a 3,28
5,20 a 9,72
Estádio Nacional de Brasilia - DF
17.400
1,1 a 2,8
3,92 a 7,35
Verdão - MT
13.500
0,85 a 1,91
3,3 a 4,66
Arena da Baixada - PR
12.000
0,76 a 1,71
2,71 a 5,07
Castelão - CE
12.203
0,77 a1,73
2,74 a 5,12
Arena Amazônica - AM
23.400
1,47 a 3,32
5,24 a 9,83
Beira Rio - RS
25.933
1,63 a 3,68
5,81 a 10,90
Fonte Nova - BA
22.629
1,42 a 3,21
5,06 a 9,51
Morumbi - SP
17.400
1,10 a 2,47
3,92 a 7,32


Simulação do Mineirão - MG

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carne e Livros

Não tem muito a ver com arquitetura, mas tem muito a ver com educação. Fico orgulhosa em conhecer iniciativas como a do Açougue Cultural T-Bone em Brasília.

Quem poderia imaginar que um açougue pudesse ter uma estante de livros para incentivar a leitura? Carne e livros, realmente é uma combinação estranha. No início espanta porque ninguém tem costume de se deparar com livros num açougue.

Luiz Amorim é hoje o dono e fundador do Açougue Cultural T-Bone. A história dele comove: dos 7 aos 12 anos de idade trabalhou como pedreiro e engraxate; veio para Brasília em 1973, com 12 anos e trabalhava como vigia e engraxate quando foi contratado pelo pequeno açougue Damasco na 312 Norte, na época de propriedade de dois irmãos sírios.

Como morava nos fundos do açougue e não tinha pra onde ir, fechava a loja e ia ler. Lia para passar o tempo e acabou apaixonado pelos livros. Luiz foi alfabetizado aos 16 anos, leu seu meu primeiro livro aos 18 e depois começou a ler muita filosofia. Segundo ele, seu primeiro livro foi um gibi de filosofia onde afirma que leu e não entendeu, mas achou interessante e daí começou a ter compulsão pela leitura. Lia uma média de 10 a 15 livros por mês.

Em 1994, conseguiu comprar a loja e instalou uma estante com dez livros para emprestar e arrecadar doações e transformou-a no primeiro açougue cultural do mundo. Depois de dificuldades com a Vigilância Sanitária que fechou o açougue por causa dos livros, no final de 2002, ele abriu uma biblioteca comunitária na SQN 712/13, uma casa com mais atividades culturais e 45 mil livros à disposição da comunidade.

Um projeto que acho maravilhoso do Açougue Cultural T-Bone é o da “Parada Cultural – Biblioteca Popular 24 horas”, ou seja uma biblioteca popular que funciona 24hs por dia desde 2007 nos pontos de ônibus da Asa Norte. Os livros na sua maioria doados pela comunidade são colocados nas próprias paradas de ônibus e qualquer cidadão pode pegar emprestado sem a exigência de documentos e sem preenchimento de cadastro. Mesmo sem nenhum tipo de controle, tudo que sai, volta para as prateleiras das paradas de ônibus. Acredita-se que mil publicações sejam emprestadas por dia.

Os livros ficam acondicionados dentro de um armário-estante especialmente projetado para este fim e em prateleiras abertas. Agora ele está colocando também nos pontos de ônibus um jornalzinho bimestral, o “Parada Cultural”, colorido e recheado de poesias, contos, crônicas e outros conteúdos de educação e cultura.

O modelo criado por ele está ganhando fama em outros estados e até fora do Brasil. Visa incentivar a leitura aos usuários do transporte coletivo, cuja grande maioria é moradora de cidades vizinhas de Brasília e não freqüentam bibliotecas. “Na parada de ônibus, as pessoas não precisam correr atrás dos livros. São os livros que correm atrás das pessoas”, diz Luiz.

Esse projeto tem apoio da Administração de Brasília e da Biblioteca Demonstrativa de Brasília além de importantes instituições patrocinadoras tais como Petrobras, Banco Regional de Brasília, Embaixada Espanha, Unesco e Embaixada da Austrália.

Além disso o açougue desenvolve ainda outros projetos culturais, entre eles o “Noite Cultural” que já é referência cultural de Brasília realizando eventos culturais ali mesmo na rua, em frente do açougue todas as quintas-feiras com participação de artistas conhecidos ou não.Nomes como Ze Ramalho, Milton Nascimento e Alceu Valença já se apresentaram (veja a agenda aqui).

Para Luiz muito mais do que a biblioteca, do que a participação de um público de até 20 mil pessoas da comunidade numa Noite Cultural, o ponto alto é a reflexão que as pessoas fazem. “Para mim essa é a maior obra e está ao alcance de todo mundo. Mas a maior satisfação é, mesmo, quando alguém pega um livro.”

Fonte: T-Bone Açougue Cultural
Livros nas paradas de ônibus
Luiz Amorim substituindo livros nas paradas de ônibus
Noite Cultural na 312 Norte

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma fazenda na sua cozinha


Parece uma idéia maluca mas na realidade torna-se uma solução viável devido à simplicidade e beleza do design.

A Fazenda Parasita, como foi chamada, é uma criação de dois designers alemães Charlotte Dieckmann e Nils Ferber. Basicamente é sistema de compostagem “indoor”, ou seja, pode ser utilizado dentro de casa, pendurado na bancada da sua cozinha ou escritório.

O sistema permite que voce faça a compostagem do seu próprio lixo orgânico, produzindo o húmus que vai ser utilizado em sua própria horta, tudo dentro da sua casa, escritório ou apartamento.

"Estamos perdendo contato com a forma que o alimento foi cultivado colhido e transportado, e com a área urbana altamente compactada, não se deixa muito espaço para práticas agrícolas e nem todo mundo tem acesso a uma varanda ou jardim. Com este pequeno ciclo de nutrientes, as pessoas descobrem o fascínio de ver crescer o seu próprio alimento e evoca questões sobre a atual produção industrial de alimentos e as alternativas possíveis", diz os designers.

Consiste em caixas de plantas iluminadas que se encaixam em qualquer lugar dentro de casa, até em prateleiras internas (porque já tem sua própria luz) e um container para a compostagem que pode ser pendurado em qualquer mesa de cozinha integrado a uma tábua de corte. Cascas de legumes e verduras cortados na tábua podem ser facilmente deslizados para o container de compostagem.

O material orgânico fica depositado numa grelha que contém uma espécie de armadilha para impedir que moscas fiquem voando pela sua cozinha (não encontrei informações a respeito do cheiro). Para colher o húmus voce simplesmente retira a gaveta transparente sob o depósito de água do container e o utiliza na mistura de terra da horta. A água resultante também pode ser retirada e utilizada para regar a horta pois é rica em nutrientes.

Fonte: Paperblog, CharlotteDieckmann


A armadilha pra moscas

O interior do container depositário

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lixo Zero - 1º Encontro Jovem Internacional

Para quem está próximo a Floripa, ainda dá tempo.

Entre os dias 27 a 29 de outubro de 2011 será realizado o “1º Encontro Jovem Internacional Lixo Zero”, que será realizado na cidade de Florianópolis e irá elaborar um documento representativo da juventude a respeito de questões como consumo consciente e sustentabilidade na sociedade.

O documento será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e repassado aos países participantes. As propostas que forem escolhidas também devem ser apresentadas durante o RIO+20, que ocorrerá em 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

O encontro é voltado para estudantes dos 2° e 3° graus, organizações não governamentais e especialistas com atuação em gestão de resíduos, ecólogos e professores. Serão realizadas palestras e mesas-redondas em torno do tema Lixo Zero, para promover a troca de experiências e buscar novas formas de conscientização, sensibilização e estabelecer o protagonismo ambiental.As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas.

É possível se inscrever por meio de formulário disponível no site http://zerowastemeeting.org/pt, onde há mais informações sobre o evento.(ecycle)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Economia na obra

A casa da gente cada vez mais é fruto de um projeto pessoal.

Como arquiteta estabeleço sempre um critério que é primordial: não estou projetando para mim. É preciso descobrir o sonho do outro, tentar captar esse sentimento e realizar.

Isso não é fácil porque muitas vezes nem mesmo a pessoa sabe o que quer. Todo o processo de projetar torna-se então uma dinâmica de descobrimento, de exercícios que temos que induzir para a pessoa descobrir o que realmente deseja.

Isso não é regra geral, claro. Tem muitas pessoas que já tem a imagem perfeita do que querem. Precisam do arquiteto apenas para, vamos dizer assim, avalizar aquele desejo. Cada projeto é uma nova experiência. Considero mais difícil essa parte da percepção do desejo do cliente, do que o projeto em si. Normalmente, tiradas as complexidades, no que diz respeito ao projeto, o arquiteto tira de letra.

Além do mais ainda temos que considerar as limitações financeiras. Não adianta fazermos projetos estratosféricos quando a pessoa não vai ter condições de executar daquela maneira. Nem sempre nos deparamos com pessoas que tem um capital já destinado e suficiente para realizar a casa própria. É preciso então entender essas limitações que vão definir os critérios de projeto.

As mudanças no jeito de morar vão acalentando os sonhos de cada um. O importante é amadurecer bem os planos e esperar o momento oportuno para tirá-los do terreno das idéias e transformá-los enfim, em realidade. Nesse ponto o projeto bem definido tem a sua importância. E para isso é preciso fazê-lo caber no orçamento.

Um bom planejamento permite que sejam executados por partes e sem pressa. Se você conseguir fazer toda a parte de obra de uma vez para evitar transtornos repetidos (demolição, construção, pintura, gesso, etc) a parte da marcenaria, cortinas e mobiliário que geralmente é bem cara, pode ficar pra depois.

O site Casa Abril mostra algumas historias de reformas com orçamento limitado e orienta alguns passos que devem estar na cabeça tanto de quem projeta quanto de quem está querendo fazer a mudança:

1. Estabeleça prioridades. Se a verba for curta, use-a em reformas urgentes ou que possam gerar renda, como um home office.
2. Faça vários orçamentos. A variedade de marcas e preços do material de construção é enorme. O mesmo acontece com os honorários de arquitetos e prestadores de serviço.
3. Prefira pagar à vista. Assim você amplia a margem de negociação.
4. Se for financiar a obra, pesquise as taxas de juros. Muitos bancos possuem linhas especiais para reforma e construção e cobram, para pequenos valores, 2% ao mês, em média.

Eu acrescentaria ainda: procure fazer uma previsão do que vai gastar e determine como você poderia ir fazendo esse desembolso. Você pode contar com a ajuda de um engenheiro ou arquiteto para isso e verá que muitas vezes não é necessário abrir mão do seu sonho. Basta planejá-lo.

E outra: o valor da mão de obra sempre deve ser pago a vista, mas a parte referente ao material, que geralmente se constitui em cerca de 50% do valor da obra, você consegue parcelar em quase todas as lojas de material de construção. Isso alivia bastante o desembolso inicial.

Então, realize seus sonhos...



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Varanda

Hoje em dia a varanda é um espaço muito valorizado.

A maioria dos projetos para novos apartamentos já trazem uma varanda não só como espaço de descanso, mas absorvendo ainda outras funções como refeição, trabalho e até jardim ou horta como já falamos aqui.

Afinal para quem vive em apartamento nada melhor do que uma varanda que nos proporciona a possibilidade de ter um pedacinho de céu e um pouco de verde.

A varanda merece uma decoração atraente. É sempre bom lembrar de usar móveis que sejam resistentes à chuva e sol. O vime e os móveis de demolição são uma boa opção desde que protegidos por produtos específicos. Estofamentos devem ser impermeáveis. Hoje em dia, existem empresas e profissionais especializados em decoração de varanda!
Desde as coberturas de Nova York (as famosas penthouses) até as grandes varandas dos apartamentos de luxo, idéias não faltam para nos inspirar. Vejamos algumas imagens, "colírios" como diria meu amigo Felipe do blog Disegno a Milanesa
Imagens: Trendir, HouseInteriors, CasaeJardim









sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lavanderias em casa

Tenho percebido que o conceito para lavanderias residenciais tem se modificado um pouco.

Fator importante no projeto da lavanderia é sempre procurar colocar um elemento que isole um pouco a roupa estendida pra secar, tanto pelo fator estético, porque não é bonito as roupas no varal ficarem à vista, como também para que roupas limpas não fiquem com cheiro de fritura ou comida.

O que me impressiona sempre é como os projetistas dos novos apartamentos não dão muita ou nenhuma importância a esse item que é fundamental em toda residência. Com a tendência dos apartamentos cada vez menores, acaba que a lavanderia se resume a um espaço espremido para o tanque e a máquina de lavar, que na maioria das vezes fica ainda dentro da cozinha. Muitas vezes a única opção é apenas colocar um vidro para fazer a separação.

A tendência americana de tentar colocar tudo dentro de um armário tem sido frequentemente preferida. Então tanque, maquina de lavar e de secar, algum espaço para vassouras, baldes e condições de estender alguma roupa ficam escondidos e isolados por apenas algumas portas. O cuidado fica em garantir a ventilação para secagem das roupas.

Os varais são um caso a parte. Quando os tetos são de gesso, não dá para prender aqueles velhos secadores metálicos. A solução então é utilizar as paredes que temos em volta para fixação. Ainda podem ser utilizados secadores com acionamento independente das cordas. Dessa maneira não ficam muito pesados de operar (no caso de toalhas e lençóis) e ocupam pouco espaço.







Varais individuais de teto

Varais individuais de parede
Imagens: Varaisonline, CliqueArquitetura, CasaAbril

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Empreendimentos sustentáveis compensam

De acordo com as certificadoras do Green Building Council no Brasil, o país já ocupa a sexta posição no ranking internacional de edificações verdes.

Isso quer dizer que cada vez mais empreendimentos sustentáveis vem conquistando o mercado. A maioria deles correspondem ao cenário corporativo.

Sem sombra de dúvida é o começo da mudança. Nota-se que as empresas, muito mais que as pessoas físicas, estão dando maior valor à imagem da responsabilidade social aliada à responsabilidade ambiental. Com certeza, ainda faltam maiores investimentos do poder público na idéia. Talvez benefícios tributários ou linhas de crédito para aqueles empreendedores que investem na área.

Ao mesmo tempo, segundo o LEED, o Brasil ainda se encontra numa fase embrionária em comparação aos outros países, onde uma das maiores dificuldades ainda é o acesso aos materiais.

No sentido de desenvolver uma metodologia mais adaptada à realidade e aos moldes brasileiros, a Fundação Vanzolini é a instituição responsável pelo selo Aqua - Alta Qualidade Ambiental no Brasil que leva em conta 14 critérios diferentes, avaliando a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. Para isso as avaliações levam em conta as peculiaridades de cada região do país.

O coordenador-executivo do processo Aqua na Fundação Vanzolini, Manuel Martins, esclarece que apesar do investimento inicial ser maior, em torno de 2% a 7%, a compensação vem na redução do consumo de energia (em média, 30% menor) e de água (30% a 50%).

Outro fator que influencia o custo, observa, é o planejamento inicial. O diferencial da Aqua, segundo ele, é a mudança na cultura de construção. A ideia é que os empreendedores invistam fortemente nas fases iniciais para que as escolhas sejam benfeitas, além da necessidade de gerenciamento integrado desde o programa até a entrega.

Fonte: Arquitetura.com.br
O complexo da Fecomércio é o primeiro empreendimento a atender os critérios Aqua no Rio Grande do Sul e estará em funcionamento até 2014 no bairro Anchieta.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Granito, Porcelanato ou pedra artificial? - Parte 3


O Porcelanato é um tipo de revestimento cerâmico fabricado com tecnologia avançada. Essa tecnologia possibilita a reprodução da beleza das pedras naturais, mas com características técnicas muito superiores.

A massa de porcelana, com moagem muito fina de argila e feldspato é submetida a uma queima de alta temperatura (1 200 a 1 250 ºC), por isso adquire alta resistência, durabilidade e porosidade quase nula, o que o torna bastante impermeável.

A absorção de água do porcelanato é baixíssima, sendo < 0,1% para os porcelanatos técnicos e < 0,5% para os porcelanatos esmaltados. Quanto mais baixo esse índice, menor a porosidade e maior a compactação da placa.

A variedade de cores do porcelanato também é enorme podendo ser polido (brilhante) ou não. De um modo geral, placas cerâmicas que apresentam superfície brilhante são mais suscetíveis ao risco, mesmo que possuam PEI 4 ou 5, portanto exigem maiores cuidados, durante as etapas de assentamento e construção, bem como no uso e manutenção. A resistência do porcelanato brilhante também é menor, fica entre 3 a 5 Mohs. O porcelanato sem polir tem maior dureza sendo mais apropriado para entradas e locais de maior trafego. Procure a especificação na caixa do produto ou junto ao fabricante.

Como a areia (quartzo) possui dureza MOHS igual a 7 e pode riscar a maior parte das placas cerâmicas deve-se proteger o piso após a aplicação, principalmente na fase de obra.

Das três opções, o porcelanato acaba sendo a mais barata. Enquanto o preço médio (aqui em Brasilia) está por volta dos R$70,00m², encontra-se até pelo preço de R$20,00/m². É certo que há de se pesquisar a qualidade do material ofertado. Muitas vezes trata-se realmente de uma boa promoção, das que encontramos todos os dias, mas as vezes são peças de má qualidade. Além disso, a possibilidade de se assentar as peças sobre outro tipo de piso, reduz custos com demolição e com transporte de entulho.

Os cuidados com esse material começam então na hora da escolha. Com o aumento da fabricação nacional, a introdução de diversas marcas no mercado, inclusive produtos importados de qualidade questionável, além daqueles ainda classificados erroneamente como porcelanato, muita atenção. O melhor é procurar ler as especificações na caixa do produto. Especialmente para aqueles produtos que não são retificados. O produto retificado passa entre rebolos diamantados que garantem dimensões finais mais precisas, permitindo o total alinhamento durante o assentamento. Pode ser aplicado com junta seca (salvo os casos especificados pelo fabricante) o que confere a aparência de uma peça única. Prefira as peças que sigam a NBR 15.463, criada em 2007. Na teoria, os importados também devem atender às nossas regras, mas nem sempre isso acontece.

Os cuidados continuam na hora de assentar. Para o corte das peças melhor utilizar riscadeira em vez de maquita que deixa o corte mais perfeito. Já para os furos de ralos, caixinhas, registros e cortes em “L”, devem ser feitos com máquinas elétricas tipo (serra mármore), refrigerado com água e disco apropriado. A argamassa utilizada deve ser apropriada indicada pelo fabricante e o rejunte epóxi.

Depois de colocado, a limpeza é feita apenas com água e sabão ou detergente neutro no dia-a-dia. Evite produtos químicos e abrasivos, pois podem prejudicar o esmalte.

O cuidado permanece procurando sempre utilizar capachos nas entradas das portas externas; proteger os pés dos móveis com carpete ou feltro para não arranhar a superfície ao ser arrastados e evitar a queda de objetos pesados e pontiagudos.

Na ultima ExpoRevestir, o destaque ficou com a impressão digital nas cerâmicas e porcelanatos que produzem efeitos imitando outros materiais como piso de madeira, mármore, cimento queimado...

Fonte: Casa Abril.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Granito, Porcelanato ou pedra artificial? - Parte 2


Continuando nosso assunto a respeito das diferenças entre aplicação de granito, pedra sintética ou porcelanato, falaremos hoje sobre as pedras sintéticas ou artificiais conhecidas com aquela terminação “STONES” (Silestones, Technistones, Aglostone, etc) além de outras como Marmoglass e Nanoglass.

Exceção para o Limestone que é uma pedra natural. Não consideramos também o Corian da Dupont por ser constituída de outro tipo de matéria prima com processo diferente de industrialização.

As linhas de produção das pedras artificiais são diferentes, mas basicamente a constituição é, mais de 90%, de materiais naturais brutos especialmente quartzo e granito triturados, por isso acabam sendo consideradas um material natural também. Outros componentes utilizados são resinas, pigmentos coloridos e fragmentos adicionais selecionados que dão ao material suas características próprias. Por isso são extraordinariamente duras e resistentes.

O site Pedra Artificial fornece dicas com relação às propriedades físicas e links para pesquisa.

Pelo seu baixo índice de absorção - nível 7 na escala de dureza Mohs (escala de 1 a 10 onde o diamante está no nível 10) esse material é principalmente indicado para tampos de cozinhas ou para ambientes de tráfego pesado como pisos de aeroportos, shopping centers, estações, escritórios, bancos e hotéis, além de revestimentos de paredes, escadas e soleiras.

A variedade de cores é um fator que confere muita vantagens ao material. Quando poderíamos fazer uma bancada vermelha ou azul com granito?Desta forma, a possibilidade de fazer desenhos e misturar cores é grande. Além do mais, como a dimensão da chapa produzida é de até 3m de comprimento, maior que a de granito por exemplo, é possível utilizar o material com diferentes formas e acabamentos, garantindo liberdade e maior flexibilidade no projeto. Bancadas grandes não precisam ter tantas emendas.

Uma das maiores vantagens desse material ainda é a elevada resistência a impactos, riscos e a manchas como café, vinho, azeite, vinagre, maquilagem e outros produtos comuns do dia-a-dia, além de resistente também à ação de ácidos como o vinagre e o limão.

Ao contrário do granito, sua superfície é livre de poros e nula em absorção de água. Por isso se torna desfavorável à proliferação de fungos e bactérias, podendo ser amplamente utilizado em bancadas que tem exigência de maior higiene como de cozinhas e de hospitais pois a limpeza da superfície é simples e fácil, comparavel à do vidro. Mas se deixar sabão por mais de 12 horas sobre esta superfície, pode perder o brilho.

Há outros cuidados que temos de considerar na hora de utilizar esse material. Primeiramente ele é indicado somente para uso interno ou locais livres da ação permanente de raios solares – UV, especialmente os materiais coloridos. Em segundo lugar, objetos quentes, recém retirados do fogo, por exemplo, se apoiados sobre a bancada podem marcar e danificar o material.

A maior desvantagem da pedra artificial ainda é o preço, bem mais caro que o granito ou o porcelanato. Como o Brasil ainda não fabrica, todas as marcas são importadas.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Granito, Porcelanato ou pedra artificial? - Parte 1

O que devemos considerar na utilização do granito, porcelanato ou das pedras artificiais?
Geralmente as pessoas ficam em dúvida entre qual material seria mais adequado para utilizar na sala, cozinha ou banheiro. Tem gente que não gosta de porcelanato no piso da sala, acha que fica com cara de cozinha. Tem gente que gosta de granito no piso da cozinha.
Enfim, como temos muitas opções, o melhor caminho é pesquisar a característica de cada material e ver aquele que se adequa melhor à aplicação que queremos fazer.

Para responder a essas perguntas vou dividir o assunto em 3 post diferentes, desta forma o texto não fica tão longo e cansativo. Hoje, falamos sobre granito, em seguida sobre a pedra artificial e depois sobre porcelanato.

O granito é uma rocha ígnea formada por um magma em estado de fusão a grandes profundidades, no interior da terra onde ocorre o resfriamento e a solidificação. Portanto é uma pedra natural formada por minerais como o quartzo transparente, o feldspato (principal responsável pela cor do granito) e a biotita escura. A coloração destas rochas é dada principalmente pela cor dos feldspatos.

O granito é mais duro que o mármore e não possui tantos veios. A olho nu podemos distinguir um do outro porque os mármores geralmente apresentam muitos veios, coloração mais homogênea e ausência de pigmentação preta (sob a forma de pontilhados), que é comum em quase 100% dos granitos.

Basicamente o granito pode ser utilizado em qualquer lugar: piso de áreas externas ou internas, parede, bancadas, mobiliário, prateleiras, etc. Possui uma ampla variedade de cores que varia de acordo com o local de onde é extraído. Além disso o granito pode ter também vários tipos de acabamentos de acordo com o uso:
Levigado ( lixado para ficar liso e opaco),
Lustrado (com produtos químicos),
Apicoado (martelado para ficar antiderrapante),
Flameado (queimado pra ficar com aspecto rugoso e ondulado),
Bruto (sem acabamento),
Cristalizado (com uma película protetora),
Jateado (à base de jato de areia, sem brilho),
Polido (lustrado e brilhante),
Resinado ( com aplicação de resina liquida muito brilhante).

Mas há alguns cuidados e aspectos que temos que considerar na escolha do granito.

Como o granito é uma pedra natural porosa, a limpeza deve ser feita apenas com água, detergente neutro ou apenas um pano úmido. Produtos oleosos, água sanitária, ácidos ou produtos corrosivos devem ser evitados porque podem ser absorvidos e manchar as peças de maneira definitiva.

Para proteção, alguns produtos impermeabilizantes hidro-óleo repelentes podem ser aplicados sob as pedras e nas laterais antes do assentamento.

Cuidado também com as ceras: com o tempo, após várias aplicações, ela preenche os poros e passará a absorver a sujeira, fazendo com que o granito perca seu brilho natural.

No caso de bancadas: o granito possui boa resistência a riscos, mas o corte freqüente das facas podem fazer marcas na superfície. Além dos ácidos, água sanitária, produtos oleosos e corrosivos, o granito pode também manchar com vinho ou limão. A água parada sobre ele na pia também pode causar manchas escuras devido à infiltração, mas nesse caso a mancha desaparece com o tempo.

Para o assentamento de peças de granito para piso é necessário ter um espaço maior de assentamento, cerca de 5 cm para se estabelecer o nível adequado de massa, pois granitos e mármores apresentam variações de espessura.

Fonte: CasaAbril, Piso de Granito



2leep.com