quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Curiosidades - Calçada de Copacabana

Pouca gente sabe que o desenho das calçadas de Copacabana tão conhecido como logotipo internacional do bairro e imortalizado no mundo inteiro não é brasileiro.

Em Lisboa, desde 1842 já se usavam mosaicos nas calçadas e praças como os da praça D. Pedro IV que tem o mesmo desenho de Copacabana. Seu traçado foi escolhido para homenagear o encontro das águas doces do Rio Tejo com o Oceano Atlântico.

Praça Dom Pedro IV - Lisboa 
Em Manaus também vemos o mesmo desenho na calçada do Largo São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas que foi finalizada em 1901, mas já estava planejada desde 1880. Os moradores de lá gostam de dizer que o desenho simboliza o encontro da água escura do Rio Negro com a água barrenta que chega pelo Solimões. Os rios levam quilômetros para se misturarem completamente, formando o Amazonas.

Praça São Sebastião em Manaus 
No Rio de Janeiro o desenho foi aplicado na Praça Floriano e nas calçadas da Av. Atlântica quando Pereira Passos era prefeito da cidade. Ele, homem septuagenário, havia estudado em Paris e influenciado pela arte europeia empreendeu rasgar a cidade com grandes avenidas. Foi ele que arrasou com o morro do Castelo que tinha cerca de 600 casas para abrir a Avenida Central em 1905, hoje Avenida Rio Branco. Para calçar essa Avenida Central ele fez vir de Portugal, não só um grupo de calceteiros, mas também pedras de calcita branca e basalto negro, abundantes nas proximidades de Lisboa.

A quantidade importada era tão grande que, além de calçar toda a Avenida Central, com desenhos variados, as pedras ainda foram calçar, em 1906, a Avenida Atlântica, construída também por iniciativa de Pereira Passos no bairro de Copacabana que começava a ser habitado viabilizado pela abertura do túnel do Leme no início daquele ano.

Depois disso, com a descoberta de uma jazida no Rio de Janeiro, essas pedras não mais foram importadas, mas ainda conservaram o nome de “pedra portuguesa”.

Em Copacabana a história é que o desenho da calçada imita as ondas do mar, diziam. Naquela época era menos curvilíneo e se desenvolvia perpendicular à praia. Um bom testemunho disso é a foto muito divulgada desde 1922, retratando a marcha dos 18 do Forte no dia 5 de Julho.



A Revolta 18 do Forte - 1922

Hotel Copacabana Palace 


O desenho foi modificado para ser paralelo à orla só no início dos anos 30, depois que uma grande ressaca arrebentou boa parte da calçada existente. Mais pra frente, durante a grande reforma dos anos 70 quando foi feito o alargamento e duplicação das pistas, a ampliação da extensão da faixa de areia, que o paisagista Roberto Burle Marx mantendo o desenho anterior, uniformizou a orientação e ampliou o tamanho das ondas, fazendo-as condizentes com a largura da nova calçada.

Foto antes da duplicação e alargamento

Desenho após a reforma de 1970 - Burle Marx

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Exemplo para o Brasil


Eu estive na obra do Estadio Nacional Mané Garrincha e fiquei impressionada com a escala monumental. Qualquer pessoa pode agendar visita. De fora não se tem a noção real da proporção. Tenho certeza que quando estiver pronta, será um ícone digno da nossa cidade de Brasília tais como todos os outros monumentos, a catedral e o Congresso.


A obra que está com quase 80% já executada conta com 4 mil operários que trabalham em três turnos. Os 288 pilares, com mais de 36m de altura livre que rodeiam a arena formando a área de acesso, foram concluídos no final de agosto.

O anel de compressão concluído em outubro impressiona pelo tamanho: 1km de circunferência, 308m de diâmetro e 22m de largura formado por lajes inferior e superior com paredes de 5m de altura. Nas paredes já começaram a ser instaladas as placas-base que permitirão fixar a cobertura. Ao todo, são 48 peças, pesando 2,4t cada uma.

Com a aplicação dessas placas-base, será possível içar os cabos permanentes que sustentarão a cobertura fabricada no Japão. O içamento será feito por um sistema automatizado de 48 macacos hidráulicos. Além da sincronia e precisão necessárias, o içamento automatizado dos cabos garante a geometria circular da cobertura. Em seguida, serão montadas e instaladas as treliças que formarão a base para a colocação da membrana da cobertura.


 O anel terá importante papel também na questão da sustentabilidade, pois nele serão instaladas as placas fotovoltaicas, responsáveis pela captação da energia solar. Serão dispostas 9,6 mil placas, com capacidade para gerar 2,5 megawatts de energia, o que corresponde ao abastecimento de cerca de 2 mil residências por dia, tornando o estádio o primeiro no mundo a ser autossuficiente em produção de energia e, ainda, produzir excedente para ser utilizado em outras partes da cidade.

A membrana da cobertura com 90 mil m², suporta 400kg e possui um componente fotocatalítico chamado TiO2 (dióxido de titânio), que extrai poluentes da atmosfera decompondo os óxidos de nitrogênio (NOx)  provenientes dos gases emitidos por veículos e outras fontes. O volume de remoção da cobertura montada será equivalente a retirar 104 automóveis ou 75 caminhões das ruas a cada hora que o sol estiver refletindo. Ainda assim é translúcida, permitindo a passagem de iluminação natural: reflete os raios ultra-violeta e retém 15% da luz amarela o que reduz o calor interno e a necessidade do uso de ar-condicionado ou de qualquer outro tipo de ventilação artificial.

A cobertura será autolimpante e irá, com o piso permeável ao redor da arena, captar a água da chuva para reaproveitamento de 80% da demanda de água não potável utilizada nos vasos sanitários, mictórios, irrigação do gramado e lavagem em geral.

A arquibancada superior, formada por 1.604 peças de concreto pré-moldadas foram feitas no próprio canteiro de obras e concluídas em menos de cinco meses. O uso das peças pré-moldadas agilizou a execução da obra sem gerar custos adicionais.

Os assentos serão feitos com garrafas pet, 100% do material reunido por cooperativas e enviado ao fabricante, no Rio de Janeiro. Para cada cadeira, são necessárias 100 garrafas de 600ml. Uma campanha lançada pelo Governo em parceria com a Coca-Cola do Brasil coloca vários pontos de coleta no DF para arrecadar garrafas PET para a fabricação dos cerca de 3,5 mil assentos da arena.

No último dia 13 o governador do Distrito Federal apresentou no Greenbuild International Conference & Expo 2012 o projeto sustentável do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O evento do U.S. Green Building Council (USGBC), entidade referência em construções sustentáveis foi realizado em São Francisco e apontou a obra como um exemplo de iniciativa governamental de grande contribuição para o tema da sustentabilidade.

Das 12 cidades brasileiras que vão receber jogos da Copa, 11 disputam a classificação do Green Building, mas apenas a de Brasilia se candidatou à pontuação máxima: o selo Platinum. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo tem esse selo. Portanto, caso Brasília se credencie, o Estádio Nacional será o primeiro a ter o certificado.

Como todos esses estádios estão sendo construídos com essa preocupação na sustentabilidade, em minha opinião, muito mais do que o mérito do próprio selo, a grande importância está na contribuição para divulgar o conceito e o desenvolvimento de um novo hábito, um novo costume para as construções brasileiras, sejam elas públicas ou privadas.

O conceito da arena verde começou claro ainda no projeto. Tudo o que saiu da demolição do antigo estádio foi reaproveitado na própria obra ou em cooperativas de reciclagem do DF. As cadeiras removidas estão sendo reutilizadas no outro estádio de Brasília, o Serejão em Taguatinga, as redes em outro, o Bezerrão no Gama e o antigo gramado está sendo cultivado no viveiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), para serem reutilizados nos canteiros da capital federal. São usados materiais recicláveis ou reciclados na construção

Afora todos os questionamentos a respeito do valor do investimento que poderia ser utilizado para sanar problemas mais emergentes da nossa cidade, acho que a decisão da Copa e Olimpíadas foi uma decisão maior, a nível federal. Então, se temos que fazer, porque não tirarmos proveito disso? Acho que a população de Brasília deve ficar orgulhosa por transformar aquele nosso antigo estádio sem nenhuma expressão por uma obra sustentável que trará além de economia de manutenção, benefícios sociais e ambientais visíveis.

Fonte: GDF, Correio Braziliense, Portal da Copa
Fotos da autora do blog.





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Residencia em Brasilia

Brasília é um ícone da arquitetura moderna mundial. Isso ninguém discute.

Basta dar uma volta nos bairros residenciais, porém para perceber que na arquitetura das residências em Brasília não se vê muitos exemplos notáveis. Seja no moderno ou não, acho que os arquitetos aqui temos (e me incluo entre eles) que ser mais ousados, mais criativos e inovar mais.

Gosto sempre de mostrar projetos inovadores, colírios para os olhos como o do arquiteto Danilo Matoso Macedo no bairro Lago Sul.

A residência de 355m² busca no segundo pavimento a vista para o Lago Paranoá. O proprietário desta residência cresceu naquela vizinhança. A janela do seu quarto então abre-se para noroeste, permitindo descortinar toda a área monumental da cidade na margem oposta do lago. Uma paisagem cuja evolução ele acompanhara, e que desejava manter ou ampliar.

Da mesma forma como o padrão dos blocos residenciais, a casa também foi elevada sobre pilotis possibilitando a vista sobre os telhados dos vizinhos. No pavimento superior foi distribuído todo o programa básico deixando o térreo livre com aterros escalonados até chegar a um nível intermediário onde foi colocado garagem e serviços.

Como o casal ainda é jovem, há previsão de um pequeno “apartamento” de dois quartos para a ocupação futura do pilotis, quando num segundo momento da vida familiar os filhos crescem e os pais envelhecem dificultando o acesso ao segundo piso, podendo ainda ser utilizado por eventuais hospedes.

O grande desafio de Brasília é o clima seco e quente. As fachadas norte/noroeste tem que ser protegidas da incidência do sol. Para proteger os ambientes internos da inclemência do sol na fachada noroeste, a da paisagem, foram adotados beirais de um metro e um espesso peitoril revestido com mármore, garantindo a proteção nas horas mais quentes do dia.

Para a janela em fita, a solução encontrada foi o uso de toldos perfurados reguláveis, afixados numa caixa externa completamente independente das janelas, e solto da laje o suficiente para permitir a entrada direta apenas da luz do pôr-do-sol, sem bloquear completamente a visão. A faixa transparente de aproximadamente 40cm junto à laje circunda todo o volume elevado, trazendo ao interior as diversas nuances da luz do sol ao longo do dia, tornando mais palpável a passagem do tempo.

Fonte: Contemporist, Archdaily











sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sobras de Obra


Compartilho com vocês um site que achei muito interessante.
Quem nunca se deparou com um monte de sobras de material depois de uma obra de construção ou reforma? Coisas que a gente nunca sabe dar a correta destinação.
Este site cataloga sobras de material para comercialização de forma a evitar o desperdício e incentivar a utilização sensata dos recursos disponíveis.
Ainda publica notícias a respeito da conservação do meio ambiente e algumas cartilhas de orientação tipo: cartilha para compras e construção de edificações residenciais, como comprar e armazenar cimento, etapas de obra, etc.
Vale a pena conferir.

“O ato de negociar com a "Sobra da Obra" é mais do que uma solução, é uma obrigação que temos com o futuro do nosso planeta e o legado que queremos deixar para os próximos.
Sobra da Obra     

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bar Ecológico de Bambu

Sempre me surpreendo com a arquitetura do bambu, pois permite a utilização de um material tão comum de maneiras tão complexas quanto ousadas. 

O Bar WNW do arquiteto vietnamita Vo Trong Nghia localizado em Binh Duong, província da região sul do Vietnã é um exemplo de como combinar materiais naturais com práticas de design contemporâneo.

Devido à área ser propensa a inundações o modelo de arquitetura aborda materiais de baixo custo, rapidez de construção e facilidade de transporte. Isso permite a construção de casas temporárias, barracas, salas de aula de escolas, etc

O bar é um sistema de arcos estruturais de bambu que mede 10m de altura e 15m de comprimento. A estrutura principal é feita a partir de 48 unidades de elementos de bambu. O bambu é popular no Vietnã e cresce em muitos lugares. O revestimento da cobertura é feito de folhas que tenham a elevada resistência ao fogo.

Foi pensado de modo sustentável para usar a energia do vento natural em conjunto com a água fria de o lago para fazer a ventilação natural do ar. No topo do telhado, há um buraco com diâmetro de 1,5 m de funcionamento para liberar o ar quente para fora.

O bar foi construído com mão-de-obra local em 3 meses, de outubro de 2007 a ​​janeiro de 2008.

Fonte: ADForum, Designboom









segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Casa sem prego e sem concreto


Esse modelo residencial foi desenvolvido com a finalidade de reduzir o uso exagerado de energia e os resíduos de obra tão prejudiciais ao meio ambiente.

Aparentemente, a casa segue o desenho e os padrões convencionais de edificações. Cada projeto é único e desenvolvido especialmente para o cliente baseado na ideia de criar um espaço no qual a pessoa vai se sentir bem em morar. A diferença está no processo de construção deste modelo britânico batizado de FACIT-HOMES que desafia arquitetos e engenheiros por não necessitar de pregos e muito menos de concreto.

Um projeto de dois quartos com 116 metros quadrados, por exemplo pode ser construído em apenas seis semanas sem a utilização de pregos e muito menos de concreto.

O projeto é todo modelado em 3D com auxilio de computador. Desta forma todas as peças são desenvolvidas e cortadas no computador o que permite que cada uma se encaixem perfeitamente como peças de um jogo de Lego. Nesse processo, de acordo com o fabricante, elimina-se as incertezas. Tudo é executado conforme o projeto. O material para a construção é entregue em um kit e inclui um guia de instruções, com dicas de manutenção dos materiais e da moradia. Os materiais são leves e fáceis de serem encaixados.

Fonte: O Globo, FACIT-HOMES



Clique no vídeo abaixo e veja o processo de desenvolvimento do modelo:

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Reabilitação da sede da Secretaria de Habitação do Distrito Federal


Como parte do programa "Brasília: Território e Paisagem", o IAB-DF Instituto de Arquitetos do Brasil no Distrito Federal divulgou o resultado do concurso para reforma e reabilitação do edifício da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (SedHab).

O concurso buscava o melhor projeto de reabilitação do edifício, adequando-o aos princípios de segurança e conforto. Espero que estejamos deslumbrando novos tempos, tempos de renovação, de preocupação com a sustentabilidade do desenvolvimento da nossa capital, onde a técnica e a perícia superam os interesses políticos.

A equipe vencedora de arquitetos é de Goiânia, Goiás, composta por Erico Naves Rosa, Braulio Romeiro e Pablo de Caldas Paulse, com a colaboração de Pedro Gil Carto, Isabella Brito, Huber Costa e Tiago Silva.

O projeto propõe, entre outras alterações, que a área de jardim fosse ampliada, com a instalação de bancos no passeio público.

Para diminuir a intensidade de calor nas fachadas, mas também permitir a maior incidência de luz natural, o grupo sugeriu a instalação de uma pele de vidro composta de montantes metálicos de alumínio e vidros com alto índice de reflexão. O projeto ainda prevê a reutilização de água das chuvas e a instalação de placas fotovoltaicas na cobertura.

Fonte: Piniweb





quarta-feira, 27 de junho de 2012

No Ceará a energia vem das ondas

Um país continental como o Brasil que possui um litoral de cerca de 8 mil quilômetros de extensão tem um potencial imenso de produção de energia abundante, limpa e renovável: as ondas do mar.

A primeira usina de ondas da América Latina funcionará, a partir deste mês, no porto de Pecem, a 60 km de Fortaleza.

O Ceará foi escolhido para abrigar esse mecanismo principalmente pela constância dos ventos alísios.
As ondas do mar cearense não atingem níveis tão elevados, como no Havaí, Canadá ou Europa, por exemplo, (veja a figura) mas a ação constante dos ventos aqui proporciona a regularidade de frequência e altura das ondas necessária para o bom funcionamento da usina.



O projeto financiado pela Tractebel Energia através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica contou com o apoio Eletrobrás, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia Submarina do Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-graduação de engenharia da UFRJ) tem o compromisso de testar os conceitos e comprovar tanto a viabilidade quanto a confiabilidade antes de começar a pensar em mais usinas desse tipo no restante do litoral.

O potencial do nosso litoral é grande, capaz de receber usinas de ondas que produziriam até 87 Gigawatts. Na prática, de acordo com especialistas da Coppe, é possível converter cerca de 20% disto em energia elétrica, o que equivaleria a 17% da capacidade total instalada no país.

Dois enormes braços mecânicos foram instalados no píer do porto do Pecém. Na ponta de cada um deles, em contato com a água do mar, há uma boia circular. Conforme as ondas batem, a estrutura sobe e desce. O movimento contínuo dos flutuadores aciona bombas hidráulicas, que fazem com que a água doce contida em um circuito fechado, no qual não há troca de líquido com o ambiente, circule em um ambiente de alta pressão.

Fazendo uma analogia com as hidrelétricas, em vez de termos uma queda d’água, temos isso de forma concentrada em dispositivos relativamente pequenos, onde a pressão simula cascatas extremas de 200 a 400 metros.

Em termos de comparação de custo, uma usina deste tipo tem custo quatro vezes maior que uma hidrelétrica, enquanto que a eólica costuma ter a metade do custo.

Quanto aos impactos, são mínimos: sem barulho, sem perturbar a vida marinha (a não ser no período de implantação) e nem mesmo visual, pois a estrutura fica parcialmente submersa não oferecendo perigo nem à navegação nem à recreação.

Fonte: UFRJ, O Globo




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dreno Linear

Uma boa ideia para Box de banheiro é o Dreno Linear.
Fabricado em PVC rígido, resolve os problemas causados pelo uso da caixa sifonada dentro do box dos banheiros.

Sabe aqueles boxes onde a água fica empossada e não acha de maneira nenhuma o caminho para o ralo?

Esse problema fica solucionado com o dreno linear porque nesse caso o piso do box pode ser feito com apenas uma pedra, ou se for de cerâmica, com uma única inclinação. Facilita muito a mão-de-obra, pois elimina a necessidade de execução de recortes e diversas inclinações nos pisos cerâmicos.

Como o Dreno Linear tem comprimento variável, permite a montagem no comprimento exato da lateral de qualquer box. É muito fácil de instalar e, além disso, é oferecido em branco, bege ou cinza para harmonizar com as cores dos pisos. A limpeza é simples por se tratar de um perfil aberto com apenas uma tampa perfurada.

O escoamento é perfeito. A conexão de escoamento pode ser instalada em qualquer ponto do Dreno Linear e seu desenho garante a formação do vórtice de escoamento que evita o afogamento da saída de água.

O resultado final é sempre um acabamento de melhor qualidade, porque a presença do Dreno Linear passa despercebida dentro do box, devido suas pequenas dimensões.

Além do uso em boxes, o produto pode ser aplicado também em sacadas e varandas.
Fonte: Tecnoperfil




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ainda sobre planejamento


Quero me deter um pouco mais a respeito desse assunto: o planejamento. Isso porque percebemos que é um ponto nevrálgico que anda rondando as obras principalmente na esfera pública.

A necessidade de cumprir os prazos para fazer editais e licitações muitas vezes deixa prejudicada a parte do planejamento.

O papel do arquiteto que começa no levantamento das necessidades e na definição do programa se torna primordial. Esse levantamento, feito na maioria das vezes através da entrevistas com os usuários,  é que vai embasar todo o projeto. Nessa etapa é preciso detectar corretamente as necessidades e preferências,  definir exatamente a função do edifício, dimensionamentos, quais as atividades que vai abrigar de acordo com as possibilidades do terreno, dos condicionantes ambientais e dos usuários.

Um levantamento mal elaborado com certeza vai levar a modificações do projeto durante a obra e consequentemente, ao aumento de custos.

Como diria Sêneca (o filósofo) “Não há vento favorável para quem não sabe a que porto se dirige”.

Com o levantamento de necessidades bem executado é a hora da definição de um Plano de Projeto para guiar toda a execução e o controle. Em linhas gerais seria: o que vai ser construído, como será feito e para que será utilizado.

Bibliografia a respeito do assunto não falta, além do que, cada equipe trabalha de uma maneira. Mas basicamente,  o Plano de Projeto engloba 3 elementos principais:
-  o Escopo do trabalho (objetivos), 
-  o Plano de Ação (metodologia, atividades, tarefas e recursos a serem utilizados) e por último
-  a Avaliação (acompanhamento e avaliação da execução e dos resultados).

Alguns elementos dessa estrutura podem ter pesos diferentes dependendo do tipo de projeto e das características específicas. Particularidades afora, esta estrutura se aplica a praticamente todo tipo de projeto. Essas 3 partes são imprescindíveis, ou seja, não podem deixar de ser consideradas.

Vejo como o maior objetivo desse processo de planejamento, antecipar as ações de maneira a se alcançar o resultado esperado, atendendo os requisitos de prazo, qualidade e custo. Quanto mais realista e detalhado for o planejamento, menos teremos necessidade de “apagar incêndios” pelo meio do caminho.

Tomando os japoneses como exemplo, o lema é planejar primeiro de forma consistente para depois executar, ou ainda, planejar devagar pra construir mais depressa.

Ilustrações: Milton Kennedy

terça-feira, 8 de maio de 2012

Planejar é preciso


“Quase todas as obras públicas executadas no Brasil não terminam como planejadas ou não tiveram planejamento adequado.”

Essa foi a constatação de uma pesquisa do Jornal Estado de São Paulo, mas essa realidade já é evidente pra todos que trabalham de alguma maneira com essas obras. Somos um país com pouca tradição nessa área de planejamento, mas há alguns anos já estamos evoluindo no sentido da regulamentação de procedimentos e da obrigatoriedade de ações de planejamento.

Os problemas sempre aparecem durante a obra, novas necessidades que geram modificações de projetos, quando os prazos são estendidos, as tecnologias são alteradas, os materiais de construção trocados e, ainda por consequência, os preços acabam se tornando mais altos. 

Nessa bola de neve entram os intermináveis aditivos que além de tornar a obra mais cara e gerar atrasos consistentes, ainda privam a população daquele serviço ou bem público que está sendo construído.

Essa etapa de planejamento de obra é primordial para a qualidade do empreendimento e deve considerar prazos, custos, prever os impactos ambientais, elaborar diretrizes e padrões a serem seguidos durante a execução dos projetos. Esse planejamento é realizado basicamente com o estudo e análise crítica dos projetos, elaboração dos cronogramas financeiros, de atividades de treinamento e estudo do layout do canteiro de obras de modo a aperfeiçoar a realização das atividades previstas.

Uma obra sem qualidade implica necessariamente em maiores custos que é o resultado evidente da falta de um planejamento bem executado.

Uma entrevista do portal AECWeb identifica a origem desse problema ainda na universidade porque a maioria dos cursos de engenharia não ensina a planejar.

De acordo com o professor Eduardo Linhares Qualharini da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) o gestor de projetos deve ser pró-ativo e estudioso, ter visão de futuro, ter a mente aberta para rever conceitos, abrir mão dos modismos e aprender sempre, adotando soluções construtivas que evitem desperdícios.

Qualharini afirma que os profissionais da construção civil têm a característica de fazer tudo de maneira empírica e que, na maioria dos casos, não existe gestão do conhecimento. Para ele, é incomum o registro de informações sobre desenvolvimento das obras, seus problemas e soluções. “Normalmente, as escolas de engenharia ensinam cálculos, a pensar nas estruturas, a fazer e entregar a obra pronta, mas não mostram como fazer”.

Segundo o professor “Antigamente, para cada quatro prédios construídos um era jogado fora. Hoje, as estatísticas ainda não estão concluídas, mas estima-se que a cada três prédios um é descartado. Já melhorou, mas no Japão, cada edifício construído tem um desperdício de apenas 15% e nos EUA 20%. Temos muito que evoluir. Nosso gerenciamento ainda está engatinhando comparado a eles”, critica.

Desta forma o planejamento pode ser a base para essa racionalização do processo de construção. O redirecionamento de condutas e ações de controle resulta no aumento na eficácia e na efetividade das ações para concretização de obras públicas com qualidade evitando-se o desperdício. Além disso tudo, ainda é um meio de se evitar a corrupção e os desvios porque o gestor executará exatamente de acordo com o projeto, respondendo à responsabilidades de acordo com o que está assinado.

Fonte: Contrumanager
2leep.com