quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tiny Houses - Casas Pequenas

Com o crescimento demográfico das cidades e o alto custo do metro quadrado construído, uma tendência crescente no mundo todo é de buscar soluções que ocupam menos espaço em função de diminuir o preço das moradias.

Foi a partir das grandes catástrofes como o Katrina, o tsunami das Filipinas, o terremoto do México, a crise financeira de 2007 onde a demanda por rapidez e baixo custo foi premissa para atender as populações com necessidades emergenciais, que surgiu o movimento “Tiny Houses Movement” (Pequenas Casas) com uma conotação muito social de viver com simplicidade em pequenos espaços.

No fundo, a aplicação da eterna lei de Mies van de Rohe na arquitetura moderna “menos por mais” impera, como alternativas de uma vida mais simples e uma opção descomplicada para os problemas habitacionais.

Essa tendência já é realidade há algum tempo no Japão onde cada espaço tem conotação de um premio.

Desta maneira, começa a surgir a preferência por moradias menores (casas ou apartamentos) mais baratas, rápidas de executar e ao mesmo tempo aconchegantes, confortáveis e que, atendendo a critérios sustentáveis, tornam-se também ecológicas.

Às vezes montadas em containers, trailers, outras vezes feitas de madeira, materiais reciclados ou pré-moldados, mas não necessariamente apertadas. Nas grandes cidades brasileiras tem surgido a preferência das construtoras por empreender os “Estudios”, pequenos apartamentos de até 30m² onde cabe de tudo. O espaço é dividido de forma inteligente para proporcionar que todas as atividades do dia a dia sejam executadas com tranquilidade sem você ficar se batendo em quinas e nem dormindo em pé. Não é essa a idéia.

Com toda certeza casas pequenas consomem menos recursos para construir ao mesmo tempo em que exigem menos tempo para manutenção e limpeza.

O programa Mais Voce desta quarta-feira dia 22 fez uma reportagem interessante sobre esse assunto que  você pode acessar aqui.

Mesmo sendo uma tendência internacional, já temos também alguns exemplos interessantes aqui no Brasil também que podem ser vistos nas fotos abaixo.

Uma experiência interessante da Suécia são as mini casas para estudantes pensadas pelo escritório de arquitetura Tengbom. Uma boa opção para as universidades que não possuem moradia estudantil. As casas tem apenas 10 metros quadrados com preços bem amigáveis, porém cada casa possui o mínimo para um ambiente confortável, agradável, propício ao estudo e ao descanso. O projeto é feito de forma sustentável em parceria com uma empresa de madeiras. A ideia poderia muito bem ser adaptada para a realidade brasileira. O que acham?


Mini Casa para estudante da Tengbom - Suécia





Mini Casa da Arq. Macy Miller sobre trailer - EUA


Casa Rio Bonito da Arq. Carla Juaçaba – Rio de Janeiro



Casa de Praia Arq. Vidal & Sant' Anna- Ubatuba - Brasil




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

High Line 2 - Bem cultural e Sustentabilidade

Falando de New York, já tínhamos comentado aqui a respeito do High Line, um parque linear elevado que em 2011 teve inaugurada a sua primeira etapa da obra com 2,33km de extensão.

A ideia de reaproveitar uma estrutura metálica existente de uma antiga linha de trem urbano dos anos 30 no Meatpacking District de Manhattan valoriza a ideia da preservação do passado através do seu patrimônio cultural. Cada vez mais a sustentabilidade se aproxima da cultura como forma de perpetuação da identidade.

Agora, a terceira etapa da obra ganhará um jardim arborizado em formato circular conhecido como “Spur” mas apelidado de “ninho” localizado no cruzamento da 10th com a West 30th Street. O projeto é de James Corner e de Ric Scofidio.

A opinião da comunidade é que o ninho faz um contraste entre o desenvolvimento urbano da região e a estrutura circular que proporciona um ambiente exuberante e envolvente, com vegetação densa inserindo os visitantes na natureza.

O Spur ficou localizado em uma posição estratégica, com vista para o Hudson Yards, futuro megaempreendimento na região que circunda o parque. Essa etapa está prometida para ficar pronta até o final de 2014 mas o "ninho" deve levar mais dois anos.

Como disse antes, não há como pensar o patrimônio cultural de uma cidade sem pensar na preservação de seu passado, que vive tanto na sua paisagem natural quanto dos edifícios que trazem a memória do cotidiano antigo.

Isso me traz à mente uma recente experiência no Rio de Janeiro onde quilômetros de vigas metálicas de aço corten construídos nos anos 50 foram totalmente implodidas e desprezadas dos novos projetos de “revitalização”. Foram leiloadas e não reaproveitadas. Revitalização, como o próprio termo diz, trata-se de dar vida novamente. Temos muito a aprender, o nosso Brasil precisa se acostumar a preservar as suas memórias e o seu patrimônio cultural e acabar com essa mania de dizer que o Brasil não tem memória.

Fonte: AU Pini









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