segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tempo de Balanço

Coloco aqui como mensagem de fim de ano o texto de Antonieta Rossi, colunista do Correio Braziliense porque não saberia dizer melhor do que ela que não desperdice a vida com medo do NOVO. 
Seja Feliz....

Fim de ano, tempo de fazer um balanço do que deu certo no ano que passou e no que não deu. 
Balanço das vitórias e derrotas, apurar se o ano foi difícil ou fácil. 
Mensurar, isso é que é dose. 
O que é um ano difícil? 

Será que é aquele em que fomos submetidos a profundos aprendizados, que tivemos que alterar as nossas rotas várias vezes e então o saldo foi bom porque evoluímos nem que seja na dor? 
Ou será aquele ano em que praticamente tudo ficou na mesma? 
O emprego chato sobreviveu, aquele relacionamento desgastado também, a preguiça da academia prometida em janeiro se perdeu, os quilos “a mais ”ficaram ainda “a mais”. 
Nem ganhou dinheiro nem perdeu, conseguiu comprar uma TV de 50 polegadas de 12 vezes, um carro novo que nem chegou na garagem e já estava planejando o próximo.

Ou será aquele em que você estava aberto a refletir sobre seu propósito de vida, sobre sua saúde integral, sobre o que precisa ser mudado para que você contribua mais para a sociedade, para o planeta e, por que não, para a humanidade?

Os desafios fazem parte de um universo desconhecido para todos nós. 
Se fosse conhecido não se chamava desafio, chamava moleza, tirar de letra e outros nomes. 
Nem sempre a gente quer se lançar ao desconhecido. 
Prefere o que já sabemos como é. 
Paradoxalmente, como já sabemos, ficamos na mesma. 
O mesmo cargo conhecido, o mesmo emprego, o mesmo salário, o mesmo chefe chato, a mesma mulher insuportável e por aí vai.

Esse ano posso falar que foi ótimo para mim. 
Aparentemente nada do que foi planejado deu certo. 
Entretanto, tudo deu certo porque tive intermináveis diálogos com o NOVO e me coloquei à disposição de braços abertos para recebê-lo. 
E aí aconteceram mudanças em todas as esferas: amores novos, novas amizades, clientes novos, trabalhos diferentes e novos. 
Nada ficou no lugar, mas o processo de crescimento e a paz que sinto não têm preço. 

Desejo a você, leitor, um ano de 2014 com muitas mudanças, desafios novos e o que anda bem chato na sua vida possa ser alterado por você.

Te desejo braços abertos para segurar bem apertado o NOVO na sua vida!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ampliação em prédio de escola tombado

É sempre um problema quando temos que fazer alguma intervenção em prédio tombado pelo patrimônio histórico. Uma boa solução de ampliação foi encontrada pelo escritório Claudio Lucchin & Architetti Associati na cidade de Bolzano, região do Alto Adige, norte da Itália.

A escola técnica superior Hannah Arendt foi instalada num antigo convento de frades capuchinhos cujo prédio protegido pelo patrimônio histórico não podia ser verticalizado. A expansão horizontal também não era viável. A única possibilidade então era estender a construção para o subsolo.

O grande desafio do projeto, porém foram as questões próprias de subsolo como ventilação, iluminação natural e umidade, de maneira a não criar ambientes apertados, escuros ou que provocassem claustrofobia.

Para a construção de mais quatro níveis em subsolo, o terreno foi cuidadosamente escavado e feito reforço estrutural em todo o perímetro. Desta maneira a demanda por espaço foi suprida sem nenhuma interferência no espaço urbano rodeado por prédios históricos.

A luz natural permeia toda a construção, graças a um sistema de claraboias grandes e pequenas. Todas as salas de aulas, laboratórios e áreas comuns tem vista para uma ou mais fontes de iluminação natural como um prédio acima do solo. Abaixo da claraboia principal há uma praça subterrânea coberta, que recorda a urbanidade típica do local. Junto com claraboias menores, gera-se um sistema de conexão visual com o exterior e a possibilidade de ver o céu a partir das salas de aulas e dos ambientes públicos.

A luz artificial é controlada por sensores que captam a claridade externa, para garantir menor consumo de energia. Além disso, a temperatura das luzes muda de acordo com o tempo, para dar um efeito similar ao exterior e diminuir a percepção de permanência no subsolo.

Em alguns pontos, a natureza é levada para dentro da escavação através de um "cavaedium" (um hall central) localizado no nível 4 e de um jardim de inverno interno, que define o espaço dedicado ao estudo extraclasse.

O fator umidade agravava-se pelo fato de a construção estar em nível próximo ao de um aquífero. Por causa do solo arenoso, que facilita o fluxo da água, foi essencial construir um tanque hermético, capaz de isolar a escavação da água e dos gases perigosos que podem estar no subsolo, como o radônio. Para isso foram empregadas camadas isolantes feitas de espuma de poliuretano e poliureia.

Além das salas de aulas de 60 metros quadrados e dos seis laboratórios de 70 metros quadrados cada um, o bloco subterrâneo da ampliação tem ainda mais 18 espaços de estudos e jardins.

Fonte: Arcoweb
Implantação

Corte

Detalhe
A luz natural invade todos os pavimentos do subsolo








quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Projetando em 3D

“Os designers da Nervous Systems desenvolveram um sistema construtivo para objetos em pequena escala capaz de transformar qualquer geometria tridimensional em um objeto físico flexível.”

Eu não poderia deixar de divulgar aqui esse sistema que tem o nome de Kinematics. Ele permite desenvolver enfeites corporais e roupas impressos em 3D que se adaptam perfeitamente ao corpo que foi escaneado.

Cada geometria é resultado de uma triangulação de superfícies e os encaixes são gerados automaticamente com perfeição.

Se você já tem uma impressora em 3D pode fazer o seu gratuitamente acessando o site aqui.

Imagine o que poderia ser feito se houvesse um sistema como esse que pudesse ser adaptado às estruturas arquitetônicas.

Fonte: Pini





segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Usina de Energia em Copacabana

Ja falamos aqui da primeira usina de ondas da America Latina no porto de Pecém, localizada no Ceará que já se encontra em fase final de testes. Nada mais apropriado para um país como o nosso com esse potencial imenso, um litoral de cerca 8 mil quilômetros de mar.

A noticia agora vem do Rio de Janeiro. A nossa famosa praia de Copacabana será conhecida também pela sua capacidade de gerar energia a partir da movimentação das ondas do mar. Ainda está em fase de protótipo em escala reduzida, mas a conclusão do projeto está prevista para 2015.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro através da COPPE (Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia) está desenvolvendo uma usina que gera energia através das ondas do mar utilizando um conversor offshore que será instalado a cerca de 15 quilômetros da orla, próximo da Ilha Rasa. O projeto está sendo feito em parceria com as empresas Furnas e Seahorse Wave Energy.

De acordo com o engenheiro Paulo Roberto, sócio-proprietário da Seahorse Wave Energy, a geração de energia se dará a partir da movimentação vertical de um flutuador de 11 metros de altura e 4,5 metros de diâmetro, impulsionado pelas ondas do mar. "O flutuador será guiado por uma coluna central, com fundação no leito marinho, e a sua movimentação será transformada em movimento rotativo no gerador, utilizando-se um sistema mecânico que integrará o flutuador e o gerador", detalha Paulo.

Este conversor vai gerar até 100 kW, o que pode abastecer até 200 residências. A eletricidade gerada será transmitida por um cabo submarino, que descerá ao fundo do mar pelo interior da coluna e seguirá pelo leito marinho até a ilha para conexão à rede elétrica.

Quanto mais altas forem as ondas, mais energia pode ser captada mas na realidade o melhor resultado é obtido quando há continuidade das ondas.

De acordo com o professor da Coppe, Segen Estefen, “estamos colocando o Brasil entre os países que buscam o domínio das tecnologias de aproveitamento da energia das ondas para gerar eletricidade em grande escala. É fundamental que consigamos nos manter competitivos para que no futuro não tenhamos que importais tais tecnologias”.

Fonte: Piniweb, COEP



domingo, 1 de dezembro de 2013

Paixão por janelas

A maioria das pessoas vê a janela como sendo um vazio na parede feito para entrada de luz ou ventilação. A janela também faz a comunicação do exterior com o interior e amplia o ângulo de visão de quem está na parte de dentro. Pode ser de madeira, metálica ou simplesmente de vidro.

Simples assim? Se pensarmos na função, sim pode ser.

Mas a janela reflete muito mais que isso. Da janela se percebe o mundo exterior, as pessoas que estão passando, o movimento, são testemunhas da vida. Pela janela percebemos se a morada está vazia ou ocupada, se o morador é caprichoso, se gosta de plantas, de arabescos, de esculturas ou de arte. Sabemos se a casa está abandonada, se não tem mais manutenção.

A janela reflete ainda o significado de uma época, reflete o modo de vida das pessoas que ali vivem. Se é renascentista, gótica, colonial ou moderna. O que pensavam aquelas pessoas quando desenhavam certos detalhes da janela?

Se quisermos romantizar, pela janela quase conseguimos visualizar aquela donzela na janela com os cabelos cacheados, os bilhetes furtados dos amantes que passavam por ali, o rosto da menina vendo os pingos de chuva descer pelo vidro... Em Minas é comum a presença da namoradeira na janela, a boneca bonita com vestido colorido e decotado, com uma mão apoiando o rosto, olhar no infinito que enfeita as janelas enquanto parece dizer: venha logo, estou cansada de te esperar!


Gosto de observar as janelas nos diversos lugares por onde passo e imaginar a vida que aconteceu ou acontece ali. Quero compartilhar agora com vocês algumas que não estão no Brasil, sem dizer de onde são. Interessante começar a perceber a identidade de cada uma, o que elas conseguem transmitir pelo seu desenho, pela forma. A partir dai, como arquitetos, começarmos a valorizar mais o elemento como significado e principalmente, com arte.

Frank Lloyd Wright (Ave mestre) fazia janelas maravilhosas, com lindos vitrais que contavam estórias de época e de pessoas. Costumava misturar formas geométricas com arte e brincava com a luz e com a cor mudando a concepção vitoriana da época.

Fotos da autora:


 







quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mármore, Granito ou Quartzo?

Uma ótima opção para bancadas e piso é as pedras artificiais também conhecidas como quartz stones ou mármore e granitos artificiais.

São produzidas com aproximadamente 90% de matéria orgânica principalmente quartzo e sílica que resulta em um produto de boa qualidade e muita durabilidade. Sua produção é complementada com pigmentos minerais, resinas e aditivos, que garantem a uniformidade de cores e a não proliferação de fungos, mofos e bactérias.

Além de bancadas e pisos, cozinhas, banheiros e churrasqueiras, pode ser também utilizada para paredes, mesas, escritórios, banheiras, área internas e externas e até onde sua imaginação permitir.

Uma das vantagens está na resistência ao calor (sem grandes abusos) mantendo-se sempre em sua condição original. Como o quartzo está entre as quatro pedras mais duras encontradas na natureza essa mistura se torna bem resistente a riscos e a impactos, menos propensa a manchas como as de café, vinho, limão, azeite, maquiagem e outros produtos que normalmente manchariam alguns tipos de mármore e granitos. É bem fácil de limpar por ser uma superfície lisa.

Como o quartzo stone é uma pedra artificial 100% industrializada, não é retirada diretamente da natureza, evitando portanto a degradação ambiental. Além disso sua composição é livre de componentes orgânicos voláteis, ou seja, o produto é inofensivo quando está em contato com gêneros alimentícios.

Outra grande vantagem desse produto é o índice de absorção de água praticamente nulo. Enquanto a Norma ASTM C-615 estabelece que os granitos, para serem utilizados como rochas ornamentais e de revestimento, devem apresentar valor de absorção abaixo de 0,4%, a absorção do quartzo fica em torno de 0,02%. Isso significa que é menos poroso que granitos e mármores que costumam “chupar” alguns produtos principalmente óleos, gorduras e corantes que acabam formando manchas irreversíveis. Por isso é mais recomendável a utilização de quartzo em bancadas de cozinha e churrasqueira para evitar esse problema.

Os cuidados e a manutenção do mármore industrializado também são bem simples: basta utilizar diariamente pano úmido com água e detergentes a base de PH Neutro.

A variedade de cores é ampla dependendo da marca. Pode ser encontrado em cores incomuns para qualquer mármore ou granito, como por exemplo o vermelho, o azul, o amarelo, etc. As cores são bem uniformes, claro, é um produto industrializado. Alguns tipos ainda são triturados com fragmentos de vidros e espelhos, o que proporciona um efeito muito interessante de pontos de brilho como estrelas na pedra.

Infelizmente esse produto ainda não é produzido no Brasil, portanto as marcas encontradas a disposição do mercado são todas importadas, provenientes da Itália, Espanha e da China tais como as marcas Technistone, Silestone, Marmoglass, Nanoglass, etc. Por esse motivo o preço, é claro, torna-se maior que o das pedras naturais encontradas ainda em abundância no nosso país. Em torno de 3 a 4 vezes mais caro. Essa é a grande desvantagem que, na minha opinião, compensa pelos outros benefícios.

Para permitir a melhor comparação, resumimos na planilha abaixo as várias características coletadas de sites na internet. (Clique para ampliar). Atenção para o Limestone que apesar do nome parecido é uma pedra natural.








quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Poço artesiano movido a energia solar

Como parte do esforço do combate à seca no nordeste, o Exercito Brasileiro inaugurou no dia 20/09 ultimo um poço artesiano que funciona com energia solar.

O Comando Militar do Nordeste tem a meta é instalar 200 poços na região nordestina em 5 estados. Esse primeiro está localizado no Sítio Juá, município de São João do Sabugi, no Seridó do Rio Grande do Norte e irá beneficiar 32 famílias de uma comunidade rural.

Essas famílias tinham que buscar água, ainda que de má qualidade, com baldes, nas proximidades de suas casas ou aguardar o abastecimento por carros-pipa.

O poço tem 60 metros de profundidade e uma vazão de 1.000 litros de água por hora.

O sol intenso que castiga e maltrata a região agora vai servir como parceiro, fonte de energia limpa para movimentar a bomba hidráulica que joga a água para uma cisterna com capacidade de armazenar 10.000 litros de água de boa qualidade pertinho de casa.

O custo para instalação desse tipo de tecnologia é 3 vezes menor do que se tivesse que ser ligado a energia elétrica. De acordo com o Secretario do Meio Ambiente Hermeto Palmeira o custo nessa distancia, apenas para puxar a rede elétrica seria em torno de 19 mil reais enquanto que esse poço instalado ficou em torno 7 mil reais.

Prova que a tecnologia e inovação aliada a um pouco de boa vontade pode ser um importante fator econômico e social para o desenvolvimento de uma região tão carente.

Fonte: portal G1 RN


 



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Arquitetura de escola sustentável



Bons exemplos sempre devem ser muito falados, propagados e seguidos em todo o país. Principalmente quando se trata de arquitetura escolar que tem sido um dos nossos focos.

Desta vez o modelo vem do Rio de Janeiro num projeto desenvolvido pelo escritório de arquitetura Arktos para uma escola estadual. Quem disse que escola pública tem que ser coisa barata, feia e sem graça? Estamos cansados de ver escolas públicas que mais parecem um presídio. Ao contrário, o recurso público deve ser bem utilizado em algo de qualidade que possa durar muito tempo e dar pouca manutenção. É aí que entra a inovação e a tecnologia.

De acordo com a reportagem esta é a primeira escola na América Latina a receber o selo LEED Schools do Green Building Council.

A Escola Estadual Erich Walter Heine se localiza ­em meio a uma comunidade carente de Santa Cruz, uma região da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro cujas temperaturas chegam fácil a 40°C no verão. Por isso, uma das maiores preocupações da proposta foi criar mecanismos que garantissem o conforto ambiental no interior do prédio, mantendo, porém, elevados índices de eficiência energética.

Alguns pontos a gente vem sempre falando aqui neste blog quando se trata de arquitetura para edifício escolar:

1. Implantação levando em conta a insolação e a direção dos ventos predominantes;

2. Setorização de funções;

3. Ventilação cruzada – neste caso a proposta ainda se utilizou de uma claraboia e da modulação dos blocos com afastamento entre eles de maneira a facilitar a ventilação;

4. Aparelhos de ar condicionado quando necessários devem ser do tipo inverter que funciona como um inversor de frequência controlando a velocidade de compressão do ar condicionado: quanto menos calor precisar ser retirado do ambiente, menor será a velocidade do compressor e vice-versa;

5. Utilização do telhado verde que reduz a amplitude térmica da edificação além de economizar água potável com a reutilização das águas cinzas;

6. Opção por revestimentos adequados que minimizam a manutenção e contribuem para a melhoria do clima do interior da edificação, principalmente nas circulações cujos revestimentos devem ser impermeáveis pelo menos até 1,10m;

7. Acessibilidade para todos;

8. Gestão de resíduos;

Vale a pena ver a reportagem completa no link da ArcoWeb.

 



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Calçadas de resíduos de construção - RDC

A falta de critério para a destinação do resíduo de construção e demolição - RDC é um problema que vem se agravando com o passar dos anos. O acúmulo desse resíduo vem provocando um grande impacto ao meio ambiente das grandes cidades.

Aqui em Brasília, uma grande iniciativa do Governo do DF tem executado uma rede de ciclovias por toda a cidade. O plano é construir 600km de faixas exclusivas para bicicletas até 2014 o que fará de Brasília não apenas a capital nacional como ainda mundial em rede cicloviária, a frente de Paris, Amsterdã e Copenhagem.

Além do céu azul e das grandes áreas verdes Brasília é uma cidade plana, propícia ao ciclismo, com grandes distâncias e um transito que a cada dia tem se tornado cada vez mais caótico. Muito bom poder fazer o trajeto para o trabalho e a escola de bicicleta. Além de melhorar a qualidade do ar e o trânsito da capital, o descolamento por bicicletas melhora também a saúde das pessoas pela atividade aeróbica constante. 

O alto custo por metro quadrado dessas calçadas tem sido, porém, um ponto questionado pela população. Outro ponto é a questão da impermeabilização do solo quando computamos os quilômetros e quilômetros de área impermeabilizada que seguem rasgando as grandes áreas verdes da cidade.

A iniciativa do GDF se tornaria perfeita se na obra fosse utilizado o resíduo de construção: o custo poderia ser minimizado ao mesmo tempo em que permitiria uma melhor destinação de todo RDC que normalmente faz inchar nossos aterros sanitários.

Algumas universidades já tem desenvolvido belos trabalhos a respeito a utilização do resíduo de construção como agregado na fabricação de bloquetes intertravados para utilização em calçadas, estacionamentos, etc. Os bloquetes são uma otima opção, pois permitem a infiltração das águas pluviais, minimizando os problemas de impermeabilização do solo.

A execução das ciclovias com concreto permeável ou poroso cujo agregado seria o RDC também permite que a água das chuvas passe através dele e seja armazenada nas camadas inferiores. Apesar das restrições a esse concreto pela baixa resistência, ele é perfeitamente adequado para ciclovias, quadras esportivas e até pavimentações para tráfego leve.



Bloquetes intertravados podem ser de formatos variados

Concreto poroso


2leep.com