domingo, 1 de dezembro de 2013

Paixão por janelas

A maioria das pessoas vê a janela como sendo um vazio na parede feito para entrada de luz ou ventilação. A janela também faz a comunicação do exterior com o interior e amplia o ângulo de visão de quem está na parte de dentro. Pode ser de madeira, metálica ou simplesmente de vidro.

Simples assim? Se pensarmos na função, sim pode ser.

Mas a janela reflete muito mais que isso. Da janela se percebe o mundo exterior, as pessoas que estão passando, o movimento, são testemunhas da vida. Pela janela percebemos se a morada está vazia ou ocupada, se o morador é caprichoso, se gosta de plantas, de arabescos, de esculturas ou de arte. Sabemos se a casa está abandonada, se não tem mais manutenção.

A janela reflete ainda o significado de uma época, reflete o modo de vida das pessoas que ali vivem. Se é renascentista, gótica, colonial ou moderna. O que pensavam aquelas pessoas quando desenhavam certos detalhes da janela?

Se quisermos romantizar, pela janela quase conseguimos visualizar aquela donzela na janela com os cabelos cacheados, os bilhetes furtados dos amantes que passavam por ali, o rosto da menina vendo os pingos de chuva descer pelo vidro... Em Minas é comum a presença da namoradeira na janela, a boneca bonita com vestido colorido e decotado, com uma mão apoiando o rosto, olhar no infinito que enfeita as janelas enquanto parece dizer: venha logo, estou cansada de te esperar!


Gosto de observar as janelas nos diversos lugares por onde passo e imaginar a vida que aconteceu ou acontece ali. Quero compartilhar agora com vocês algumas que não estão no Brasil, sem dizer de onde são. Interessante começar a perceber a identidade de cada uma, o que elas conseguem transmitir pelo seu desenho, pela forma. A partir dai, como arquitetos, começarmos a valorizar mais o elemento como significado e principalmente, com arte.

Frank Lloyd Wright (Ave mestre) fazia janelas maravilhosas, com lindos vitrais que contavam estórias de época e de pessoas. Costumava misturar formas geométricas com arte e brincava com a luz e com a cor mudando a concepção vitoriana da época.

Fotos da autora:


 







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