terça-feira, 15 de abril de 2014

Nova Tecnologia de Petróleo


Talvez você, assim como eu, nunca tenha ouvido falar que se pode tirar óleo de rocha. Ou melhor, PETRÓLEO de rocha.

O Xisto Betuminoso é uma rocha sedimentar rica em material orgânico. O homem tem usado como combustível desde os tempos pré-históricos. Mas a indústria de modo geral, na maioria dos países, não se interessou muito pelo projeto de utilização do xisto devido aos altos custos de extração e, é claro, à superabundância do petróleo muito mais barato.

Nos últimos anos, porém, os Estados Unidos apostaram nessa produção e podem encontrar a autossuficiência energética com o fraturamento hidráulico dessa rocha, mas conhecido como "fracking".

Não tenho conhecimento para falar desse processo em si, mas a alta velocidade com que eles ampliam sua produção de petróleo de xisto (Shale Oil) está mudando o cenário geopolítico global e criando, ao mesmo tempo, expectativas e polêmicas. Passaram de uma produção de 111 mil barris por dia em 2004 para 533 mil barris em 2011 (EIA Annual Energy Outlook 2012). As reservas americanas de xisto serão capazes de livra-los da dependência dos países produtores de petróleo, tipo a Venezuela ou os países árabes. Os sheiks estão ficando preocupados.

Há vantagens nesse gás de xisto: primeiro, ele é menos poluente do que o carvão e o petróleo; segundo, é muito mais barato que o gás convencional; e em terceiro lugar considera-se que as reservas mundiais superam em 13 vezes as do petróleo tradicional.

O Brasil já tem sentido os reflexos dessa crescente produção americana de petróleo de xisto. As exportações brasileiras de petróleo para os Estados Unidos sofreram uma redução de 60% nos últimos 2 anos. Isso é preocupante para nós porque enquanto os EUA ampliam rapidamente sua produção, a nossa produção pela Petrobrás avança em ritmo bem mais lento. Mesmo considerando as reservas do pré-sal, é bom nosso país não andar na contramão do resto do mundo. Na minha opinião o caminho para a sustentabilidade do mundo passa obrigatoriamente por uma fonte energética limpa.

Fora as polêmicas geradas, se o petróleo de xisto é ou não ambientalmente favorável, sabemos que ainda é uma fonte de origem fóssil. Torço realmente para que uma nova matriz energética mais limpa que o petróleo tenha impulso entre todos os países, para o bem do nosso planeta.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Água - Alerta Geral


A visão do primeiro homem a ver a terra do espaço, o astronauta  Yuri Gagarin em 1961 foi: “A Terra é azul”. A esfera repleta de rios e oceanos cobrindo mais de 70% de sua superfície tem se modificado com o tempo.

Parecia impossível que um dia o nosso “Planeta Água” iria sofrer tanto por falta de água conforme o recente relatório da ONU que já detecta uma crise sem precedentes na distribuição dos recursos hídricos.

A população aumenta, aumenta a indústria e o comércio, que aumenta o aquecimento global, que aumenta o nível do mar e que afeta os reservatórios de água potável.

Como faremos para interromper esse ciclo vicioso ou pelo menos aprender a neutraliza-lo com ações que preservem nosso clima, nossas florestas e consequentemente a água limpa que temos que consumir?

Essa pergunta tem que ser respondida com urgência não só com teorias, mas principalmente com AÇÕES.

Todos têm essa responsabilidade. Não apenas os governantes. Porque todos nós gastamos com irresponsabilidade os recursos que temos disponíveis.


“A população mundial não para de crescer e a agricultura precisa se expandir, a fim de produzir alimentos. Consequentemente, o consumo de água tem aumentado perigosamente. Temos que ter um cuidado muito específico com esse elemento crucial à vida humana. O esforço de todos nós é necessário para evitar que milhões de pessoas sofram com a falta de água nos próximos anos.”
Ban Ki-moon – Secretário-geral da ONU


“O problema da água é uma responsabilidade mundial. Se quisermos viver com dignidade neste planeta, precisamos preservar nossas bacias hidrográficas. Mostra-se imprescindível uma participação efetiva de toda a sociedade.”                                Irina Bokova - Diretora-geral da Unesco

Fonte: Correio Braziliense
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