segunda-feira, 27 de maio de 2013

Zaha Hadid - arquitetura inovadora

Figura de destaque hoje neste blog é a arquiteta iraquiana Zaha Hadid, formada em matemática em Baghdad e em arquitetura em Londres, é a única mulher a fazer parte da galeria de notáveis que receberam o Prêmio Pritzker de Arquitetura. Esse prêmio presta homenagem em vida a arquitetos cujo trabalho demonstre uma combinação de talentos ao produzir contribuições significativas para a humanidade e para o ambiente construído através da arte da arquitetura.

Sempre gosto de destacar inovações na arte de projeto. No caso dela, os projetos quebram convenções e conceitos quando propõem formas orgânicas, volumes que se entrelaçam de maneira impressionante. As curvas muitas vezes se misturam com o traço reto de maneira a surpreender o observador com o resultado cheio de leveza. Ela é um ícone não só na arquitetura, mas também no design, ganhadora de vários prêmios internacionais.

Na ocasião do prêmio Pritzker Prize (2004) o jurado Jorge Silvetti declarou: "O que ela conseguiu com sua manipulação inimitável de paredes, planos de terra e telhados, com espaços transparentes, entrelaçados e fluidos, são a prova viva de que a arquitetura como uma arte foi concebida através da imaginação. "

Seu trabalho é considerado quase sempre como desconstrutivista. Ousado e polêmico, muitas vezes provoca discussões, mas atrai, ao mesmo tempo, seguidores por todo o mundo. Eu me encaixo nos seguidores como grande admiradora da liberdade do traço que se adapta ao terreno e às possibilidades.

Vale a pena dar uma olhada no site AQUI.


Beko Masterplan - Belgrado


Centro de Arte e Cultura - China

Estação de Metro - Arábia

Museu Mediterraneo de Art Contemporanea de Nuragic

Opera House - China


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pontes Vivas

Falando em pontes, que tal uma ponte viva? Esse é um belo exemplo de arquitetura sustentável.

Meghalaya, na Índia, é um lugar frequentemente assolado por chuvas torrenciais, que chegam aos 15 metros por ano. Dizem que é o lugar mais úmido da face da terra e é conhecido pelos seus muitos rios e córregos de fluxo rápido, que com as fortes chuvas, são capazes de destruir uma ponte do tipo convencional. Por isso os habitantes decidiram que, em vez de construir pontes, iriam cultivá-las.

O processo é feito com as raízes da Ficus Elastica, uma espécie de figueira, que os habitantes fazem crescer entre as margens dos rios. Com o passar dos anos, eles vão trançando e amarrando as raízes, moldando aos poucos a futura ponte.

O processo de criação dessas verdadeiras obras de arte naturais é passado de geração em geração, como você pode ver no vídeo abaixo. Uma ponte pode demorar entre 10 a 15 anos a ficar totalmente funcional. Depois disso, algumas ainda duram mais de 500 anos.

Como elas estão vivas, com o passar do tempo em vez de dar manutenção ou deteriorar, elas vão ficando maiores, cada vez mais fortes e seguras, chegando a suportar mais de 50 pessoas

Fonte: Hypeness








terça-feira, 14 de maio de 2013

As pontes de Calatrava


Fazendo uma analogia com as pontes de Madison (do condado de Iowa) que foram mostradas naquele filme com Clint Eastwood e Meryl Streep. Naquele filme as pontes cobertas que foram construídas nos séculos passados, se tornaram muito populares nas áreas rurais dos EUA. Elas eram geralmente feitas em madeira, com mao única, paredes e teto com a finalidade de proteger do frio.

Atualmente os projetos de pontes parecem estar restrito apenas a 3 ou 4 tipologias dominantes em todo o mundo. Parece que não se gasta mais tempo para pensar um projeto de ponte – é simplesmente um tabuleiro, pilares, concreto, cálculo para vencer o vão e pronto.

Mas não é assim para Santiago Calatrava. Quando se fala em arquitetura biomimética não podemos deixar de relacioná-lo – “Ave Mestre”. Nunca tive oportunidade de conhece-lo pessoalmente, mas a meu ver, é o mais expressivo arquiteto da atualidade. Admiro seus projetos desde a época de faculdade quando estudávamos seus trabalhos que pareciam mais uns bichos petrificados, tamanha a semelhança com os elementos da natureza. Não é a toa que já o chamam de Da Vinci do Seculo XX.

O artista que foi seduzido para a arquitetura por um pequeno livro de LeCorbusier, sugere que a arte deveria ser sempre considerada como fonte das ideias para a arquitetura.

As pontes de calatrava cumprem a sua função sem deixar de explorar novas formas, vencendo vãos de até 300m. A linguagem cheia de simplicidade e eficiência caracterizam as suas pontes criando efeitos visuais incríveis. Com o mínimo indispensável ele encontra sempre novas formas para resolver problemas antigos, mantendo uma grande elegância das estruturas, geralmente tensionadas.

Sua paixão pelo movimento ainda proporciona algumas pontes- esculturas que se movem como a Ponte da Mulher em Porto Madero, Buenos Aires, que consiste numa ponte suspensa rotativa, com 102 m de comprimento entre um par de vãos de aproximação fixos. O vão central tem um mastro inclinado de 39m e. roda 90 graus para permitir a passagem do trafego fluvial.

Para ele uma boa ponte é uma ponte simples e, acima de tudo, uma ponte barata. Construir uma ponte pode ser um gesto cultural mais poderoso do que criar um novo museu porque está a disposição de todos. Isso é percebível vendo as pontes do passado que tiveram um papel chave na formação de impressões sobre suas próprias cidades.

Por isso ele demonstra no livro dos trabalhos de 1979 a 2009 (Complete Works of Calatrava) que a falta de criatividade nos projetos “não e uma fatalidade decorrentes das regras técnicas, mas antes a ausência de uma combinação adequada entre o conhecimento e o sentido estético”.

Essa é a chave: dominar o conhecimento sempre aliado a um sentido estético.

Bom, é bem verdade que além de arquiteto ele é engenheiro e artista. Tudo faz sentido.
Ponte da Europa - França
Ponte Reggio Emilia - Italia

Ponte Rotativa da Mulher - Buenos Aires

Ponte sobre Hoofdvaart - Alemanha
Fotos do Livro: Complete Works of Calatrava 1979 a 2009












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