quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cimento queimado

O cimento queimado é bonito e barato. A técnica é antiga e conquista cada vez mais fãs por ser uma opção rústica, elegante e, ao mesmo tempo barata. Mas para garantir um piso sem rachaduras e outros defeitos, é preciso atentar para algumas dicas importantes, contar com um profissional especializado e ter uma boa receita em mãos.

Quando não existia porcelanato e as cerâmicas eram opções muito caras, quem não se lembra daqueles pisos antigos vermelhos feitos com o velho pó Xadrez, ou mesmo na cor cinza natural que eram aplicados nas áreas externas, cozinha e banheiro das casas. Depois eram bem encerados e lustrados.

Com o tempo, novas técnicas e materiais dão um ar de modernidade e uma aparência quase semelhante a de certas peças de porcelanato.

A técnica básica já é bem antiga, aquela em que o pedreiro prepara uma nata de consistência semelhante à de um creme de leite apenas com água e cimento, aplica no piso e passa a desempenadeira de metal. Antes que a massa seque, joga-se o pó de cimento e com movimentos uniformes, circulares ou não, a desempenadeira vai imprimindo a textura desejada. Juntas de dilatação de plástico, colocadas a cada metro, são importantes para isolar a movimentação dos pisos e evitar trincas.

O cimento queimado é bem versátil, pode ser utilizado em pisos, paredes e bancadas, em áreas externas ou internas, em cores diversas de acordo com a cor do pó de cimento utilizado. Do branco ao cinza, passando pelas diversas cores, a LANXESS Bayferrox tem uma farta gama de pigmentos para colorir o concreto e a argamassa. A aplicação dá asas à imaginação podendo ser intercalado com madeira, cerâmica, ladrilho hidráulico ou pedras.

O site da Casa Abril da várias dicas e dá as receitas de outras técnicas de execução até para evitar rachaduras. Confira.










 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Surpreendam

A tecnologia e a globalização tem feito mudanças definitivas nos hábitos e desejos de consumo das pessoas. Depois de ferramentas como o Google é muito mais fácil o acesso ao que tem sido feito no restante do mundo, novas tendências, novos estilos, novos materiais.

Nessa nova realidade o papel do Arquiteto também precisa ser repensado. Vem a tona a reflexão que coloca uma diferença entre espaço, impessoal e genérico; e lugar, específico e real.

Concordo com a idéia de que a Arquitetura tem que nascer de dentro para fora e emocionar pela valorização do ser humano como elemento-chave de todo o processo criativo. Isso quer dizer que a criação arquitetural deve ser autêntica, vinculada ao desejo e a alma do cliente; e não uma copia de algo existente em algum lugar do planeta, dissociado da emoção.

Não importa o ambiente, todo projeto deve buscar uma linguagem que impressione pela percepção do que pode acontecer ali, fruto da essência de uma família ou de um grupo de pessoas que freqüentarão aquele lugar. Autenticidade é a palavra-chave dos que se destacam nesse universo de milhares de arquitetos que procuram sobreviver com sua atividade.

É tempo de refletir sobre o quanto estamos a reboque do se convencionou chamar de tendência e o quanto nos dedicamos a buscar uma identidade para cada projeto, livre de rótulos e sem que sejam utilizadas soluções desgastadas e repetidas.

O preço pago pelos Clientes para o projeto é proporcional à sua capacidade de conceber essa Arquitetura/Design de Interiores cheia de elementos de dramaticidade, talvez teatral e mágico, e que, acima de tudo, surpreendam.

Texto inspirado no trabalho do Arquiteto David Rockwell. Figuras do site do arquiteto.
Fonte: ADForum

O novo Elinor Bunin Munroe Film Center onde velhos espaços de escritórios e garagens subutilizados se transformaram em um centro de artes e cinema. Nova York

Build Up é uma instalação interativa pelo 25° aniversario do National Building Museum Honor Award Gala, Washington, D.C.

Imagination Playground Park no sul de Manhattan, Nova York

Restaurante do Hotel Andaz Wall Street - Nova York

Lobby do Belvedere Hotel - Mykonos, Grecia

Restaurante e bar do Belvedere Hotel - Mykonos, Grécia

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Menos é Mais

A frase “Less is More” tem estado muito presente nos projetos de arquitetura ultimamente. A expressão foi adotada pelo mestre Mies van der Rohe no século XX como um preceito do desenho minimalista, seguido posteriormente por outros grandes arquitetos da atualidade, como Richard Meiers por exemplo.

O conceito minimalista nascido no período pós-Segunda Guerra Mundial é o espelho das dificuldades vividas na época, em que muitas pessoas perderam tudo ou quase tudo e tiveram que aprender a viver com menos.

Na arquitetura a tática de arranjar os componentes necessários ao edifício de maneira a dar a impressão de uma extrema simplicidade, onde cada elemento e detalhe pode ter múltiplas funções. Os ambientes começaram a conter apenas o essencial, aliando a estética à funcionalidade, sendo que a segunda é mais importante do que a primeira.

Não é uma apenas questão de moda, de tendência, ou apenas uma tentativa do arquiteto para convencer o cliente que o vazio no projeto é “tendência”.

Quem aprecia o conceito do minimalismo, aprecia ambientes simples, versáteis, um estilo sem excessos, geralmente com poucas cores (castanho, azul, verde…) ou usando cores neutras (branco, preto, cinzas, nude) criando espaços vazios que permitem a difusão da luz natural e a livre percepção. Quanto mais claro melhor, porque permite jogos de luz que engrandecem o espaço. A primeira regra de ouro do estilo minimalista é a organização: tudo tem de ter o seu lugar e quando não estiver sendo utilizado, deve estar guardado, de preferência longe da vista.

Alem disso, o conceito tem tudo a ver com sustentabilidade do momento que a conseqüência é consumirmos menos e evitarmos o desperdício. Não precisamos colocar na mochila o mínimo de que precisamos e sair pelo mundo, mas podemos simplificar a vida e a forma de morar e de viver. Afinal, não precisamos de tudo que pensamos que precisamos.


Imagens do Pavilhão da Feira Internacional de Barcelona - 1929
Mies van de Rohe

Poltrona Barcelona - Mies van der Rohe
Mais exemplos com carater minimalista da arquitetura contemporânea:




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Qualquer semelhança é mera coincidência

ESTÁDIO NACIONAL DE BRASILIA - BRASIL

Projetado pelo escritório Castro Mello Arquitetos, o estádio de Brasília foi uma das propostas submetidas à análise da Fifa que mais alterações teve no aspecto plástico, em relação à arena inicialmente desenhada.

A cobertura é formada por uma linha externa tripla e circular de pilares arredondados envolvendo o estádio, com estrutura mista de concreto e cabos de aço tensionados. A capacidade é para 70 mil pessoas.





ESTADIO DA CIDADE DE BOURDEAUX - FRANÇA

Do escritório suíço Herzog & de Meuron, o projeto do Stade Bordeaux Atlantique será construído até 2015 na cidade de Bordeaux, na França.

O estádio consiste em uma estrutura simétrica formada por várias colunas, que sustentam a cobertura e as arquibancadas da arena. Uma "floresta de colunas" que sustenta a estrutura das arquibancadas. A capacidade é para aproximadamente 43 mil pessoas



Esse mesmo escritório suiço tem experiência nesse tipo de projeto. São deles a Allianz Arena para a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha e o Ninho de Passaro para os Jogos Olímpicos de 2008 na China.

Allianz Arena

Ninho de Passaro




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Arquitetura Bioclimática

"A concepção bioclimática pode ser definida como aquela que abriga princípios de desenho que utilizam a adequação ao lugar e à cultura como parâmetro fundamental."  Parte então das condições existentes, culturalmente adequadas e dos materiais locais para através da própria concepção arquitetural como mediadora entre o homem e o meio, avaliar os elementos térmicos, da luz, do som e da cor. (Prof. Marta Romero – Arq/Unb)

Buscando minimizar os impactos da construção civil no meio ambiente, a Arquitetura Bioclimática analisa as condições climáticas locais para oferecer conforto térmico em todas as estações do ano.

“A arquitetura é uma atividade da construção civil que é conhecida como a atividade dos 40, por consumir 40% dos recursos, por emitir 40% dos gases poluentes e por consumir 40% da energia que a gente produz” explica o arquiteto especializado em bioclimatismo, Giuliano Pelaio.

Pelaio explica que “a arquitetura bioclimática está muito ligada a três grandes fatores: tem que ser capaz de gerar, acumular e transmitir o calor no inverno e o frescor no verão”. Um projeto bem elaborado, de acordo com as necessidades do morador e das condições locais precisa considerar a otimização de recursos e materiais, a diminuição do consumo energético e ser uma estrutura com baixos índices de manutenção durante a sua vida útil. Assim poderá oferecer maior qualidade de vida aos habitantes.

Ao contrário das certificações, que normalmente elevam os custos das construções, a arquitetura bioclimática pode ser aplicada em construções de todos os padrões, sem custos adicionais. “De 80% a 90% da sustentabilidade de uma edificação provém de decisões de projeto, que não custam mais nada”, explica o arquiteto, que ainda não concorda totalmente com as certificações, por não haver nenhum selo que leve em consideração a realidade climática brasileira em sua totalidade.

No site Ciclovivo, Pelaio mostra um projeto de residências de baixo custo utilizando a concepção bioclimática desenvolvido pelo seu escritório no Paraná. Veja toda a matéria aqui.

Para projetar com o clima e as condições do lugar o projetista deve então começar por uma criteriosa escolha da implantação e da orientação do edifício. A partir daí, há estratégias para se lançar mão com a finalidade de promover a ventilação natural, reduzir os ganhos solares e introduzir umidade ao espaço. Ao mesmo tempo há estratégias também de iluminação natural e de eficiência energética que permitem essa adequabilidade ambiental.


Imgens: Ciclovivo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Energia Eólica no Brasil


A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, inesgotável, limpa e disponível em todos os lugares. Por isso a geração eólio-elétrica no mundo expandiu-se de forma acelerada ao longo da última década, atingindo a escala de gigawatts.

No Brasil, tradicionalmente, o maior aproveitamento dos recursos eólicos tem sido para cataventos multipás de bombeamento d'água. Agora as coisas começam a caminhar diferentes na direção da geração de energia. Medidas precisas de vento realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado. O atlas do potencial eólico brasileiro do Centro de Referência para energia solar e eólica-CRESESB estima um potencial disponível no Brasil da ordem de 143 GW.

As principais regiões para aproveitamento do potencial eólico no país são os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A maior velocidade se encontra nos litorais do nordeste e do sul. Um mapa de ventos preliminar do Brasil gerado a partir de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura abaixo.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia eólica é responsável atualmente por apenas 0,9% da potência elétrica instalada do país, que é de 110 mil MW. A previsão é que nos próximos 3 anos a geração de energia eólica no Brasil crescerá 600%, desde os atuais 1 mil MW até 7 mil MW em 2014, impulsionado entre outros fatores, pela instalação no País das maiores empresas estrangeiras do setor.

Dados, divulgados pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

Os Parques Eólicos de Osório, no Rio Grande do Sul inaugurado em 2006 formam o maior complexo gerador de energia a partir do vento da América Latina. Atualmente tem uma potencia instalada de 150 megawatts distribuídos em 3 parques: Osório, Sangradouro e Indios. A companhia espanhola Elecnor, através de sua filial Enerfin, instalará mais 28 megawatts dessa energia renovável em Osório por um valor de R$ 104 milhões, com a construção e exploração de um novo parque, chamado Dois Índios 2. O projeto está previsto que se conecte à rede em 2014.

Ao mesmo tempo a francesa Alstom anunciou em junho deste ano que obteve um contrato com a brasileira Brasventos de 200 milhões de euros (US$ 288 milhões ou R$ 457 milhões) para construir e fazer a manutenção de três parques eólicos que serão instalados no Rio Grande do Norte, com uma produção prevista de 580.000 MWh anuais. Segundo a empresa essa quantidade é suficiente para assegurar o fornecimento de energia elétrica a mais de 100 mil casas, e reduzir ao mesmo tempo as emissões de CO2 em 300 mil toneladas por ano.

A Bahia vem também nessa corrida conquistando mais 18 parques eólicos no leilão de energia eólica do Governo Federal ocorrido neste mês de agosto: “Com os resultados de hoje, a Bahia consolida sua vocação para a energia renovável, chegando a 52 projetos eólicos em instalação ou previstos no estado. Quando estiverem funcionando, vão acrescentar cerca de 1.414,4 mil MW à rede elétrica. Além da garantia do suprimento de energia através de uma fonte limpa, a Bahia ganha investimentos importantes no interior, onde justamente o Governo quer investir mais em industrialização e gerar novos empregos”, diz o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.

Fonte: Correio Braziliense, Aneel, CRESESB, Ventos do Sul Energia

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Parque Olímpico do Rio de Janeiro


Vista aérea do Parque Olímpico
Acompanhando o processo de obras para os jogos que acontecerão no Brasil nos próximos anos, tivemos essa semana o anúncio do vencedor do concurso internacional para o Parque Olímpico do Rio de Janeiro. O projeto é do arquiteto britânico Bill Hanway, em parceria com Daniel Gusmão, da filial brasileira da Aecom. O escritório recebe prêmio de R$ 100 mil.

O projeto deveria indicar a localização e volumetria de prédios e arenas destinados às competições esportivas, bem como os espaços reservados para praças, ruas e jardins. Além disso, deveria sugerir volumetria para os futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área após os jogos de 2016.

O plano também contempla duas mil vagas de estacionamentos destinadas a veículos das comitivas oficiais, prestadores de serviços e patrocinadores. O concurso ainda tinha como premissa o desenvolvimento de um plano para evitar o escoamento de detritos para a Lagoa de Marapendi durante períodos de chuva.

A partir de uma "Via Olímpica", o projeto se estende por todo o terreno até chegar à outra ponta, onde haverá uma praça pública para 25 mil pessoas assistirem a transmissão de jogos. Cinco "vilas" - diversidade, beleza, sustento, saúde e ambiente -, serão distribuídas pelos espaços ao lado das curvas da via, para que o público possa descansar e se entreter longe do fluxo principal de pessoas. Haverá também um parque linear à beira da lagoa de Jacarepaguá.

O Centro Olímpico de Treinamento (COT) permanecerá após os jogos ocupando 25% da área do parque e deve abrigar espaços para a prática de 12 esportes olímpicos. Segundo o memorial, "será um marco arquitetônico com um legado Olímpico único, mas, em primeiro lugar, será um centro de excelência esportiva onde os atletas e as equipes poderão desenvolver seu talento”

O COT se tornará o coração do novo projeto urbano, que, segundo o escritório, se transformará em um ambiente urbano compacto construído em torno de uma rede de ruas e espaços abertos, abrigando espaços de moradia, trabalho e lazer. "Pretendemos garantir que o desenvolvimento do Legado traga benefícios de longo alcance para a vizinhança imediata do Parque e se integre ao ambiente natural constituído pelas montanhas e pela lagoa".

Esperamos realmente que tudo isso ocorra conforme planejado, que a cidade consiga receber esse legado para promover o desenvolvimento e o bem estar das pessoas que ali vivem.

Fonte: Piniweb – Mauricio Lima


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cidades para pessoas

O arquiteto Jan Gehl, responsável por mudar a cara de Copenhague nos anos 1960, ensina como criar cidades melhores para as pessoas, mostra que as cidades têm solução e dá a receita: pensar, em primeiro lugar, nas pessoas: “Cidades são feitas por pessoas e para pessoas. Somente mudam quando as pessoas mudam.”

Seu foco principal é melhorar o ambiente para pedestres, ciclistas e outras formas alternativas de transporte promovendo assim a sustentabilidade das cidades.

Em 1971 ele publicou seu primeiro livro, Life Between Buldings ("A vida entre os prédios", ainda sem versão em português) em que se debruça sobre o comportamento das pessoas nos espaços públicos. Se utiliza a Strøget, a primeira rua de pedestres de Copenhague, como laboratório para mostrar que priorizar as pessoas era o melhor para criar boas cidades.


Copenhague hoje é exemplo mundial de uma cidade boa para se viver onde um terço das pessoas usa a bicicleta como transporte no dia a dia. E tudo começou com uma mudança de paradigma 50 anos atrás.

Gehl diz que “ uma das coisas que descobri em todos esses anos de trabalho é que precisamos respeitar a escala humana. Em meu livro Cities for People ("Cidades para pessoas") eu falo, por exemplo, sobre a síndrome de Brasília , (grifo nosso) uma prática repetida em várias cidades do mundo. Brasília nasceu para ser uma cidade planejada, certo? Pois bem, quando a olhamos do céu, ela é incrível, mas quando a olhamos do chão, parece que estamos em uma maquete fora de escala. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir de nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível se locomover.”

“A escala humana é uma das chaves. Temos que criar uma mudança de paradigma aqui. Antes de pensar em mais ruas, ciclovias, transporte público ou mesmo na escala humana, é preciso pensar: que cidade queremos? E aí, o que importa não são os elementos do planejamento urbano, mas as coisas que nos fazem viver melhor. Quando os planejadores quiserem chegar aí e não, por exemplo, ao melhor sistema de mobilidade possível, aí sim estaremos em um caminho interessante para melhorar as cidades.”

“O planejamento urbano pode fazer as pessoas mais felizes? Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade. A pior coisa para a felicidade das pessoas é perder tempo paradas no congestionamento.”


Leia a entrevista da reporter Natalia Garcia na integra no site da Revista Vida Simples. Ela criou o projeto Cidades para Pessoas que se propõe a percorrer, durante um ano, 12 cidades pelo mundo e morar por um mês em cada uma delas para buscar novas ideias.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hush Pod

Pensando numa forma de se escapar para um lugar quieto mesmo estando em um lugar publico, a designer Freija Sewell criou Hush Pod (traduzindo literalmente: a vagem do silencio), um feltro muito confortável, macio e quentinho (isso não seria muito bom para nossas regiões quentes) em forma de casulo.

Costurado à mão a partir de um feltro biodegradável, esse objeto/espaço privado pode ser colocado em praticamente qualquer lugar publico como aeroportos, estações de trem, etc. para oferecer descanso em meio ao burburinho e ao stress, ou mesmo para um escape.

A ideia foi publicada pela Inhabitat depois de ser apresentada na ultima exposição de designers de Londres como um objeto que pode ser utilizado de diversas formas, desde uma simples poltrona super confortável até a possibilidade de se fechar como uma pétala garantindo a privacidade no seu interior.
Que tal ter alguns desses no aeroporto pra descansar ou passar a noite quando seu voo atrasar?


Photo © Ana Lisa Alperovich for Inhabitat

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Soluções simples podem reduzir consumo de energia

A eficiência energética e o consumo de energia de um edifício devem ser pensados desde o inicio da fase de projeto com a tomada de decisão de alguns itens primordiais para alcançarmos bons resultados.

Um bom exemplo está na reforma do edifício Paulo de Tarso de Montenegro (antigo Plavinil-Elclor), situado nas imediações da avenida Paulista, em São Paulo. O edifício foi projetado em 1961 pelo escritório Rino Levi Arquitetos Associados e abriga atualmente a sede do instituto de pesquisas Ibope.

A construção foi objeto do Concurso Otec de Eficiência Energética para Edifícios Existentes - Edição Ibope 2010 e poderá ter seu consumo de energia elétrica reduzido em 59% se forem implantadas as medidas previstas pelo projeto vencedor, desenvolvido por Iraci Miranda Pereira e outros.

As intervenções abrangem soluções simples e de funcionamento integrado como a substituição dos vidros atuais por versões de melhor desempenho e colocação de brises discretos de material reflexivo associados a prateleiras de luz instaladas acima das janelas.

Também está prevista a inclinação do forro dos pavimentos a fim de favorecer a reflexão nos pontos mais profundos dos ambientes.

O novo sistema integra luz natural e artificial com controle automatizado e sensores que acendem as lâmpadas somente quando a iluminação natural for inferior a 500 lux.

Outra medida importante foi a substituição dos antigos aparelhos de ar condicionado de janela. Na impossibilidade de implantar um sistema central, optou-se por splits de tecnologia avançada que combinam eficiência superior e consumo 40% menor.

Veja a reportagem na Arcoweb


Brises e bandejas de luz: melhor aproveitamento da luz natural
sem incidencia solar direta - Fonte: Arcoweb

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Oscar Niemeyer



O portal de arquitetura norte-americano ArchDaily realizou uma pesquisa sobre o número de fãs que “curtem” as páginas de arquitetos e de escritórios de arquitetura.

Não que eu ache que isso realmente faça diferença, mas pesquisas assim alimentam as estatísticas que de alguma maneira devem ser importantes senão não seriam feitas. Então o ranking das melhores escolas de arquitetura no mundo, as cidades mais caras do mundo, as cidades com melhor design do mundo, as melhores empresas de arquitetura, etc. e agora existe um ranking de fãs de escritórios de arquitetura no Facebook, rede social que mais cresce no mundo?

Voce sabia que Oscar Niemeyer ocupa o primeiro lugar desse ranking?

O que você acha que seria o fator definitivo dessa popularidade? Serão as características de seu trabalho, sua competência como arquiteto ou o que?

Será que ele, do alto de seus 103 anos sabe que é líder entre as páginas de arquitetos do mundo no Facebook?

Lista do ranking com o número de fãs:
1. Oscar Niemeyer / 228,850
2. Zaha Hadid / 216,231
3. Renzo Piano / 145,662
4. Santiago Calatrava / 143,821
5. Tadao Ando / 56,584
6. Peter Zumthor / 50,660
7. Herzog & de Meuron / 34,949
8. Jean Nouvel / 33,728
9. ALT arquitectura + obra / 29,381
10. OMA – Rem Koolhaas / 27,561
11. Bunker Arquitectura / 20,512
12. SANAA – Sejima & Nishizawa / 17,681
13. A-cero (Joaquín Torres) / 16,392
14. Toyo Ito / 15,500
15. Norman Foster / 13,012
16. Alvaro Siza / 11,431
17. BIG – Bjarke Ingels Group / 9,360
18. Daniel Libeskind / 8,762
19. Peter Eisenman / 7,743
20. Richard Rogers / 7,703

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Falando em Copa e Olimpíada



Já tive a oportunidade de expor aqui um pouco da minha preocupação com as obras destinadas à Copa e as Olimpíadas no Brasil. Como controlar os projetos para a Copa e Olimpíadas?
Como é que a sociedade e os profissionais podem acompanhar as tomadas de decisão em concursos, contas e prazos para as obras da Copa e das Olimpíadas?

"Obras ligadas aos eventos esportivos estão sendo pensadas e construídas nas principais cidades brasileiras, e incluem não apenas os próprios estádios, mas projetos de infraestrutura viária e urbana. O que seria uma ótima oportunidade para repensar as cidades, pode se transformar em oportunidade perdida, e com dinheiro público. A flexibilização da lei 8.666 (de licitações) permite um regime diferenciado de contratações, a proposta já passou pelo Senado e só espera a sanção presidencial - a princípio, para agosto. Estudos de viabilidade também vão e vêm. Em Cuiabá, por exemplo, houve um recente caso de mudança de projeto, ainda em busca de financiamento: de um corredor de ônibus que sairia 500 milhões de reais já aprovado com estudos de empresas especializadas, para um trem de superfície que custará 1 bilhão de reais. Como estar a par de tudo o que acontece? A maioria dos governos estaduais consultados diz que todas as contas estão disponibilizadas por sites específicos. Mas isso é suficiente? Como sociedade e profissionais podem acompanhar as tomadas de decisão em concursos, contas e prazos?"

Importante não perder de vista essas decisões.
Compartilho com voces a reportagem completa com várias entrevistas na Revista AU - clique aqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Casa Folha

Merece destaque um projeto residencial que tem feito sucesso em blogs internacionais: a casa Folha em Angra dos Reis RJ Brasil, projeto de 2008 do escritório Mareines + Patalano Arquitetura (Ivo Mareines, Paula Costa, Flávia Lima, Rafael Pretti e Rafael Patalano).

O projeto buscou inspiração em arquiteturas brasileiras indígenas, fruto de climas quentes e umidos como o local da casa, angra dos Reis, Rio de Janeiro. A cobertura funciona como uma grande folha que protege do sol todos os cômodos da casa, assim como os espaços livres entre eles. Esses espaços livres representam a essência do projeto, e como não poderia deixar de ser, são os espaços mais interessantes e mais utilizados pelas pessoas que frequentam a casa. Têm na maior parte das vezes um pé direito muito alto e permite que o vento dominante de sudeste venha frontalmente do mar em direção e através da casa, provendo a todas as áreas da casa, abertas ou fechadas ventilação e resfriamento passivo. Ecoeficiência low-tech, onde ela tem o maior poder de ação num prédio, o conceito do projeto arquitetônico.

Nos ambientes o contato com a natureza é inevitável. Cercada por muita vegetação a casa tem dois andares e aposta numa decoração rústica, a partir da utilização de materiais naturais em todas as superfícies de acabamento da casa, com exceção do vidro e do cobre: ardósia ferrugem em tiras, madeira natural, madeira de cruzeta de poste no piso do térreo, e tramas de bambu.

O vidro e o cobre patinado, que adquire um tom esverdeado e tem vida útil muito longa e a estética orgânica rica em detalhes com diferentes ritmos e texturas, provocou um fato interessante: a sensação de que a casa, nova em folha, parecer estar ali desde sempre, em grande harmonia com a natureza exuberante de Angra. A sensação de pertencer ao lugar.

Toda a estrutura da cobertura foi feita em madeira laminada de eucalipto, que devido ao seu processo de fabricação consegue ao mesmo tempo vencer grandes vãos ( 20 metros é o maior da casa) com facilidade e refinamento estético. O telhado, devido á sua geometria complexa é feita em pequenas peças de madeira (pinús). O eucalipto, assim como o Pinus são espécies plantadas para reflorestamento e usadas como matéria-prima consideradas renováveis, pela velocidade que atingem o momento ideal de serem colhidas.

Fonte: Vitruvius









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