quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Arquitetura - Instrumento de Inclusão Social

Aposto que voce como arquiteto/a nunca pensou na arquitetura como instrumento de inclusão social. Eu também não, até ler o artigo da arquiteta Sandra Perito. Achei muito interessante e importante a visão para ser considerada.

Segundo ela, os progressos da medicina tem aumentado em muito a expectativa de vida da população, aumentando consequentemente o percentual de pessoas idosas. Com a idade, as pessoas tendem a sair menos de casa, se tornam mais dependentes e com mais tendência à depressão e à desesperança.





Aquela residência muitas vezes adquirida com sacrifício durante a vida foi escolhida muito mais pelo custo, do que pelos seus aspectos de qualidade, durabilidade, adequabilidade e conforto. Esses aspectos ficam em segundo plano. Aliado a isso, o crescente déficit habitacional brasileiro é uma realidade indiscutível bem como o envelhecimento da população.

A habitação, nos moldes tradicionais, não considera as alterações que podem ocorrer ao longo da vida do homem, o que pode gerar um descompasso no seu uso. Projetos habitacionais geralmente não abordam, de forma sistemática, o uso futuro pelos moradores.

Uma arquitetura inclusiva garante ambientes apropriados, não só para idosos ou pessoas portadoras de deficiência, mas para todos. Quando se planeja um empreendimento, a questão do custo da construção é inevitável. Todavia, projetar incorporando características universais ou adaptáveis ao conceito de projeto, desde o início, normalmente gera pouco custo adicional à obra, por permitir que especificidades sejam adicionadas apenas quando necessárias. Além disso, todos os custos devem ser considerados: econômicos, estéticos, funcionais e humanos, além do custo social de se ignorar grande e importante parcela da população, os baixa renda e os idosos.

Projetos residenciais adaptáveis, que considerem as mudanças fisiológicas, físicas, sensoriais e psíquicas do homem, em todas as fases da vida, produzem boas soluções ambientais, livres de estereótipos e capazes de aumentar a autonomia e independência do usuário. E os arquitetos devem estar atentos à sua responsabilidade social, propondo edificações que considerem a diversidade humana e que garantam melhor qualidade de vida a todas as pessoas.

Leia a reportagem na íntegra.

Um comentário:

  1. Super interessante a matéria Ione!!! Acho que considerar todas as variáveis em um projeto , apesar de a princípio parecer excessivo, é uma tendência a ser incorporada em nossa forma de projetar assim como já são determinantes em um projeto de arquitetura a preocupação com a acessibilidade e a sustentabilidade.
    Grande abraço!!!
    www.arquitrecos.com

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