quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dreno Linear

Uma boa ideia para Box de banheiro é o Dreno Linear.
Fabricado em PVC rígido, resolve os problemas causados pelo uso da caixa sifonada dentro do box dos banheiros.

Sabe aqueles boxes onde a água fica empossada e não acha de maneira nenhuma o caminho para o ralo?

Esse problema fica solucionado com o dreno linear porque nesse caso o piso do box pode ser feito com apenas uma pedra, ou se for de cerâmica, com uma única inclinação. Facilita muito a mão-de-obra, pois elimina a necessidade de execução de recortes e diversas inclinações nos pisos cerâmicos.

Como o Dreno Linear tem comprimento variável, permite a montagem no comprimento exato da lateral de qualquer box. É muito fácil de instalar e, além disso, é oferecido em branco, bege ou cinza para harmonizar com as cores dos pisos. A limpeza é simples por se tratar de um perfil aberto com apenas uma tampa perfurada.

O escoamento é perfeito. A conexão de escoamento pode ser instalada em qualquer ponto do Dreno Linear e seu desenho garante a formação do vórtice de escoamento que evita o afogamento da saída de água.

O resultado final é sempre um acabamento de melhor qualidade, porque a presença do Dreno Linear passa despercebida dentro do box, devido suas pequenas dimensões.

Além do uso em boxes, o produto pode ser aplicado também em sacadas e varandas.
Fonte: Tecnoperfil




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ainda sobre planejamento


Quero me deter um pouco mais a respeito desse assunto: o planejamento. Isso porque percebemos que é um ponto nevrálgico que anda rondando as obras principalmente na esfera pública.

A necessidade de cumprir os prazos para fazer editais e licitações muitas vezes deixa prejudicada a parte do planejamento.

O papel do arquiteto que começa no levantamento das necessidades e na definição do programa se torna primordial. Esse levantamento, feito na maioria das vezes através da entrevistas com os usuários,  é que vai embasar todo o projeto. Nessa etapa é preciso detectar corretamente as necessidades e preferências,  definir exatamente a função do edifício, dimensionamentos, quais as atividades que vai abrigar de acordo com as possibilidades do terreno, dos condicionantes ambientais e dos usuários.

Um levantamento mal elaborado com certeza vai levar a modificações do projeto durante a obra e consequentemente, ao aumento de custos.

Como diria Sêneca (o filósofo) “Não há vento favorável para quem não sabe a que porto se dirige”.

Com o levantamento de necessidades bem executado é a hora da definição de um Plano de Projeto para guiar toda a execução e o controle. Em linhas gerais seria: o que vai ser construído, como será feito e para que será utilizado.

Bibliografia a respeito do assunto não falta, além do que, cada equipe trabalha de uma maneira. Mas basicamente,  o Plano de Projeto engloba 3 elementos principais:
-  o Escopo do trabalho (objetivos), 
-  o Plano de Ação (metodologia, atividades, tarefas e recursos a serem utilizados) e por último
-  a Avaliação (acompanhamento e avaliação da execução e dos resultados).

Alguns elementos dessa estrutura podem ter pesos diferentes dependendo do tipo de projeto e das características específicas. Particularidades afora, esta estrutura se aplica a praticamente todo tipo de projeto. Essas 3 partes são imprescindíveis, ou seja, não podem deixar de ser consideradas.

Vejo como o maior objetivo desse processo de planejamento, antecipar as ações de maneira a se alcançar o resultado esperado, atendendo os requisitos de prazo, qualidade e custo. Quanto mais realista e detalhado for o planejamento, menos teremos necessidade de “apagar incêndios” pelo meio do caminho.

Tomando os japoneses como exemplo, o lema é planejar primeiro de forma consistente para depois executar, ou ainda, planejar devagar pra construir mais depressa.

Ilustrações: Milton Kennedy

terça-feira, 8 de maio de 2012

Planejar é preciso


“Quase todas as obras públicas executadas no Brasil não terminam como planejadas ou não tiveram planejamento adequado.”

Essa foi a constatação de uma pesquisa do Jornal Estado de São Paulo, mas essa realidade já é evidente pra todos que trabalham de alguma maneira com essas obras. Somos um país com pouca tradição nessa área de planejamento, mas há alguns anos já estamos evoluindo no sentido da regulamentação de procedimentos e da obrigatoriedade de ações de planejamento.

Os problemas sempre aparecem durante a obra, novas necessidades que geram modificações de projetos, quando os prazos são estendidos, as tecnologias são alteradas, os materiais de construção trocados e, ainda por consequência, os preços acabam se tornando mais altos. 

Nessa bola de neve entram os intermináveis aditivos que além de tornar a obra mais cara e gerar atrasos consistentes, ainda privam a população daquele serviço ou bem público que está sendo construído.

Essa etapa de planejamento de obra é primordial para a qualidade do empreendimento e deve considerar prazos, custos, prever os impactos ambientais, elaborar diretrizes e padrões a serem seguidos durante a execução dos projetos. Esse planejamento é realizado basicamente com o estudo e análise crítica dos projetos, elaboração dos cronogramas financeiros, de atividades de treinamento e estudo do layout do canteiro de obras de modo a aperfeiçoar a realização das atividades previstas.

Uma obra sem qualidade implica necessariamente em maiores custos que é o resultado evidente da falta de um planejamento bem executado.

Uma entrevista do portal AECWeb identifica a origem desse problema ainda na universidade porque a maioria dos cursos de engenharia não ensina a planejar.

De acordo com o professor Eduardo Linhares Qualharini da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) o gestor de projetos deve ser pró-ativo e estudioso, ter visão de futuro, ter a mente aberta para rever conceitos, abrir mão dos modismos e aprender sempre, adotando soluções construtivas que evitem desperdícios.

Qualharini afirma que os profissionais da construção civil têm a característica de fazer tudo de maneira empírica e que, na maioria dos casos, não existe gestão do conhecimento. Para ele, é incomum o registro de informações sobre desenvolvimento das obras, seus problemas e soluções. “Normalmente, as escolas de engenharia ensinam cálculos, a pensar nas estruturas, a fazer e entregar a obra pronta, mas não mostram como fazer”.

Segundo o professor “Antigamente, para cada quatro prédios construídos um era jogado fora. Hoje, as estatísticas ainda não estão concluídas, mas estima-se que a cada três prédios um é descartado. Já melhorou, mas no Japão, cada edifício construído tem um desperdício de apenas 15% e nos EUA 20%. Temos muito que evoluir. Nosso gerenciamento ainda está engatinhando comparado a eles”, critica.

Desta forma o planejamento pode ser a base para essa racionalização do processo de construção. O redirecionamento de condutas e ações de controle resulta no aumento na eficácia e na efetividade das ações para concretização de obras públicas com qualidade evitando-se o desperdício. Além disso tudo, ainda é um meio de se evitar a corrupção e os desvios porque o gestor executará exatamente de acordo com o projeto, respondendo à responsabilidades de acordo com o que está assinado.

Fonte: Contrumanager
2leep.com