quinta-feira, 30 de junho de 2011

Iluminação e Arquitetura

Um dos meus temas favoritos para um projeto, sem dúvida, é a questão da iluminação. Na minha opinião é um dos elementos mais importantes na arquitetura. Não apenas a iluminação artificial, mas principalmente a natural.

A concepção da iluminação faz parte do projeto desde o momento criativo, quando se pensa nos efeitos de luz que queremos imprimir naquele ambiente de maneira a transformá-lo. A luz aplicada de maneira correta valoriza muito um ambiente.A iluminação natural tem uma característica interessante porque se modifica no decorrer do dia.

A iluminação artificial é diferente de acordo com a função do espaço, sejam eles comerciais, residenciais ou corporativos. O projeto luminotécnico precisa especificar a lâmpada e iluminação mais apropriada de acordo com o caso. As lâmpadas tem diferentes cores e temperaturas que proporcionam conforto visual e térmico ao usuário ao mesmo tempo em que gera incríveis efeitos nos espaços.

Visando a eficiência energética os designers tem se esmerado em novos desenhos de luminárias utilizando principalmente a tecnologia dos LEDs - economia de energia com alta qualidade de iluminação. Chamo a atenção para os lançamentos da última Euroluce, a feira de Milão cuja última edição aconteceu em abril deste ano (a próxima espero estar presente). La estão as grandes marcas como Flos e Foscarini, que convidam designers consagrados para desenhar suas peças. Entre os destaques percebe-se muita delicadeza e a leveza dos detalhes.
Agradeço o blog Disegno à Milanesa, pois foi o Felipe que de Milão, tem nos mostrado as maravilhas e novidades que acontecem por lá.

LED IS MORE - Design Davide Groppi

Design Davide Groppi


Design Davide Groppi

Lançamentos da marca Quasar


Luminária da Fabbian
 Fonte: Casa.com


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Parabens!!

Não poderia deixar passar esse dia 29 sem homenagear a pessoa que mais torce pelo meu sucesso (sem querer desfazer dos meus filhos, claro). Presença diária nos acessos a este blog e mesmo sem entender NADA de arquitetura, discute e incentiva todos os post.
Parabens amor pelo seu aniversário!

CEF - Incentivo à reciclagem da construção

A Caixa Economica Federal lançou dia 27/06 um concurso que estimula a reciclagem de resíduos de construção e demolição, e seu reaproveitamento nas obras, além de promover educação ambiental e mobilização social.

Como já dissemos aqui, os resíduos da construção representam de 40% a 70% dos resíduos urbanos que atualmente são lançados fora para engordar os volumes de lixões e aterros sanitários.

A chamada pública visa apoiar projetos de gestão de resíduos sólidos de construção e demolição, feitos por consórcios públicos e prefeituras municipais com mais de 100 mil habitantes ou instituições vinculadas. O Fundo Socioambiental Caixa reservou R$ 3,8 milhões para o concurso.

O Fundo Socioambiental Caixa recebe até 2% do lucro anual do banco para realizar investimentos em projetos sociais – de cidadania inclusiva e geração de trabalho e renda; e em projetos ambientais – de proteção da biodiversidade e para cidades mais sustentáveis.

Veja a notícia no site da Caixa

terça-feira, 28 de junho de 2011

De sobras de pneus para pista de atletismo

Em meio a tanta noticia ruim é sempre bom tomarmos conhecimento de atitudes positivas que acontecem no nosso país principalmente na área pública. Tenho o maior prazer em publicar aqui aquelas iniciativas que nos dão orgulho e alegria na tentativa de valorizar e estimular as boas atitudes para que se multipliquem cada vez mais em detrimento de tanta corrupção e descaminho do dinheiro público.

A fábrica da Pirelli em Feira de Santana – BA tem um programa pelo qual as sobras de borracha que não são utilizadas na fabricação de pneus (um total de 15 mil toneladas/mês) são doadas a um projeto social da cidade que trabalha com a recuperação e inclusão social de populações de baixa renda e em área de risco social – a Fundação de Amparo ao Menor de Feira de Santana (FAMFS). Não se trata de reciclagem de pneus usados e sim os restos da borracha que sobram no processo de fabricação e que normalmente iriam para os aterros sanitários. Na fazenda da fundação, seguindo as normas de preservação do meio ambiente, o resíduo chega em grandes bolas disformes de borracha, passa nas máquinas pelas mãos dos operários dessas comunidades e é então transformado em placas com 8mm de espessura que se destinam ao revestimento de pistas de atletismo.

O material resultante atende as especificações oficiais como piso sintético proporcionando uma taxa de retorno (impulso sobre o piso) de 4 a 5% aproximadamente o que evita lesões nas articulações dos atletas. Tem uma durabilidade entre 10 e 50 anos e é mais resistente que as pistas tradicionais de plástico.

As placas do material produzido não são comercializadas. São utilizadas apenas para suprir a demanda de escolas, universidades, órgãos públicas e ONGs que trabalham com objetivo social para que crianças e adolescente recebam aulas iniciação esportiva na modalidade de atletismo e noções de cidadania. A montagem da pista é feita com as placas de borracha que permitem o ajuste no tamanho de acordo com a necessidade.

Esse projeto é vinculado ao Projeto Pintando a Cidadania do Ministério do Esporte e já atendeu a cerca de 3 mil jovens, que deixaram as ruas e passaram a ter uma nova perspectiva de vida mantendo os primeiros contatos com o atletismo. A Pirelli é parceira deste projeto desde 2004. De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério do Esporte, cada pista feita com placas de borracha leva o tempo de seis meses para ser concluída e demanda a mão-de-obra de 39 pessoas. A primeira pista de atletismo foi inaugurada na própria Fazenda do Menor de Feira de Santana em 2006 contornando um campo de futebol existente e como é a única de material sintético na Bahia recebe constantemente competições e campeonatos de atletismo.

Até hoje foram feitas 7 pistas em todo o país, cada uma com 8 raias de 400m e a intenção é continuar proliferando a idéia, principalmente para escolas e universidades públicas com a finalidade de trazer cada vez mais jovens para o esporte tirando-os das ruas e da marginalidade.



A matéria prima doada pela Pirelli

O produto final



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bem Cultural e Sustentabilidade

O bem cultural em sentido amplo, compreende tudo que o homem produz, o testemunho do homem e seu meio, sem considerar as limitações derivadas de sua propriedade, uso, antigüidade ou valor econômico.

É necessário destacar a inseparabilidade entre o patrimônio cultural e meio ambiente no sentido de que políticas de preservação estão associadas a uma intervenção mais decisiva na cidade. Não ha como pensar o patrimônio cultural de uma cidade sem pensar na preservação de seu passado recente, que vive em sua paisagem natural e nos edifícios que trazem à memória o cotidiano antigo. O desafio contemporâneo tem aproximado a cultura da sustentabilidade como forma de garantir a perpetuação da identidade.

A obra do High Line de Nova York é uma obra que merece destaque no sentido de perceber e respeitar o significado do passado conseguindo integrá-lo na realidade de uma cidade dinâmica e viva.

O High Line é uma linha de trem urbano localizada no West Side de Manhattan, num bairro chamado de Meatpacking District, onde antigamente existiam realmente vários açougues. Hoje tornou-se um bairro boêmio e bem freqüentado devido aos seus vários bares e restaurantes.

Construído nos anos 30 com estrutura metálica em elevado, tinha o objetivo de afastar do nível das ruas da cidade os perigosos comboios de mercadoria que eram transportados no trajeto do trem. O ultimo trem que passou por lá, porém foi foi em 1980 e a estrutura ficou abandonada desde então. O projeto de revitalização foi conjunto entre o paisagismo de James Corner Field Operations e a arquitetura de Diller Scofidio+Renfro que transformou a secção do tabuleiro do trem num parque linear elevado com comprimento de 2,33km.

Todo o componente estrutural foi testado para evitar riscos. O novo park reaberto ao público no início do ano de 2011 oferece ao usuário um descanso das caóticas ruas de downtown desfrutando de vistas ininterruptas do Rio Hudson e dos arranha céus que se intercalam entre vegetação, decks e bancos. O pavimento utilizado é modular e em alguns pontos permite o crescimento de algumas espécies. A iluminação é feita através de um sistema eficiente de leds.

Fonte e imagens: Inhabitat e Archdaily





sexta-feira, 24 de junho de 2011

Você sabe o que é Greenwashing?

Imagem: clipart.com
Nada a ver com lavar o verde ou algo parecido.
GREENWASHING é a propaganda ecológica enganosa .

Com o crescimento da preocupação em consumir produtos que gerem menos impactos ao meio ambiente, muitas empresas divulgam ações de responsabilidade socioambientais ou características mentirosas do produto com a finalidade de passar uma imagem ecologicamente responsável que não condiz com a realidade.

Pra quem não sabe, já por duas vezes nosso país ficou em segundo lugar na pesquisa Greendex 2009 e 2010, realizada pela National Geographic Society no ranking dos países mais preocupados com o consumo consciente, atrás apenas da India.

Ao mesmo tempo outra pesquisa realizada pela Market Analysis, mostrou que os produtos brasileiros são os que usam menos apelos em suas embalagens para dar ao consumidor uma falsa impressão de preocupação ambiental. Ainda assim, a prática é frequente: 90% de todos os produtos nacionais analisados pela pesquisa possuem algum tipo de apelo ecológico, a maioria deles no segmento de cosméticos e higiene pessoal.

Não estamos livres entretanto dessa prática em meio à construção civil. Para isso, é importante sabermos avaliar corretamente os produtos utilizados de maneira a identificar e distinguir os apelos ecológicos mentirosos.

Para diminuir o engano devido ao greenwashing, os pesquisadores da Market Analysis dão uma dica aos consumidores: é preciso procurar, sempre, nos rótulos dos produtos, os selos oficiais das entidades comprometidas com a responsabilidade socioambiental. Entre elas: o Procel, de economia de energia, e o FSC, que atesta os produtos que não contribuem para o desmatamento das florestas

(para saber mais, leia a reportagem Como os selos verdes podem ajudar)

Saiba como identificar quando uma empresa está mentindo sobre sua preocupação com o meio ambiente identificando os 7 sinais da propaganda ecológica enganosa:
1. Palavras Vazias - uso de termos cujo significado é obscuro geralmente em ingles como "eco-friendly"
2. Imagens sugestivas - a foto sugere um jeito impossível como flores brotando do escapamento do carro.

3. Amigos imaginários - selos que parecem os fornecidos por órgãos independentes mas não são.
4. Relativo, mas não absoluto - ser mais verde que os concorrentes pode não ser bom, se os outros forem terriveis.
5. Falta de credibilidade - o produto pode ser ecológico o que não significa que seja seguro ou saudável.

6. Linguagem hermética - vocabulario ou dados técnicos que apenas os especialistas entendem.

7. Fala mas não prova - além do discurso é preciso mostrar evidências que comprovem o que é dito.

Fonte: Planeta Sustentável



terça-feira, 21 de junho de 2011

Plastico - herói ou vilão da sustentabilidade

Transcrevo - na íntegra - matéria do ADForum escrita pela Arquiteta Ignez Ferraz , muito interessante pra diferenciar entre os diversos tipos de plástico. Dou a ela os créditos porque eu não poderia ser mais clara e didática.

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PLÁSTICO é a denominação de uma família de materiais sintéticos, facilmente moldáveis - amolecidos por calor ou solventes - podendo receber aditivos (estabilizantes, dando resistência a calor) e pigmentos (cores).

O regador "Vallö" desenhado pela neerlandesa Monika Mulder (azul) vende trinta mil unidades por semana. Ela faz parte do grupo sueco IKEA, fundado em 1943 por Ingvar Kamprad, quando tinha apenas 17 anos.

Há plásticos que têm como matéria-prima substâncias naturais, como a celulose (vegetais) ou a caseína (leite) e outros que provêm de uma resina sintética, criada pelo homem. E é aí que eles começam a se diferenciar entre `mocinhos e bandidos' atuais, já que hoje só se fala em sustentabilidade e ecologia.

Classificam-se em duas categorias: os termoplásticos (heróis), que, por não sofrerem mutação na sua estrutura, podem ser reaproveitados em novas moldagens - como os derivados da celulose (pvc, polietileno, policarbonato, poliestireno); e os termofixos (vilões), que não podem, como os fenólicos, uréicos e a melamina (laminado tipo "formica").

Dizem que nas novelas os vilões são sempre mais interessantes, mas como fui educada para ser uma `boa moça' tratarei apenas da família dos `mocinhos'("do bem", termo moderninho) mais conhecidos:

Resina de poliéster - Pode ser translúcida, opaca ou colorida por pigmentos, não necessitando de formas caras, o que a viabiliza em pequena escala.

Acrílico - termoplástico pertence ao grupo das resinas metacrílicas (o mesmo que metacrilato). Mas atenção: como estes materiais podem ser arranhados, é bom que sejam utilizados apenas nas superfícies verticais.
Therese - Buro Vormkrijgers para Cultivate/ 2006


A irreverência está num momento muito popular do desenho industrial, mas ao contrário do POP dos anos 60, baseia-se, sobretudo, na reinterpretação de peças clássicas - Vintages e Retrôs.

Esta luminária projetada pela dupla holandesa (que se dissolveu após cinco anos de sucesso) renova o conceito ortodoxo do candelabro.

É composta por 16 folhas de PMMA (polimetilmetacrilato, vulgo plexiglas) iluminadas por um bulbo fluorescente central, que lhe proporciona uma luz quase surreal.

Corian - a combinação entre minerais naturais e acrílico de alta qualidade forma uma superfície resistente de fina espessura, que também pode ser translúcida. Mas atenção: apesar de ser material considerado `do futuro' o corian ainda
é bem mais caro do que outros `do passado'.

Strip - Michel Boucquillon para Acquamass Banheira suspensa projetada com uma única folha de corian. Estas peças ultraleves, também conhecidas como móveis-folhas, são comumente executadas em alumínio (técnica da termoformatação), mas o corian tem a vantagem de possibilitar curvas softs
OPS Lamp - Studio I.T.O Design para a Du Pont/ 2006 Estes pendentes com desenhos internos proporcionam um visual surpreendente fantasmagórico. Como parte da luminosidade das lâmpadas é retida pelo corian, sua proposta é mais decorativa.
Poliestireno - Polímero duro e quebradiço, muito utilizado em copos.

Poliestireno Expandido - mais conhecido como isopor.

Polietileno e Polipropileno - possibilitam uma superfície maleável como luvas plásticas, cortinas para boxes, copos descartáveis, tapewears...

Simplex - Azúamoliné para Cosmic - 2005
Esta pia simples moldada em poilipropileno também pode ser usada numa função híbrida como tanque

PVC - termoplástico antes utilizado para tubos e condutores, hoje se aplica a quase tudo - dos pisos aos forros, passando por esquadrias e mobiliário. Mas atenção: por não ter muita resistência mecânica, o PVC deve possuir uma `alma metálica' quando necessitar rigidez.

Vaso Nembus de Julia Dozsa para a Dríade em vinil ou PVC (policloreto de vinila) soprado que pode se moldar de diversas formas quando se coloca água dentro. As caixas, também sopradas em cores fluorescentes (ou, popularmente,"FLUO"), contêm uma estrutura metálica para armá-las.

Policarbonato - Termoplástico da família dos poliésteres muito conhecido por ser resistente como aço e transparente como vidro, substituindo-o em todas as aplicações - pode ser comercializado transparente ou opaco. Mas atenção: seu custo é muito superior ao do vidro.

Para finalizar, gostaria de homenagear Patrick Jouin, um dos grandes nomes do design mundial em ascensão, que já foi eleito o "designer do ano" no "Maison & Objet". Trabalhou com Philippe Stark (ora, ora, quel surprise!), desenhou louça para o restaurante de Alain Ducasse em Londres, e hoje tem seu mobiliário produzido pela Cassina.
Escolhi o objeto que conjuga o que ele tanto preza - tecnologia e arte: a faca que desenhou para Nutella, com cabo de teka em lâmina de plástico. Sua frase é a síntese do pensamento contemporâneo:

"SIMPLIFICAR, MAS NÃO A PONTO DE NADA EXPRESSAR".

 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sustentabilidade na Administração Pública

Quantas vezes você viu prédios públicos com todas as luzes acessas à noite? Apesar de sabermos que existem mesmo pessoas que ficam até mais tarde, é certo que não há pessoas trabalhando em todas as salas até altas horas da noite.

Com certeza essa não é uma prerrogativa apenas de prédios públicos, mas na iniciativa privada isso é mais difícil de acontecer porque o custo desse desperdício pesa no bolso dos empresários. O descaso pelo dinheiro público no sentido da economizar energia, poupar papel e recursos ainda é frequente no nosso país.

A decisão de buscar alternativas para conciliar desenvolvimento econômico e equilíbrio ambiental não deve ser apenas da população. Governantes e gestores devem ser os primeiros a dar o exemplo.

Mesmo sem percebermos ainda alguma mudança na prática, algumas iniciativas já tem sido tomadas nesse sentido. Servidores públicos ou não, é bom tomarmos conhecimento dessas iniciativas até como forma de acompanhar esse processo.

A Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P é um projeto que se iniciou no Ministério do Meio Ambiente, em 1999, e possui um papel estratégico na revisão dos padrões de produção e consumo e na adoção de novos referenciais em busca da sustentabilidade socioambiental, no âmbito da administração pública. A A3P tem por objetivo estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios de gestão ambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia de recursos naturais e à redução de gastos institucionais por meio do uso racional dos bens públicos e da gestão adequada dos resíduos. O pdf está disponível no site do MMA – veja aqui


Digno de nota é também o projeto Esplanada Sustentável em andamento desde o final do ano de 2010 no Ministério do Planejamento. Trata-se de um projeto-piloto que compreenderá inicialmente serviços de revitalização das instalações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) incluindo a construção de um edifício anexo e prestação de serviços de gerenciamento, manutenção e operação de infraestrutura. Depois de aprovado, poderá ser estendido aos demais ministérios. Esse projeto está em fase de apresentação de propostas pela iniciativa privada porque será executado através do sistema de Parceria Pública Privada PPP.Veja aqui


Temos também a cartilha Edifícios Públicos Sustentáveis do Senado Federal publicada em 2010 parte do programa Senado Verde que dá ótimas dicas de como implementar os critérios sustentáveis nos edifícios públicos. A cartilha aborda temas específicos como a questão das compras sustentáveis e a importância de o gestor público conhecer o conceito das construções verdes além de mostrar como os investimentos em sustentabilidade podem se reverter em economia para o órgão público. O site do IAB disponibiliza o pdf da cartilha no link.
A Companhia Energética de Brasília (CEB) também continuará a investir em 2011 em dois projetos para melhorar a iluminação, reduzir de consumo em escolas no Distrito Federal e automatizar sistemas elétricos em edifícios do Governo Federal como parte do programa obrigatório de pesquisa e desenvolvimento e e eficiência energética. Na Esplanada dos Ministérios, a CEB está implantando um sistema de iluminação do Ministério de Minas e Energia (MME) que consiste na automação da operação dos sistemas elétricos existentes e a instalação de sistemas eficientes de controle de iluminação do Ministério de Minas e Energia (MME).

Fonte Revista Sustentabilidade

Se você souber de mais algumas iniciativas no setor público na direção da sustentabilidade nos encaminhe informações a respeito. Boas atitudes devem ser divulgadas até como incentivo a outros que desejam trilhar um caminho melhor.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Qual a civilização que queremos?


Para quem ainda acha que essa estória de sustentabilidade é modismo que vai passar, recomendo um texto do André Trigueiro. Jornalista reconhecido por sua visão ambiental, o texto reforça a idéia de que estamos no tempo de mudar a mentalidade do ser humano, de diminuir o desperdício, de mudar de paradigma para preservar não só as nossas vidas como o nosso planeta.
Como ele diz:

“Não basta seguir à risca a legislação ambiental para ser sustentável.
Ser eco-eficiente nos meios de produção atenua impactos, mas não resolve a questão.
A obtenção de selos e certificações confirma o compromisso de fazer o melhor possível, mas fazer o melhor possível nem sempre é o suficiente.

É dura a constatação de que a sustentabilidade – entendida como conceito central de um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades – ainda é uma utopia.
...


Qual a civilização que queremos?

A que reforça as expectativas de que, para sermos felizes precisamos consumir, um dia, o que um americano médio possui (mesmo sabendo de antemão que não há planeta suficiente para isso)?

Ou podemos almejar outro modelo civilizatório, onde todos tenham direito a uma vida digna e plena, com a satisfação de suas necessidades básicas – alimentação, saúde, moradia, educação, lazer, etc – e a chance de cada um poder desenvolver suas potencialidades?

Nessa civilização, os meios de produção seriam capazes de satisfazer necessidades demarcadas por uma realidade inexorável: ou a economia se ajusta aos limites do planeta, ou não haverá planeta para suportar a economia.”
...

É tempo de uma “nova dimensão ética que já é realidade onde exista a compreensão de que aquilo que não for bom para todos, não será bom para ninguém”.

André Trigueiro


Leia o texto na íntegra no site

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Casa no Lago

Passeando pelos blogs que sigo encontrei um belo exemplo que quis compartilhar, de uma casa completamente entrosada no ambiente que se insere.

Localizada na cidade de Bigfork, em Montana-US, nas proximidades do Lago Flathead e do Parque Nacional Glacier, trazer a belissima paisagem para dentro de casa era critério obrigatório.

A originalidade das paredes formadas de madeira da região, a cobertura verde, a utilização dos grandes panos de vidro, materiais de construção e mobiliários rústicos e naturais conferem ao projeto uma atmosfera perfeitamente adaptada à paisagem.

Vejam a postagem no blog Arquitetura do Imovel cuja reportagem original é da Revista Pure Green Magazine



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Painéis de aço pre-pintados


Uma boa opção para quem está envolvido com projetos comerciais, industriais, hospitalares ou até mesmo salas frigoríficas de restaurantes são os Painéis Isojoint® Wall PUR/PIR fabricados pela Isoeste. Constituídos com um núcleo de PUR (poliuretano) de alta densidade e PIR (poliisocianurato) e revestidos com chapa de aço pré pintado possuem fixação com os parafuso escondidos, proporcionam um excelente acabamento estético para fechamentos em geral e fachadas.

As vantagens além do isolamento térmico/acústico que gera economia de energia para climatização, da praticidade e rapidez de montagem, incluem também a possibilidade de um acabamento perfeito entre as placas de aço pré-pintadas, possibilitando a utilização até mesmo em divisórias de salas limpas de hospitais e clínicas.

As placas são fabricadas em diversas espessuras e tipos de acordo com a aplicação, geralmente com a largura de 110cm e em 5 cores básicas com a possibilidade de outras cores sob consulta. O acabamento da chapa de aço de revestimento também difere entre lisa e frisada.
Cores Basicas
Maiores informações no site da Isoeste




terça-feira, 14 de junho de 2011

Transporte Público Sustentável

Em 2014 estaremos sediando a Copa do Mundo de Futebol no Brasil e por isso, por exigências da FIFA, vários obras terão que ser feitas nas cidades-sedes: estádios, hotéis, estradas, portos e aeroportos entre outras que devem melhorar a visibilidade do país para o mundo.

Um assunto muito discutido está relacionado aos sistemas de transportes coletivos. As pessoas precisarão de mobilidade e conforto para assistir aos jogos, se locomoverem e para o turismo. As discussões giram em torno da eficiência de basicamente dois modelos de transporte de massa: o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

É consenso geral que uma rede de metro integrada com outras modalidades de transporte urbano, é o que se pode ter de melhor numa cidade com mais de 1 milhão de habitantes. Prova disso que as grandes metrópoles mundiais construíram suas redes, há mais de um século, a exemplo de Londres, Paris, Buenos Aires, Moscou e Nova York. Com o advento dos motores a eletricidade, no início do século passado, os trens subterrâneos e os bondes passaram a circular no subsolo e nas superfícies das vias.

Os ônibus vieram para suprir a demanda dos trajetos que não podiam ser alcançados pelos sistemas ferroviários urbanos, que tinham implantação mais lenta e custos elevadíssimos. Temos vivido uma realidade onde o transporte de massa não tem suprido as necessidades obrigando o uso cada vez maior do veículo particular, gerando complicações de transito, estacionamento entre outras que todos nós conhecemos. O crescimento da frota de veículos particulares que tem-se dado numa taxa de 10% ao ano é “insustentável”.

O sistema BRT cuja sigla já foi traduzida para o português por TRO (Transporte Rápido por Ônibus) alia as vantagens do ônibus e do metro. Sai na frente pela flexibilidade e rapidez de implantação e pelo custo. Basicamente, de acordo com o sub-secretário municipal de transporte do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Gonçalves Maiolino “Para cada real gasto no BRT, seriam necessários três para o VLT e dez para o metrô”. Ao mesmo tempo a implantação de um metrô leva nove anos, a da BRT apenas dois. Segundo Maiolino, o BRT tem capacidade para transportar 45 mil passageiros por hora, por sentido. (Confea)

Apesar de tambem necessitar de uma via exclusiva, a flexibilidade do BRT, por se tratar de veículo sobre pneus é muito maior, não sofrendo tantas limitações quanto às linhas do VLT e do metrô que dependem de certas inclinações máximas, raios de curvas limitados o que restringe em muito os circuitos e as condições de implantação. Principalmente em cidades muito adensadas.

Não estou defendendo a substituição do metrô pelo sistema BRT. Trata-se apenas de uma complementação mais rápida de ser implantada considerando as urgentes necessidades por que passamos hoje. Todo sistema de transporte eficiente deve considerar integração entre as diversas modalidades. Assim conseguiremos atender a demanda das grandes cidades.

De Curitiba onde a idéia foi concebida e implantada vem o bom exemplo que temos no Brasil. Depois para Bogotá, França e Inglaterra onde o sistema foi sendo aperfeiçoado temos hoje cerca de 160 projetos em todo o mundo. Sendo assim, não é um retrocesso como muitos pensam retornar a um veículo sobre pneus.

Pelo contrário, dispomos de uma tecnologia de transporte urbano de alta capacidade, que pode ser implantada a custos praticáveis e em tempo recorde, e o melhor de tudo, que não usa combustíveis fósseis. A alimentação do BRT é elétrica como a do VLT e do metrô.

Não é por acaso que Londres prepara-se para as olimpíadas de 2016 incluindo o BRT como fator de mobilidade e de expansão da rede de transporte, seguindo exemplo de Xangai, Los Angeles, Nova York, Bogotá, Santiago, Cidade do México, dentre outras


BRT de Curitiba

BRT de Curitiba
VLT de Paris

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O que é, o que não é reciclavel

A coleta seletiva e a reciclagem de lixo tem um papel muito importante para o meio ambiente.
Aqui em Brasília estamos aprendendo a fazer a seleção e destinação do lixo de maneira adequada. Geralmente nos condomínios, há a necessidade de separarmos os resíduos entre recicláveis e não recicláveis, ou seja, secos e úmidos.
Mesmo assim, precisamos tomar certos cuidados se quisermos observar a correta destinação. Como isso tem gerado algumas dúvida que a tabela abaixo pode esclarecer:


*  Fraldas descartáveis são recicláveis (KNOWAST), mas no Brasil não há essa tecnologia (ainda). Portanto não há destino alternativo aos lixões e aterros sanitários para fraldas descartáveis no Brasil. Logo, fraldas descartáveis não se configuram como materiais recicláveis no nosso contexto.

De acordo com a Resolução CONAMA n º 257 e 2 6 3 , de 1999 as pilhas de uso comum, como as vendidas em supermercados – alcalinas comuns e as de tipo botão usadas em relógios, calculadoras ou marca-passos não podem ser queimadas, descartadas a céu aberto ou em corpos dágua. Devem ser acondicionadas adequadamente e depositadas nos ecopontos.

Já as baterias de celular, automotivas e industriais devem ser devolvidas aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada para que sejam reutilizadas ou recicladas.

Fonte: Setor Reciclagem

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aquecedores Solares

O Sol emite constantemente enormes quantidades de energia, da qual apenas uma pequena fração atinge a Terra. Contudo, o volume de energia solar que recebemos do sol em um dia é mais que suficiente para cobrir a demanda energética mundial de um ano. Sendo assim, o sol se constitui uma, senão a maior, das fontes de energia limpa que pode ser utilizada para aquecimento em edificações.
Não é uma tecnologia tão nova assim, mas para o público usuário em geral, ainda existem muitas dúvidas a respeito do funcionamento e de como é feito o sistema.

Um sistema básico de Aquecimento de água por Energia Solar é composto de coletores solares (placas) e reservatório térmico (Boiler).

As placas coletoras são a parte responsável pela absorção da radiação solar. O calor do sol, captado pelas placas do aquecedor solar, é transferido para a água que circula no interior de suas tubulações.

O reservatório térmico, também conhecido como boiler, é um recipiente para armazenamento da água aquecida. Normalmente são cilindros de cobre, inox ou polipropileno, isolados termicamente com poliuretano expandido sem CFC, que não agride a camada de ozônio. Desta forma, a água é conservada aquecida para consumo posterior. Nesse reservatório normalmente existe um termostato elétrico que garante a temperatura da água armazenada.

O reservatório deve ser colocado sempre num nível que seja ao mesmo tempo superior ao nível dos coletores, e inferior ao nível da saída de água da caixa dágua.



A água fria que vem da caixa d’água se aquece quando passa pelos coletores e alimenta o reservatório térmico, mantendo-o sempre cheio. A circulação da água entre os coletores e o reservatório térmico em sistemas convencionais, se faz através de um sistema natural chamado termossifão quando a própria água fria empurra a água quente, pela diferença de densidade. Podem ser também utilizados sistemas de motobombas em um processo chamado de circulação forçada ou bombeado, normalmente utilizados em piscinas e sistemas de grandes volumes.

Em áreas como Brasília onde temos o sol brilhando durante a maior parte do ano, esse sistema é muito eficiente. Mesmo no inverno com clima mais frio, o céu limpo de nebulosidade garante o perfeito aquecimento da água. Posso dizer por experiência própria que o sistema funciona muito bem para o clima de Brasilia possibilitando inclusive o desligamento do termostato elétrico do boiler porque a água aquecida pelo sol é suficiente para o uso de uma residência sem a necessidade de utilização da energia elétrica.

Apesar do custo inicial muitas vezes parecer alto, na prática, a economia de energia para uma residência com o aquecimento solar gira em torno de 70% por mês. Então na verdade é um investimento que se paga em um período relativamente curto que varia entre 18 e 36 meses.

A dúvida ainda permanece quando da escolha do tipo de sistema adequado. Atualmente o mercado oferece vários tipos de coletores que variam também nos preços: os mais utilizados são o de placas planas, o a vácuo e ainda o de tubos. Para a opção mais acertada, não apenas o custo deve ser avaliado. Cada sistema deve ser sempre analisado através de uma avaliação do projeto por profissional especializado.



Alguns exemplos que voce encontra na internet
2leep.com