quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Arquitetura de escola sustentável



Bons exemplos sempre devem ser muito falados, propagados e seguidos em todo o país. Principalmente quando se trata de arquitetura escolar que tem sido um dos nossos focos.

Desta vez o modelo vem do Rio de Janeiro num projeto desenvolvido pelo escritório de arquitetura Arktos para uma escola estadual. Quem disse que escola pública tem que ser coisa barata, feia e sem graça? Estamos cansados de ver escolas públicas que mais parecem um presídio. Ao contrário, o recurso público deve ser bem utilizado em algo de qualidade que possa durar muito tempo e dar pouca manutenção. É aí que entra a inovação e a tecnologia.

De acordo com a reportagem esta é a primeira escola na América Latina a receber o selo LEED Schools do Green Building Council.

A Escola Estadual Erich Walter Heine se localiza ­em meio a uma comunidade carente de Santa Cruz, uma região da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro cujas temperaturas chegam fácil a 40°C no verão. Por isso, uma das maiores preocupações da proposta foi criar mecanismos que garantissem o conforto ambiental no interior do prédio, mantendo, porém, elevados índices de eficiência energética.

Alguns pontos a gente vem sempre falando aqui neste blog quando se trata de arquitetura para edifício escolar:

1. Implantação levando em conta a insolação e a direção dos ventos predominantes;

2. Setorização de funções;

3. Ventilação cruzada – neste caso a proposta ainda se utilizou de uma claraboia e da modulação dos blocos com afastamento entre eles de maneira a facilitar a ventilação;

4. Aparelhos de ar condicionado quando necessários devem ser do tipo inverter que funciona como um inversor de frequência controlando a velocidade de compressão do ar condicionado: quanto menos calor precisar ser retirado do ambiente, menor será a velocidade do compressor e vice-versa;

5. Utilização do telhado verde que reduz a amplitude térmica da edificação além de economizar água potável com a reutilização das águas cinzas;

6. Opção por revestimentos adequados que minimizam a manutenção e contribuem para a melhoria do clima do interior da edificação, principalmente nas circulações cujos revestimentos devem ser impermeáveis pelo menos até 1,10m;

7. Acessibilidade para todos;

8. Gestão de resíduos;

Vale a pena ver a reportagem completa no link da ArcoWeb.

 



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