terça-feira, 13 de maio de 2014

Calçadas - o desafio de cada um

Brasília tem aspectos dos quais todo pedestre desta cidade deve se orgulhar como é o caso do respeito dos motoristas às faixas de pedestre.

Verdade que ultimamente temos perdido um pouco em relação ao que era antes, mas sem dúvida, esse costume está arraigado aqui. Experimente dar sinal de braço e atravessar uma rua numa faixa de pedestre no Rio ou em São Paulo. Você vai ser atropelado.

Em compensação, no que diz respeito às condições das calçadas para o transito de pessoas que se deslocam à pé, Brasília ainda tem muito que progredir. Calçadas cheias de falhas, descontínuas, desniveladas e esburacadas estão entre os principais problemas encontrados. Isso quando não trombamos em um poste, uma placa ou numa árvore que permaneceu no meio da calçada.

Em alguns setores como no Setor Comercial Sul, as calçadas tem degraus que impossibilitam completamente o trafego de cadeiras de rodas e dificultam sobremaneira o transitar de pessoas idosas ou com dificuldade de locomoção.

Famosa pelo seu planejamento urbano, Brasilia possui longas distâncias com ausência de calçadas obrigando as pessoas a andarem por gramados intermináveis e canteiros que não foram destinados aos pedestres, mas por onde é possível fazer uma linha reta para andar menos. Surgem assim os chamados “caminhos de rato”, aquelas marcas no gramado onde a frequência da caminhada mata o verde e descobre a cor da terra.

As vezes pequenas obras podem causar um bem estar imenso aos habitantes. Uma dessas obras é manter as calçadas seguras, livres de barreiras e de armadilhas para os pedestres. Haja vista as belas ciclovias que foram feitas na cidade, acabam por ser usadas como calçadas mesmo que tenham sido feitas bem ao lado das calçadas existentes. As pessoas preferem andar pela ciclovia porque é mais larga, sinalizada, etc.

Entre fevereiro e abril de 2012 a equipe do portal Mobilize Brasil saiu pelas ruas de algumas capitais brasileiras para avaliar a situação das calçadas do país. Afinal, calçadas com boa qualidade são equipamento fundamental para a mobilidade urbana sustentável.

Na pesquisa a cidade que conquistou a maior média, em uma pontuação de 0 a 10, foi Fortaleza (7,60), seguida por Belo Horizonte (7,05) e Curitiba (6,83). Brasília ficou na 7ª posição, com 5,98.

A pesquisa avaliou oito itens: regularidade do pavimento, degraus, obstáculos, existência de rampas de acessibilidade, largura, sinalização, iluminação e paisagismo em ruas e áreas com alta circulação de pedestres, como estações de transportes, proximidades de hospitais e ruas comerciais.

De acordo com a pesquisa, Brasília tem calçadas largas, planas e arborizadas, mas falta manutenção.“De forma geral, em todas as cidades avaliadas constatou-se certo descaso das autoridades quanto à conservação das calçadas, especialmente por conta das frequentes obras realizadas por concessionárias de serviços de água, gás, energia e telefonia. Raramente após uma obra a calçada é restaurada conforme seu padrão de qualidade original, o que resulta em feias cicatrizes, desnivelamentos ou simplesmente em buracos abandonados ao sabor do tempo.”, detalha o levantamento.

Discordo um pouco desse ponto de vista. Às vezes não é nem descaso das autoridades que estão sempre projetando e construindo novas calçadas a todo o tempo. É sim responsabilidade de todos os moradores e comerciantes que não se conscientizam da importância de conservar e recuperar os passeios na porta de sua casa ou loja. Muitas vezes esses são os primeiros a depredar ou quebrar e depois esperar pelo poder publico para consertar.

Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos moradores da capital tem algum tipo de deficiência. Nesse universo, 63,71%, sofreram perdas visuais sérias. Em seguida, vêm aquelas com dificuldades motoras que representam 18,02% do conjunto. Em todo o Distrito Federal ainda faltam rampas, meios-fios rebaixados, semáforos sonoros e pisos táteis.

Calçadas devem ser suficientemente largas e, sempre que possível protegidas por arborização para conforto de quem anda sob o sol, e bem iluminadas, para quem caminha à noite.

E, ainda, calçadas devem ser complementadas por faixas de segurança,  equipamento básico para a travessia segura das ruas. Além disso, sinalização tátil, semáforos especiais, placas de sinalização e outros equipamentos de segurança podem ser necessários nas vias de maior movimento.

Fonte: Mobilize, G1, Veja






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