quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Esporte a partir de resíduos de borracha

Não tenho aqui a mínima intenção de fazer propaganda do governo. Longe disso. Ultimamente não temos muito que nos orgulhar com tanta corrupção, impunidade e desvio de dinheiro publico.

Por isso mesmo acho importante divulgar as iniciativas que dão certo, coisas boas que nos dão alegria e orgulho. Uma delas que conheço bem de perto é o trabalho desenvolvido na Bahia fruto de convênio com o Ministério do Esporte. Não só pelo apelo ambiental porque aproveita resíduos de borracha como também pelo aspecto social, produzindo emprego para comunidades carentes e gerando renda, além de suprir as necessidades de material esportivo das escolas publicas. Melhor do que qualquer bolsa fome, esse é o tipo de coisa que o governo deve manter a todo custo porque beneficia milhares de pessoas proporcionando trabalho e cidadania.

Já comentei anteriormente aqui a respeito da fabricação de placas de pisos de borracha para pistas de atletismo a partir de resíduos de borracha doados a uma Fundação de Feira de Santana-BA que atende jovens e pessoas de comunidades carentes da região desde 2004. Esse post está entre os 5 mais lidos. A produção mensal desse item gera em torno de 5,4 mil placas.

A fundação conta mensalmente com doações de 35 toneladas de restos de borracha utilizados para acabamento dos carros da fábrica da Ford em Camaçari e mais 15 toneladas de resíduos de pneus da fábrica da Pirelli.

A novidade agora é a confecção das pistas de atletismo móveis a partir do mesmo resíduo utilizado para as pistas fixas. Como é isso? Experiência inédita que levou um ano pra dar certo. A empresa que faz a tecnologia da borracha também estudou uma forma de melhor transportar a pista. “Elas são levadas em cima de caminhões enroladas como se fossem carretéis gigantes de linha”, diz Antonio Lopes presidente da Fundação FAMFS que destaca a qualidade da pista móvel.

De acordo com ele uma pista fixa no mercado do setor esportivo é muito cara. Custa em média, R$ 2,8 milhões. “Além de possuir a mesma qualidade das fixas, nossa pista móvel tem o benefício da economia porque elas não são comercializadas e sim, doadas pelo Ministério do Esporte”, explica. Essa primeira já tem destino certo: o Centro Olimpico-CO da Universidade de Brasilia – Unb.

E não é só isso. Com o mesmo resíduo de borracha são feitos também pisos antiderrapantes e sandálias. Ao lado da fabrica de pisos, uma outra fábrica utiliza poliestileno espandido e EVA, produzindo outros itens como peças de encaixe que podem ser utilizados para tatames de esportes e também para pisos em escolas infantis; bolas esportivas das várias modalidades inclusive as com guizos que é reconhecida como oficial em todos os jogos paraolímpicos para cegos ou pessoas com alguma deficiência visual.

Muita gente não conhece o programa que utiliza mão de obra dos detentos nos presídios ou de pessoas em comunidades carentes para confeccionar bolas esportivas. O material utilizado nessas bolas vem de várias fábricas como essa, distribuídas em todo o país.

Ainda na Bahia, em Conceição do Jacuípe, próximo a Salvador, todo mês são feitos 20 mil jogos de damas e xadrez a partir de plástico reciclável que são distribuídos nas escolas públicas como incentivo ao esporte.

Veja a reportagem de Carol Delmazo no vídeo



Se quiser saber mais a respeito desse programa veja esse outro vídeo.


Fonte: ASCOM Ministerio do Esporte

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