sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Reutilizando edifícios abandonados

É sempre bom relembrar que o entulho da construção civil representa hoje cerca de 65% de todo resíduo sólido produzido nas cidades.

Demolições, reformas, ampliações de edificações geram um volume gigantesco de lixo que não é aproveitado e que acaba sendo depositado em locais irregulares. Cada metro quadrado construído gera cerca de 150 kg de resíduos!

Para diminuir esse impacto uma ótima opção é a reutilização de edifícios abandonados.

Em vez de demolí-los, gerando toneladas de entulho, reaproveita-se as estruturas e infra-estruturas para novos usos. Isso tem sido feito em todo o mundo e também no Brasil principalmente através dos projetos de revitalização das áreas centrais das grandes cidades.

As áreas centrais das cidades brasileiras são as que oferecem a melhor infra-estrutura urbana já instalada e oportunidades de trabalho, mas têm crescentemente perdido moradores nas últimas décadas e contam hoje com uma grande quantidade de imóveis vazios e ociosos. Os moradores que ainda permanecem vivem em situações precárias - em cortiços, favelas ou nas ruas.

Além disso, a localização do espaço urbano central é privilegiada. Normalmente conta com melhor oferta de transporte coletivo e de vias para transporte individual. As conseqüências da degradação das áreas centrais das cidades não se resumem somente aos aspectos econômicos. O centro é onde se concentra normalmente grande parcela do patrimônio histórico, artístico e arquitetônico da cidade. A sua degradação produz efeitos negativos sobre a identidade e a cultura da sociedade.

Sendo assim, essa infra-estrutura urbana já instalada pode ser melhor utilizada, eliminando-se o desperdício e dispensando investimentos de expansão em outras áreas.

A reabilitação urbanística e ambiental das áreas centrais se dá no sentido de gerar incentivos capazes de reverter os processos de desvalorização imobiliária, dinamizando e criando condições de atração e suporte de atividades compatíveis com o centro metropolitano. Essas ações acabam por influenciar não apenas do ponto de vista da valorização imobiliária, mas principalmente social.

Edifícios que se encontram vazios, subutilizados ou degradados são recuperados e requalificados não só para uso residencial destinados a famílias de baixa renda como também para instalação de equipamentos necessários para o funcionamento de instituições municipais por exemplo.

A transformação dos imóveis ociosos em habitação social, juntamente com a melhoria das condições de vida da população que vive nas áreas centrais, além de promover inclusão social, implica em melhor aproveitamento da infra-estrutura existente.

Veja entre outros, os projetos brasileiros que tem foco na revitalização dos centros urbanos:
 Moradia Central; Pro Centro

Nos antigos silos em Amsterdan, na Holanda houve um concurso para aproveitar a estrutura.

 Entre outros, o escritório NLArchitects projetou um centro multicultural com direito a paredes de escalada, teatro, academia, escritórios e estudio de música.

Vista interna de um dos silos.
Veja detalhes e as outras propostas aqui
Na Dinamarca uma torre de caixa dágua ...

... se transforma em residência estudantil.

Interior da residencia estudantil
Veja aqui a reportagem

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