segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Asfalto de borracha de pneus




O Governo do Estado do Rio de Janeiro foi premiado pela Rubber Pavements Association (RPA) que incentiva, nos Estados Unidos, o uso de reciclados de borracha de pneus em pavimentações, pelo pioneirismo no Brasil e na América Latina ao produzir e adotar o asfalto-borracha na rodovia estadual RJ- 122 Rio-Friburgo cujo asfaltamento foi iniciado no ano passado.

O prêmio de inovação e tecnologia sustentável foi entregue no dia 11 de agosto, durante o encontro RPA Mid-Year Meeting Award Dinner, na Califórnia (EUA).

Para a RPA o asfaltamento do trecho que liga Guapimirim a Cachoeiras de Macacu é considerado um marco da engenharia não apenas por garantir a implementação de novos padrões de controle de qualidade aos processos de trabalho, mas, principalmente, ao propor o uso deste tipo de asfalto segundo a norma que regulamenta os serviços de engenharia e materiais nos EUA - ASTM 6114.

De acordo com o presidente do DER-RJ (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro) Henrique Ribeiro, o asfalto-borracha representa uma durabilidade duas vezes maior do que o convencional e tem um custo 40% mais baixo.

A RJ-122 é a primeira rodovia estadual a receber o material. Trinta e cinco quilômetros foram pavimentados com o uso de 420 mil pneus usados. Segundo ele, a partir do ano que vem, a programação é de asfaltar pelo menos 200 quilômetros de rodovias com o asfalto-borracha.

No dia 18 de agosto o governador Sérgio Cabral assinou decreto que estabelece a incorporação do asfalto-borracha na pavimentação de todas as rodovias estaduais. A decisão integra a política de incentivo à promoção do desenvolvimento econômico e social sustentável nas regiões fluminenses.

Mas Ribeiro explica que, como asfalto é produzido com a adição de 20% de pó de pneus inservíveis, misturado na própria obra, o processo exige cuidados e, por isso o uso ainda limitado do produto. A execução exige um controle tecnológico rigoroso, com acompanhamento e controle do material, para dar o resultado que se espera.

Além disso o presidente do DER-RJ destacou dois aspectos que exigem a adaptação do mercado: o agregado (pedra usada na mistura do asfalto), que tem que ser produzida no formato e especificação determinados e o pó da borracha, originado de pneus, que devem contemplar uma “junção” específica de tipos.

Fonte: ioerj, R7

Um comentário:

  1. Oi IOne!!! Finalmente consegui comentar (já foram duas tentativas frustradas!!!). Menina, agora sei porque vc gosta daquela terra!!! Quase fico doida com tanta coisa baratinha!!! Só faltou o principal: grana!!! O hotel que ficamos foi o Rosen Inn, achei ótimo, super pertinho de uma área com ótimos restaurantes (porque comer nos shoppings foi terrível pra mim..rss). E aí, que dia você vai? Beijos!!!
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