sexta-feira, 15 de julho de 2011

Retrofit

Quem lida no mundo da construção tem ouvido muito falar em “retrofit” nos últimos tempos.
O termo em Inglês nada mais é do que a popular “reforma”, mas com um sentido maior de customizar, adaptar e melhorar os equipamentos, conforto e possibilidades de uso de um antigo edifício, enfim, “colocar o antigo em boa forma” inclusive dentro dos padrões de sustentabilidade.

Uma escolha que ganha cada vez mais adeptos no universo da construção civil e da arquitetura em vez de construir, é a opção por remodelar estruturas antigas e ultrapassadas que perderam valor ao longo do tempo transformando-os em edifícios modernos e sustentáveis. A edificação pode ser readequada para o mesmo uso ou adaptado para usos diferentes.

Não se trata então de uma reconstrução que implicaria em uma simples restauração. A reabilitação busca o renascimento, aliado ao conceito de preservação da memória e da história. A motivação principal é revitalizar antigos edifícios, aumentando sua vida útil através do uso de tecnologias avançadas em sistemas prediais e materiais, utilizando matérias primas sustentáveis que se traduzam em conforto, segurança, custos mais baixos de operação e funcionalidade para o usuário tendo em vistas a viabilidade econômica para o investidor.

As intervenções de reabilitação dos edifícios tendem a incidir com maior freqüência no envelope (fachadas), mas pode-se aplicar também a pisos, forros, revestimentos internos e sistemas elétricos e hidráulicos visando ao melhor reaproveitamento da energia utilizada e das águas.

O processo pode atingir não apenas um único edifício, mas também regiões, grandes áreas urbanas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização das cidades e atualização de construções, sem perder as características arquitetônicas originais, transformando áreas obsoletas e com problemas sociais em áreas economicamente e socialmente ativas.

Como exemplos podemos citar entre outros:


A reforma do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília que pegou fogo em 2005 é  exemplo de incorporar tecnologias de eficiência energética, captação e reuso de água da chuva e sistemas integrados de gerenciamento hidráulico, elétrico e de automação.



Imagens Hines

Os edifícios Castello e Nilomex em estilo art decó no centro do Rio de Janeiro, foram totalmente restaurados e unificados, ganhando o nome de Edifício Castelo e garantiu à Hines o Master na categoria Profissionais – Retrofit de 2008.  As fachadas foram preservadas e o interior do patrimônio histórico foi completamente remodelado contando ainda com a construção de um edifício garagem de quatro pavimentos.

2 comentários:

  1. Adorei seu blog com assuntos atualizados da arquitetura.
    Estou construindo e deixarei uma lage para construir um ecotelhado. Sera meu canteiro experimental. Voce tem conhecimento desta tecnica? Se puder me orientar desde ja agradeço. Obrigado.
    www.luizeduardocorredor.blogspot.com
    mattosalem@hotmail.com

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  2. Oi Ione!!! Super atual este conceito e totalmente compatível com os novos padrões de sustentabilidade que tenho visto como realmente uma nova cultura (quando vou fazer um novo projeto as pessoas já exigem reservatório para reaproveitamentos de água e painéis solares!! Passei também para te lembrar sobre o lançamento da lojinha Arquitrecos hoje(artesanato e colares de crochet) e para comemorar: SORTEIO!!! O prêmio é um espelho de bolinhas, produto Arquitrecos. Faça uma visita para participar tá? Grande abraço e boa sorte!!!
    www.arquitrecos.com

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2leep.com