quarta-feira, 20 de julho de 2011

Casas de PVC e Concreto

Dias atrás uma amiga de Santa Catarina, seguidora deste blog fez um comentário a respeito das casas que estão sendo construídas por lá para suprir a necessidade das famílias atingidas pelas enchentes em novembro de 2008.

A construção foi mostrada no 17º Salão do Imóvel e Contrufair de Florianopolis em setembro do ano passado: casas moduladas em concreto e PVC com tecnologia canadense e produzidas pela Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab/SC) em parceria com a empresa Global Housing International.

Constituidas de painéis leves e modulares de PVC, de simples encaixe, a estrutura é preenchida com concreto e aço, resultando em um produto de elevada resistência. O modelo oferece alta produtividade ao facilitar a administração de materiais, mão-de-obra e transporte. Proporciona uma construção rápida e limpa, elimina a necessidade de pinturas ou revestimentos, evita desperdícios e reduz o impacto, uma vez que o PVC é um produto reciclável.

O sistema já foi usado para construção de moradias do Projeto Reação Habitação, do Programa Nova Casa, em Luiz Alves, no Vale do Itajaí num modelo de 36 metros quadrados. A COHAB/SC estuda agora a implantação do sistema para a produção de 903 moradias, que serão construídas em 30 municípios catarinenses, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida




De acordo com o fabricante, é uma solução de uso diversificado, independente da região, do clima e da topografia que pode ser utilizada em edificações de até cinco pavimentos. O PVC é um bom isolante térmico, elétrico e acústico, além de não propagar chamas e ser impermeável a gases e líquidos. Outro benefício apontado são as paredes de menores espessuras, que geram um ganho de até 7% de área útil.

Muito louvável a iniciativa do estado na busca de novas tecnologias que podem ser executadas em curto prazo para suprir a necessidade de uma população. Nesse caso, o cuidado com as moradias ficará a cargo de cada morador e não na responsabilidade do Estado. É preciso lembrar que essa tecnologia permite ampliação mas dificilmente permite modificações estruturais.

Para obras públicas, entretanto a preocupação remete mais à questões de manutenção. Sabemos que a manutenção no Brasil é ainda um ponto que deixa a desejar, principalmente na esfera pública.

Quem lida com manutenção escolar pública convive com uma situação semelhante com as escolas de argamassa armada que foram construídas na época do Collor. Naquela ocasião a idéia foi maravilhosa, várias fábricas de argamassa armada foram construídas para atender a demanda e várias escolas foram feitas por todo o país. Quem não se lembra dos CAICs que depois virou CIACs? Ou vice versa. Hoje, no entanto, essas escolas tem sido motivo de problemas pela total incapacidade de reposição das peças pré-moldadas. Aquelas fábricas desapareceram. As peças tem se deteriorado com o tempo e não há muito o que fazer, ou se “remenda” a peça com argamassa de concreto em detrimento da resistência, ou se reveste com algum outro material.

Então temos que ter cuidado nas opções por tecnologias restritas a poucas empresas e que tenham a possibilidade de desaparecer com o tempo.

Fonte: COHAB Santa Catarina, Global Housing International

2 comentários:

  1. Adorei o pos Ione...muita coisa nem eu sabia direito,é sempre bom estar bem informado com coisas úteis para nossa vida!!!bjus e um feliz dia dos amigos pra vc!!!

    ResponderExcluir
  2. OLÁ PESSOAL

    QUEM TIVER COM INTERESSE SOBRE A CASA DE PVC
    POR FAVOR ENTREM EM CONTATO COMIGO POR EMAIL
    NÃO SE ESQUEÇAM DE DIEZER EM QUAL CIDADES ESTÃO
    E ESTADO
    MEU EMAIL :(aldemirwozsilva@bol.com.br)

    GRATO ALDEMIR SILVA

    ResponderExcluir

Adoraria saber sua opinião a respeito.
Seu comentário será muito apreciado.

2leep.com