segunda-feira, 25 de abril de 2011

Capacidade termo-acústica da fibra do coco

Quem não gosta de tomar uma água de coco geladinha, isotônico natural e repositório energético de excelente qualidade quando nas praia ou nos parques,?
Muito pouca gente, entretanto se preocupa com a quantidade de cascas de coco que se acumulam pelas diversas praias e parques do nosso país.

Se começarmos a pensar que  com uma área plantada de 290.515 hectares temos 2 bilhões de frutos produzidos anualmente no Brasil e que para cada 250 ml de água de coco verde consumida, 1 KG de casca de coco é gerada como lixo,  podemos entender porque o Brasil possui  cerca de 3,84 milhões de tonelada de resíduos, sendo 1,53 milhão de casca e 1,69 milhão de folhas lançadas em aterros de lixo e principalmente em vazadouros clandestinos.
(Fonte: Embrapa)


O consumo de coco seco representa 85% da produção, sendo utilizado para a culinária ou na obtenção de diversos produtos (leite, sabão, óleo, etc). O restante é consumido ainda verde para extração da água diretamente pela população ou ainda industrializada nas caixinhas longa vida.

A maioria das cascas de coco, folhas e cachos do coqueiro atualmente são queimados ou descartados como lixo nas propriedades rurais produtoras de coco. Quando queimados esses resíduos produzem substâncias poluidoras do meio ambiente e quando descartados sem nenhum tipo de tratamento em aterros sanitários ou lixões, a decomposição desse material leva em média dez anos além de servir de abrigo para ratos e favorecer a reprodução de insetos, como o mosquito da dengue.

Afortunadamente, já existem hoje em vários estados, empresas dedicadas a reciclar a casca do coco tanto verde quanto seco e ainda de quebra gerando mais emprego. Esse material tem sido reaproveitado em mais de 100 produtos e até mesmo exportado para outros países. Desde o pó do coco utilizado no paisagismo como substrato para ser misturado à terra de vasos e jardins, como também a fibra muito utilizada para elaboração de vasos, placas e mantas que enriquecem a indústria de produtos reciclados.

As placas de fibra de coco são produzidas em diversos tamanhos e tem sido muito utilizadas até mesmo para substituir um pouco o xaxim cuja utilização foi proibida pelo Conama na decoração de interiores e em áreas externas, para fixação de orquídeas, bromélias, suporte para plantas aquáticas, jardins verticais, etc.
Além disso gostaria de destacar a propriedade térmica e acústica da fibra do coco.  Já foram feitos testes pela Universidade Federal do Paraná-UFPA a respeito do desempenho térmico acústico desta fibra em comparação com outros produtos de uso comercial consagrados para esse fim.


Devemos buscar, cada vez mais em nossos projetos, a substituição de materiais como o poluiretano e o poliestileno que são altamente poluentes. Outra opção de utilização dessa fibra na construção civil é para a execução de divisórias acústicas onde a manta de fibra de coco é um ótimo substituto da lã de vidro, cuja manipulação é perigosa devido aos seus componentes cancerígenos e até mesmo da lã de rocha com melhor desempenho acústico.

Para quem se interessar pelo assunto, um vídeo a respeito do processo de reciclagem do coco com André Trigueiro:


2 comentários:

  1. Muito legal, eu nunca havia pensado nisso!

    Um grande beijo

    www.emporiocasadachiquinha.blogspot.com

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  2. olá Ione, seu Bolg é bastante interessante. É sempre muito bom trocarmos idéias e estarmos aprendendo coisas novas.
    Quando se fala em fibra de coco temos sempre que se reportar a COQUIM que revolucionou o mercado de jardinagem quando inventou o primeiro vaso de fibra de coco do Brasil para substituir o popular xaxim, extraido da planta " Dicksonia sellowiana", originária da Mata Atlântica. A partir daí essa planta passou a ser preservada.
    Em 2001, o CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente, passou a proibir a extração dessa espécie vegetal.
    O COQUIM produzido em fibra de coco e a seiva natural da seringueira- Hevea brasiliensis - látex natural, que atua conjuntamente como proteína, material totalmente renovável, permite às raízes desenvolverem-se, com facilidade, livres e saudáveis.
    E assim, nossa história continua... produzindo produtos naturais para os mais variados setores : construção civil como placas termo – acústicas, mantas para contenção de encostas, biotelhado para telhado verde, indústria calçadista, filtros industriais e ambientais, brindes corporativos, embalagens, estofados, arquitetura e paisagismo, decoração de ambientes e outros, que possam ajudar nosso tão especial Planeta!!
    acesse o site www.coquim.com.br para mais informações.

    2011, ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS.
    AJUDE NOSSO PLANETA.

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