segunda-feira, 18 de abril de 2011

Energia limpa

A busca por energias renováveis têm trazido a tona um debate sobre as fontes alternativas de energia como a fotovoltaica, na qual as celulas solares convertem a luz solar diretamente em eletricidade. É o inverso do que acontece com as lâmpadas de LED quando a energia elétrica é transformada em luz.
O Brasil é um país de grande potencial energético nesse sentido. Com a maior área territorial dos trópicos recebe, consequentemente, uma quantidade gigantesca de radiação solar. "O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha”, compara o especialista Ricardo Rüther, do Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A energia solar fotovoltaica é a forma de produção de eletricidade que mais cresce no mundo atualmente. Segundo estudos do Instituto de Energia da Universidade da Califórnia e da Associação das Indústrias Fotovoltaicas Europeias, desde 2003 o índice de expansão dessa indústria ultrapassa 50% ao ano.
O maior problema para nós aqui no Brasil ainda é o custo. A energia fotovoltaica entre as formas de energia limpa é a mais cara, praticamente 10 vezes mais que a energia elétrica. Isso porque "A raiz do problema que emperra a expansão brasileira na área da energia fotovoltaica esbarra na produção do silício , disse Henrique Toma, professor do Laboratório de Nanotecnologia Molecular da USP  e a  maior parte da produção mundial de silício ainda está nas mãos da China e Índia.
A discussão política nessa área pode caminhar na direção da importação. Está em curso no Senado o projeto de número 336/2009 que isenta do imposto de importação, que é de 12%, as empresas estrangeiras que fornecerem células fotovoltaicas, módulos em painéis e seus periféricos. Parece que tem grandes chances de aprovação propondo inclusive que todos os estádios da Copa de 2014 no Brasil, utilizariam energia fotovoltaica.
As opções são muitas:
Que tal uma rodovia solar onde, segundo os cálculos, uma única estrada de quatro pistas, que se estenda ao longo de 1,6 quilômetro, seria capaz de abastecer 500 casas.
Ou fazendas de Energia Solar
Detalhes em fachadas voltadas para o lado de maior ensolação (The Solaire - NY)
Vamos torcer para que o Brasil caminhe nesse curso acompanhando os maiores países do mundo na busca de soluções limpas de energia para nossos projetos a custos razoáveis.

2 comentários:

  1. Bom dia Ione,
    tudo bem?
    Excelente artigo sobre a energia solars.
    É importante entretanto comentar que os preços informados sobre a energia solar estão equivocados e por um simples motivo: a maioria dos brasileiros, inclusive especialistas no tema, pensa na energia solar fotovoltaica como usinas solares centrais e megalomaníacas construidas que tem um custo elevado devido às necessidades de grandes áreas a serem ocupadas, custos de transmissão e distribuição desta energia. A lógica da economia solar deve ser pensada mais diretamente na geração distribuida dentro das cidades, nas coberturas e fachadas das edificações: seguindoa esta premissa, além de em vários locais do país já se gerar energia nos mesmos custos que são pagos pelos consumidores atualmente, ainda seria possível elaborar um programa onde nossa sociedade pudesse ser realmente sócia do setor elétrico, recebendo dinheiro por esta geração de energia conectando seu sistema de energia solar À rede das cias de energia. Além desta obvia vantagem há varias outras: para este programa, por exemplo seriam gerados 1000X mais empregos do que um programa nuclear, mais renda seria gerada com abertura de novas empresas por todo país, o direito ao Sol nas cidades estaria garantido e com isto a saude das edificações, projetos urbanos mais inteligentes pela óbvia necessidade de pensar o Sol como elemento central dos projetos, dentre outras vantagens. Além disto, a instalação da energia solar seria muito mais rápida do que outras soluções megalomaniacas que demorariam decadas para ficarem prontos. Então a conclusão é que a energia solar já está disponivel a custos razoáveis e o que realmente falta é o governo destinar os subsídios dados a outras fontes hoje menos sustentáveis e criar um programa brasileiro oficial de energia solar fazendo assim a mesma sair da obscuridade que se encontra.

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  2. Concordo plenamente com voce. As soluções solares localizadas e em menores proporções tanto para aquecimento quanto pra redução do consumo de energia elétrica já são bastante utilizados e apesar de um pequeno acréscimo na fase de instalação, o retorno é certo e a curto prazo. A idéia porém é incentivar que a produção brasileira, como voce diz, saia da obscuridade em que se encontra.

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