terça-feira, 31 de maio de 2011

Dia mundial sem tabaco

Desempenho dos Edifícios


A nova Norma Técnica de Desempenho para edificações habitacionais de até cinco pavimentos (ABNT NBR 15.575) publicada no dia 12 de maio de 2008, trouxe pela primeira vez o conceito de desempenho dos edifícios. Entrou em vigor 2 anos depois em 2010 e passará a ser exigida em todas as obras a partir de março de 2012 .

A norma foi feita com base nas diretrizes da ISO 6241, uma norma internacional feita pela ISO (International Standardization Organization), que padronizou a tradução técnica das necessidades humanas em requisitos de desempenho objetivos, entre eles o estrutural, térmico, acústico e lumínico.

Ainda há muita polêmica no setor da construção civil principalmente com relação aos itens de desempenho acústico, há dúvidas sobre isolamento de janelas (uso de vidros duplos de 9mm), portas externas, lajes e pisos. Além disso há uma preocupação do mercado quanto à dificuldade de atender aos requisitos de desempenho e o aumento de custo decorrente de sua aplicação.

Atender as necessidades humanas é mesmo uma tarefa complexa, até porque elas variam em determinados contextos e têm se mostrado crescentes e variáveis ao longo do tempo.

A Norma de Desempenho estabeleceu requisitos obrigatórios para alguns sistemas das edificações, como as paredes e coberturas. Dentro da lógica do desempenho, não importa se a estrutura de um edifício é feita de concreto, aço, ou qualquer outro material, mas sim se atende aos níveis de desempenho definidos em projeto e sempre ao longo de uma vida útil

Pesquisas de satisfação pós-ocupação feitas por diversas incorporadoras e construtoras na cidade de São Paulo mostram claramente que uma das maiores reclamações feitas por usuários de imóveis é a questão do isolamento acústico. A poluição sonora nas cidades aumentou nos últimos 20 anos com o crescente incremento da população.
O desempenho acústico de um imóvel depende na sua maioria das soluções de engenharia e arquitetura adotadas no projeto e na construção.

Com o desenvolvimento tecnológico da indústria da construção, os materiais aumentaram a sua resistência e as estruturas se tornaram mais esbeltas (lajes com espessuras menores, por exemplo), o que não gerou nenhum problema de estabilidade para os edifícios, mas aumentou o ruído em alguns casos. O desafio agora é buscar um ponto de equilíbrio entre as duas variáveis.

Artigo de Carlos Alberto de Moraes Borges
Vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP

Fonte: veja o artigo completo em arquitetura.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Máquina de fazer reboco

Sem querer fazer propaganda da empresa, mas já fazendo, minha maior intenção é chamar a atenção para as iniciativas louváveis que surgem no nosso país.

Há alguns dias falei da máquina que faz tijolos a partir de entulho. Hoje gostaria de falar de uma outra máquina da mesma empresa de equipamentos, Grupo Baram apresentada na Feicon de São Paulo para agilizar o trabalho da construção civil.

O equipamento é o único do Brasil. Ajuda a combater o déficit de mão de obra enfrentado hoje pelo mercado da construção, pois dispensa a necessidade de profissional especializado podendo ser operada por apenas dois ajudantes, “otimizando a mão de obra e reduzindo o tempo de trabalho” ressalta o diretor-presidente do Grupo Baram, Josely Rosa. Sem contar a economia de material porque minimiza o desperdício.

A máquina opera auxiliada por duas réguas posicionadas nas laterais do equipamento, que sobem rebocando a parede com concreto e descem realizando o acabamento da parede. O modelo tem capacidade para trabalhar em uma parede com até 4m de altura e 80cm de largura, realizando o acabamento de 60 a 70m² por hora, com uma espessura de reboco que pode variar entre 4 e 28mm sem a necessidade de chapisco.

Máquina para Acabamento de Parede Modelo B7
Espessura do reboco: 4 - 28 mm
Produtividade: 60 - 70 m²/h
Largura do pano: 80 cm
Limite de altura: 4 m
Fonte: Baram

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lareiras ecológicas

Atendendo a pedidos, falaremos um pouco a respeito de lareiras ecológicas.

Lareira é realmente uma idéia antiga que persiste até hoje. Realmente aqui em Brasília não temos muita necessidade desse acessório em casa, mas com certeza no sul do país ela deixa de ser luxo para ser necessidade. Afinal não há nada que substitua tão bem o fogo num determinado ponto da casa para aquecer todo o ambiente além de poder ser utilizada ainda como um belo ponto de decoração e atração. Aliás, é de se admirar que a maioria das edificações do sul do Brasil ainda não tem isolamento térmico eficiente para os dias de inverno rigorosos.

Entretanto há um ponto que devemos avaliar: atualmente aquecimento e ambientação são tecnologias separadas. Se você quer uma chama romântica flamejando numa lareira voce pode utilizar algumas das opções de lareiras ecológicas do mercado. Por outro lado se você precisa de aquecimento você tem muitas outras maneiras de conseguir até mesmo sem utilizar lareiras utilizando o calor radiante de um forno ou de pedras aquecidas (Pellets).

As lareiras convencionais são geralmente alimentadas por madeira. Apesar da madeira ser um recurso renovável nem sempre é obtida por meio legal ou ambientalmente amigável. É importante utilizar sempre a madeira de reflorestamento ou reciclada que não contenha parafina ou qualquer outra resina derivada do petróleo cujas toxinas vão ser jogadas no ar através da queima .

As lareiras conscientes com o meio ambiente são as que utilizam combustível limpo para a queima, que não polui nem produz fumaça como, por exemplo, o etanol em gel. Ainda podem ser consideradas ecológicas entre as lareiras que produzem chama, as alimentadas por biogas e as elétricas.
Fonte: Greenlivingideas

Aqui no Brasil já temos várias marcas importadas chegando ao país, mas os preços são realmente astronômicos. Temos também empresas brasileiras produzindo lareiras ecológicas como a Artfire do Parana. Se você conhece outras opções brasileiras para lareiras ecológicas faça seu comentário e compartilhe conosco.
Imagens:Inhabitat

Tijolo de entulho

Apostando na redução do impacto ambiental da construção civil a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos Baram desenvolveu uma máquina para processar na própria obra o entulho que geralmente é descartado, para confecção de tijolos ecológicos. Desta forma evita-se o deslocamento dos resíduos e ainda pode-se utilizar o material reciclado de outras formas como contrapiso, pavimento de praças, etc.


A máquina que foi mostrada nas Feiras de Construção do Rio e São Paulo pode produzir até 12 tijolos por minuto. Eles não precisam da queima para secagem, que é feita naturalmente.

“A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado em quatro ou cinco anos,” explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.

Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.

Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.

Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.

Fonte: Leia a reportagem completa na Revista Sustentabilidade

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cimento negativo em carbono

Imagem: Novacem

A empresa britânica Novacem foi eleita pelo World Economic Forum como pioneira em tecnologia e inovação com o desenvolvimento de uma fórmula de cimento que é negativa em carbono.

O cimento é uma das mais importantes fontes de emissões de carbono devido à intensa energia necessária na sua produção.

O chefe da pesquisa, Nikolaos Vlasopoulos explica que, na fabricação de uma tonelada de concreto convencional, são emitidos até 920 quilos de dióxido de carbono na atmosfera, devido ao processo de aquecimento da pedra de cal, que funciona como matéria-prima. Na fórmula da Novacem, o cimento é feito a partir de magnésio, e não de compostos de cálcio por isso exige baixas temperaturas e ao mesmo tempo não libera CO2. A produção de silicato de magnésio é um processo de baixa energia, que pode ser fabricado inclusive usando biocombustíveis em vez de exigir fontes de energia mais intensa e poluentes.

Com isso, cada tonelada de cimento produzido com a nova fórmula da Novacem emitirá o equivalente a 0,6 tonelada de CO2 ante 1,1 tonelada no processo convencional. O CO2 absorvido durante o processo de fabricação é maior do que o emitido.

O óxido de magnésio é amplamente disponível e, portanto, não deve ser um problema frente à escassez de material na utilização como um substituto para o cimento Portland.

Em um segundo momento, o cimento se torna hidráulico por meio da adição de outros materiais também baseados em magnésio, que fazem com que o cimento seja capaz de absorver o carbono enquanto endurece.

A empresa agora trabalha em um aperfeiçoamento da fórmula que faça o desempenho mecânico do produto tão eficiente quanto o do cimento tradicional. Segundo Vlasopoulos, essas mudanças devem ser feitas em torno de um ano. Outro desafio encontrado pela maioria das startups é de produzir em escala industrial. Para isso está tentando licenciar sua tecnologia para os demais produtores.

Fonte: Ecologismo; Novacem

terça-feira, 24 de maio de 2011

O fim de uma era - Peak Oil

Nossa conversa hoje é sobre fontes de energia, principalmente sobre o começo do fim do petróleo.

Há inúmeras teorias sobre o surgimento do petróleo, porém a mais aceita é que ele surgiu através de restos orgânicos de animais e vegetais depositados no fundo de lagos e mares, sofrendo transformações químicas ao longo de milhões de anos. A sua utilização remonta a 4000 a.C devido a exsudações e afloramentos freqüentes no Oriente Médio. Os povos da Mesopotâmia, do Egito, da Pérsia e da Judéia começaram a utilizavam o betume em substituição ao óleo e a graxa de baleia para calafetação de barcos e construções, aquecimento e iluminação de casas, bem como lubrificantes e até laxativo. Então o petróleo chegou para salvar as baleias... incrível não?

Esse óleo de origem fóssil, que levou milhões de anos para ser formado nas rochas sedimentares, passou a se tornar a principal fonte de energia do mundo moderno.


O mundo todo funciona à base de petróleo. O que acontecerá quando ele acabar? O petróleo é um recurso não renovável que estamos consumindo a passos largos. Yves Clochet (autor do livro Apocalipse do Petróleo), diz que com a natureza não se negocia. Segundo ele nesses ultimos 150 anos ja gastamos quase a metade das reservas de petróleo conhecidas. Considerando que a produção anual chega a mais que 1,2 trilhões de barris por ano, o petróleo que temos no mundo não conseguiria nos sustentar por mais de 50 anos.

“A situação americana dos anos 70 se estendeu ao mundo inteiro: a produção mundial vai, dentro de pouco tempo, alcançar seu máximo e diminuir rapidamente já que a demanda de petróleo não deixa de crescer. Hoje em dia a restrição se impõe. Acabou a festa” escreveu Cochet, “não é o fim do petróleo ou das energias fósseis: é o fim da energia a baixo custo e consequentemente é o fim do mundo tal como conhecemos”.

Peak oil. Com duas palavras curtas, o professor sueco Kjell Aleklett, da Universidade Upsalla, tentou sintetizar o fim de uma era: a do petróleo. A expressão criada por ele indicaria o momento em que a produção mundial de óleo e gás atingiria seu ponto máximo, a partir do qual começaria inevitavelmente a declinar.

Como o mundo vai se adaptar a esse declínio do petróleo? Alguns acham que desenvolveremos novas fontes de energia, enquanto outros não são tão otimistas sobre nosso futuro próximo.

“Fábricas sem produzir, casas no escuro, carros parados e aviões no chão. O Apocalipse energético poderá ocorrer, segundo Kjell Aleklett, se o mundo não repensar o modelo econômico”

"O poder no século XXI pertencerá aos países em condições de buscar auto-suficiência em dois campos: energia e alimentos", diz Aleklett. "E hoje eu vejo apenas dois países nessa situação: Brasil e Rússia".O professor enfatiza a questão alimentar porque o principal insumo utilizado pela agricultura é justamente o petróleo. Portanto, a sociedade industrial moderna terá de repensar não apenas o modelo das cidades e dos transportes, como também da própria produção de alimentos.
Fonte: Isto é Dinheiro

Podemos tentar amenizar este choque, desde que haja uma mobilização geral das nossas sociedades, impondo consequências drásticas a todos os setores sob a pena do caos.

Por isso temos que procurar utilizar formas alternativas de produzir energia e produtos que não sejam derivados do petróleo, para que essa dependência não provoque uma catástrofe quando ele acabar. Alem disso o petróleo é responsável pela emissão de muitos gases do efeito estuda e é extremamente poluente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Acessibilidade é Sustentabilidade

De uma forma mais ampla, acessibilidade é o direito de todas as pessoas de ir e vir com autonomia e independência. Isto é um direito básico garantindo pela Constituição Brasileira.

Acessibilidade e sustentabilidade são temas que estão intimamente ligados. De acordo com a ONU 10% da população mundial é constituída de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência sendo que no Brasil esse índice atinge quase 15% da população (IBGE).

Como profissionais de engenharia e arquitetura devemos estar preparados para garantir o livre acesso não só às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mas também à população de uma forma geral.

De acordo com o Decreto 5,296 de 2004 nenhum projeto de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução, construção ou reforma de qualquer tipo de obra quando tenha destinação pública ou coletiva, terá permissão para ser realizada se não estiver cumprindo rigorosamente a legislação de acessibilidade.

Especificamente sobre estabelecimento de ensino chama a atenção no seu art. 24 que:

“Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e sanitários.”

Diante dessa legislação o Sistema Confea-Crea vem realizando em todo o país várias campanhas voltadas para o exercício da acessibilidade não só por ser lei, mas principalmente por uma questão de cidadania. Pode-se encontrar nos sites dos diversos CREAs manuais e materiais a respeito do assunto.

Já está em andamento um Grupo de Trabalho da Comissão de Estudo de Acessibilidade a Edificações e ao Meio da ABNT uma revisão da NBR 9050 para torna-la mais atual.

Deixo aqui um comentário do site Ambiente Brasil que antes de nos ajudar na vida profissional é uma norma de vida:

“Tudo remonta que: não falta informação, orientação e sim atitude de assumir o seu papel. Os problemas são comuns a todos, não faz sentido isolar-se na busca de sua solução, para ver quem resolve primeiro, nem melhor. Problemas são uma constante e surgem cada vez mais complexos, exigindo maior sofisticação em seu entendimento e conseqüente enfrentamento. A duplicação de esforços e a lógica de reinventar a roda apenas provocam aumento de custo, retardamento e enfraquecimento de resultados. Atuar em rede é reconhecer o fato, de que juntos, mediante a combinação e até adição dos nossos talentos e energias, podemos construir muito mais e melhor do que isolados. A troca e a reciprocidade são elementos substanciais para a necessária formação de SINERGIA que transforma sociedades e lhes dão vitalidade. É evidente que existem muitas coisas erradas em todos os segmentos, porém, só se chega ao topo subindo o primeiro degrau.”   veja aqui

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Plastico ecológico

O plástico é utilizado para uma enorme gama de produtos da vida moderna.

Quando se trata de conservação ambiental porém essa materia prima tem um grande ponto negativo por ser derivada, em sua maioria, do petróleo que é uma fonte finita. Sua produção libera na atmosfera seis quilos de CO2 para cada quilo de prástico produzido.

A busca de cada vez mais soluções que não sejam derivadas do petróleo tem incentivado grandemente a produção do plástico “verde”, ou bioplástico, composto geralmente por plantas (cana de açucar, milho, batata, oleo vegetal).

Apesar de alguns questionamentos a respeito de como essa produção pode promover o desmatamento ou influenciar a plantação de alimentos, o Brasil tem utilizado a crescente indústria de etanol canavieiro para a produção do bioplástico. O maior problema ainda é o preço. A idéia então é utilizar mais o bagaço da cana de açucar que são descartados pela indústria de etanol. Atualmente esse bagaço tem sido queimado jogando grande quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: deutsche welle-world.de

Bagaço da cana de açucar é materia prima para o plástico ecológico
Ja se ve muito a utilização desse material em embalagens, brinquedos, sacolas de supermercado, vasos de flores, sapatos e até fraldas. A nossa realidade porém é que esse assunto ainda está muito ligado à questão dos resíduos. Num país onde 11% do lixo urbano ainda não é coletado até mesmo o plástico verde, sem controle eficiente pode gerar poluição visual, contaminar o solo, sufocar animais, etc.

Concordo com uma política de gestão de resíduos que possa aproveitar os 60% do lixo urbano que é orgânico para produção do bioplástico através de compostagem.

Para a construção civil já encontramos alguns materiais dos chamados plásticos verdes como a madeira plástica (WPC - Wood Plastic Composite) já muito utilizada em outros países que se propõe a substitui a madeira natural em inúmeras aplicações. Fabricada a partir da transformação de matérias-primas renováveis como fibras de madeira (inclusive o bambu e o coco) ou da reciclagem de resíduos plásticos industriais, plásticos, podendo conter também resíduos de celulose. A utilização fica para pisos, decks, cercas, portas, caixilhos, material para extrusão e injeção, etc.

Além dos benefícios ambientais evitando o corte de mais árvores e o aproveitamento dos resíduos que iriam para o lixão, a madeira plástica tem algumas vantagens em relação à madeira natural: é impermeável, não requer muita manutenção, apesar de poder ser pintada com qualquer tipo de tinta ela já vem em cores podendo ser utilizada no seu estado natural, não apresenta mudança de dimensões com relação à temperatura, não absorve humidade evitando o mofo, fungos, etc

Se voce ja utilizou esse material comente e compartilhe sua experiência.

Fontes para consulta: http://www.ecowoodrio.com.br/; http://www.ekoplus.com.br/


Piso de plático ecológico pode ser encontrado em várias cores

terça-feira, 17 de maio de 2011

O papel do arquiteto

Já falamos aqui sobre o papel do arquiteto na produção de uma arquitetura sustentável. Para isso o planejamento é ferramenta essencial.

O aparecimento de uma grande quantidade de novos materiais, ferramentas, equipamentos, técnicas especiais, processos construtivos e administrativos da construção civil, abrem caminho ao projetista para lançar mão da inovação a fim de encontrar os meios de melhorar os custos, diminuir as perdas e ao mesmo tempo proporcionar a melhoria da qualidade.

Buscar uma indústria da construção mais sustentável é fornecer mais valor, poluir menos, ajudar no uso sustentado de recursos, responder mais efetivamente às partes interessadas e melhorar a qualidade de vida presente sem comprometer o futuro.

Esse processo começa no próprio projeto que deve considerar:
· Implantação adequada analisando os condicionantes ambientais;
· Implantação da edificação com vistas ao uso adequado do solo e à preservação do ecosistema natural;
· Direcionamento das fachadas e aberturas levando em conta a ventilação e insolação;
· Prover condições para reaproveitamento das águas;
· Utilizar soluções para eficiência energética;
· Especificar materiais ambientalmente amigáveis.

E prossegue durante toda a fase da obra quando deve:
· Planejar a obra de modo a economia de água e energia;
· Privilegiar a utilização de técnicas construtivas capazes de minimizar o volume de resíduos e a redução da perda de materiais;
· Priorizar materiais regionais;
· Considerar a gestão dos resíduos de obras.

Imagem: Infoescola

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sol substitui ar condicionado

Como um dos objetivos deste blog é deixar nossos leitores atualizados com as ultimas que acontecem no campo da sustentabilidade, transcrevo notícia que saiu publicada na Revista Sustentabilidade.

Gostaria de ter opiniões de engenheiros mecânicos a respeito deste assunto. Comentem por favor.
Vejam também a notícia no link da Agencia Fapesp:
http://agencia.fapesp.br/13789

Pesquisador da UFSCar desenvolve sistema que usa aquecimento solar para ventilar edifícios
O engenheiro e professor universitário Maurício Roriz e os alunos Fernando Sá Cavalcante e Letícia de Oliveira Neves, do faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), estão desenvolvendo um projeto de ventilação natural que trabalha com a convexão do ar causada pelas diferenças de calor dentro de um edifício, informou a Agência Fapesp.

Num trabalho de doutorado que iniciou-se em 2008 com um estudo anterior e deve terminar em 2012, com apoio financeiro da Fapesp, visa estudar a eficiência do projeto em prédios térreos de dois modelos do equipamento desenvolvidos em pesquisa anterior.

A proposta é reduzir o consumo energético dos edifícios.

Imagem: Agencia Fapesp


Segundo a Agência Fapesp, a chaminé solar, como é conhecido o processo, funciona com a coleta de raios solares cujo calor é condensado por uma placa metálica. O ar quente de sobe pela chamine cria uma movimento que puxa ar fresco pelas aberturas inferiores.


Esse ar-condicionado natural se baseia no chamado “efeito chaminé”: no interior da estrutura, o ar aquecido se torna mais leve e tende a subir, aspirando o ar dos ambientes e substituindo-o pelo ar exterior, mais puro e geralmente mais confortável, particularmente nos climas típicos do Brasil.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

O jeans nosso de cada dia

O jeans tem se perpetuado por gerações como um tecido resistente, bonito e que tem a adesão de todos. Quem não tem uma calça jeans no armário hoje? E o que você faz com sua calça jeans quando ela já está tão rasgada que não dá mais pra usar ou quando ela não serve mais? Da pra alguém aproveitar, vira pano de chão ou simplesmente joga no lixo?

Considere que o jeans pode ser reciclado em diversos itens como bolsas, novos jeans, e até mesmo para a construção civil. Não sabia?

Além das mantas de fibra de coco (que já falamos aqui) e de polímeros, o tecido pode ser também reciclado para uma forma mais sustentável de isolamento térmico e acústico em substituição a perigosa fibra de vidro. Sua calça jeans é composta 100% de algodão que quando desfiado até voltar ao estado natural da fibra pode depois ser transformado em mantas. O processo inclui um banho em produtos químicos não cancerígenos, livres de formaldeídos ou de resinas que o tornam mais resistentes ao fogo, a insetos e ainda um ativo que evita o mofo. A Levi's de São Francisco foi uma das pioneiras nas pesquisas com este material que estão sendo feitas desde 2006, indicando um desempenho térmico muito bom do material e um desempenho acústico 30% melhor do que a fibra de vidro.

Imagem: Inhabitat.com
Imagem: bluetogreen.org
Essa solução já foi utilizada em 2008 por Renzo Piano no projeto da Academia de Ciencias da California no Golden Gate Park de São Francisco onde foram utilizadas 200.000 calças jeans recicladas. De acordo com o programa americano “Blue to Green”, 1.300 calças jeans recicladas poupam o ambiente de 1 tonelada de resíduo.

O Brasil possui muitas fábricas de jeans que de acordo com a nova Lei de Resíduos Sólidos terão que se preocupar com o retorno do produto fabricado. As coletas de jeans para os fins de reciclagem deverão ser incrementadas em diversos pontos. Mesmo sabendo que as novas tecnologias demoram muito pra chegar ao Brasil, esperamos que a busca crescente por esses produtos ambientalmente corretos impulsione as mudanças.
Fonte: inhabitat.com; cottonfrombluetogreen.org

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Casas Mínimas

O desenvolvimento de projetos de rápida execução para residência e que sejam sustentáveis é uma opção para atender as populações necessitadas. Provisórias ou não, essas edificações são uma boa solução levando em conta a freqüência com que ocorrem no nosso país desastres naturais e catástrofes relacionadas com habitação além da própria demanda por habitação de baixa renda.

A Universidade de Hertfordshire, em Londres projetou uma pequena casa com algumas grandes idéias: possui um teto solar cuja dimensão prove um area de coletores maior do que a própria casa consome. O aquecimento da água e do ambiente é feito através de um sistema split eficiente.

A casa medindo 3x3x3m tem uma aparência bem simples por fora, mas por dentro possui 3 níveis com um tipo de escada minimalista que divide o espaço. De acordo com o coordenador Dr. Mike Page o projeto se baseia num estudo fisiológico que define o espaço mínimo para a qualidade de vida com baixo impacto.

Fonte: http://inhabitat.com
 


Ja que, ao contrário de Londres, aqui no Brasil temos muito espaço, não precisaríamos ter casas tão pequenas assim, destaco o projeto de casa modular desenvolvida pela Unicamp – Universidade de Campinas pela arquiteta Giovana Savietto Feres que se preocupou em atender as populações em situação de emergência.

O projeto consiste em módulos com área de 16m² pré-fabricados em polietileno, material que dispensa o uso de cimento e permite o conforto termico-acústico com um custo relativamente baixo. A casa pode abrigar de 4 a 6 pessoas.

Em termos de sustentabilidade, possui banheiro químico, piso de material reciclado de pneus, instalação hidráulica e elétrica que permite o uso de energia eólica. Além de ser reutilizável, a casa tem a vantagem de ser portátil, isto é, pode ser montada e desmontada, levada de um lado para outro de acordo com a necessidade de atendimento e até formar pequenos bairros provisórios.

Este projeto por enquanto ainda está na maquete, mas torcemos para que outras iniciativas semelhantes surjam na direção não apenas de atender as necessidades emergenciais da população, mas também como forma de economizar recursos públicos para evitar a execução de casas populares mal elaboradas devido às exigências de tempo e recursos.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pelo Codigo Florestal

Está marcada para hoje a votação do novo Código Florestal Brasileiro que encerra uma série de polêmicas, entre as quais os índices da reserva legal e as APPs (áreas de preservação permanente).
De um lado os ruralistas e do outro os ambientalistas disputam seus direitos sem pensar muito nos seus deveres. Medidas para o crescimento econômico são sim importantes mas não a qualquer custo. Temos que obedecer os designos da mãe natureza para não colocar em risco a vida do planeta. Vejamos se o nosso Legislativo vai saber desta vez chegar às soluções que garantam o crescimento da agricultura sem incorrer em prejuízos ambientais.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PVC

O PVC (policloreto de vinila) também conhecido como vinil, mais do que ser utilizado apenas nos conhecidos tubos para canalização de água e esgoto, tem aplicações muito variadas.

Cresce a cada dia a utilização desse material na construção civil como esquadrias e até coberturas assim como na decoração. Isso pela sua versatilidade, leveza, estética, durabilidade e sustentabilidade também. Sim porque, ao contrário do que muita gente pensa, o PVC não é como o plástico produzido totalmente a partir do petróleo.

Basicamente o PVC é obtido a partir de 57% de insumos provenientes do sal marinho ou da terra (sal-gema), e 43% de eteno, insumo proveniente de fontes não renováveis, como o petróleo e o gás natural. Além disso, já está em produção no Brasil, o PVC verde, tecnologia para substituição desse percentual dos derivados de petróleo pelo álcool vegetal, ou seja, o etanol derivado da cana de açúcar. Fonte totalmente renovável. (Fonte: Braskem).

Como o PVC é 100% reciclável e pode ser reciclado várias vezes, o U.S. Green Building Council (USGBC), atestou a sua sustentabilidade no que diz respeito a impactos ambientais e de saúde humana. Estima-se que apenas 0,25% do suprimento mundial de gás e petróleo é consumido na sua produção.

Compartilho com voces uma reportagem publicada no Correio Braziliense muito interessante a respeito de materiais feitos de PVC utilizados na decoração.

http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/arquitetura-e-decoracao/2011/04/11/interna_noticias,44644/pvc-tem-sido-cada-vez-mais-usado-na-decoracao.shtml

Rosas para as mamães

 A todas as mamães e vovós que nos acompanham, muitas alegrias e felicidades.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ecovilas e projeto escolar

A humanidade tem enfrentado muitos desafios para oferecer condições de vida às futuras gerações. Isso tem reflexo direto sobre as cidades como pólos da população cada vez mais crescentes frente à capacidade do planeta de gerar recursos suficientes.

A natureza, sem o ser humano, é capaz de se regenerar com o tempo. O problema é que a pegada ecológica deixada pelo homem (conseqüências dos impactos ao meio ambiente), tem sido cada vez maior, extrapolando a capacidade que o planeta possui em sustentar a vida.

Devemos nos preocupar com a qualidade de vida nas cidades que estamos deixando para nossos filhos.

“As cidades do futuro serão aquilo que planejamos hoje” Prof. Miguel Sattler – UFRGS

Como dentro deste panorama a indústria da construção civil, responsável por 50% dos recursos consumidos, tem uma grande importância, engenheiros, projetistas e consumidores precisam saber mais sobre os produtos que lhe são apresentados. Desde a origem, o impacto produzido pela sua extração, tipo de transporte até chegar ao local onde será aplicado, a energia despedida para sua produção, se é reciclado ou reciclável, se tem origem renovável, se é tóxico, etc.

Um bom exemplo para se inspirar são as Ecovilas onde a convivência entre a cidade e o meio ambiente se dá de maneira harmônica. A permacultura, muito utilizada nas Ecovilas “ se caracteriza por projetos que se utilizam de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis, que respondam as necessidades básicas sem explorar ou poluir o meio ambiente, que se tornem auto-suficientes a longo prazo.” Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica- IPEMA

Essa proposta muito além de servir de laboratório para nossos projetos de escola, nos leva a uma constatação a respeito da reeducação que está por traz desses conceitos. A consciência de que cuidar de si é cuidar da Natureza, na qual o ser humano se insere. Assim sendo, a educação para a sustentabilidade começa com o próprio edifício escolar propiciando a vivência integrada com o meio ambiente e o que ele pode nos oferecer.

Imagem: Permacultura Brasil

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Museu do Amanha - RJ

Publicado na revista ProjetoDesign, o Museu do Amanhã foi concebido por Santiago Calatrava para ser implantado sobre o píer Mauá, como um dos itens do programa Porto Maravilha de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro.

O grande mestre Calatrava não pode ser questionado. Particularmente, ele é um dos meus maiores ídolos. As suas estruturas sempre nos impactam pela beleza das formas orgânicas e pela ousadia dos grandes vãos. Esse projeto não foge a regra, tem uma belíssima estrutura. Mas, como carioca acostumada àqueles prédios antigos do porto ainda não tenho certeza do sentimento que me proporciona essa estrutura ali no píer Mauá. O que vocês acham? Será que a nostalgia arraigada nas linhas dos prédios antigos como o palacete de D.João VI e dos velhos edifícios da corte me impedem de avaliar a vanguarda anunciada por esse projeto?

“Um museu destinado às ciências que, em vez de se limitar aos vestígios do passado ou às evidências do presente, propõe por meio do percurso de visitação uma aventura rumo ao desconhecido. Nesse formato que se diferencia dos tradicionais museus de história natural ou tecnologia, o visitante vai se deparar com um leque de escolhas e possibilidades atuais que farão da imaginação de cada um a plataforma para explorar um caminho em direção ao futuro a partir de ideias e emoções.”

A construção do museu teve início em dezembro passado e a inauguração está prevista para o segundo semestre de 2012, com custo estimado em 130 milhões de reais

A proposta observa as condições de preservação do meio ambiente prevendo inclusive a adoção de recursos sustentáveis, como a utilização da água da baía da Guanabara para resfriamento da temperatura no interior do prédio e a instalação de estruturas móveis na fachada que, além de atuarem como brises, servirão de base a placas fotovoltaicas que possibilitarão a captação de energia solar.

Um espelho d’água ao redor do volume também usará a água do mar filtrada com as funções de mimetizar a edificação na paisagem da baía, criar um microclima mais fresco e agradável em seu entorno e mostrar aos visitantes o funcionamento de um sistema de filtragem.
Fonte: Revista ProjetoDesign

terça-feira, 3 de maio de 2011

Primeira obra sustentável do Judiciário Brasileiro


Foi inaugurado em Brasília o prédio do novo Fórum do Meio Ambiente no Distrito Federal, primeira obra sustentável do judiciário Brasileiro e a primeira do tipo Centro-Oeste e esperamos que a iniciativas desse tipo sejam seguidas por toda obra pública do país.
Imagem ACS_TJDF
O projeto executado por Zanettini obedece os critérios de certificação LEED e segundo o memorial descritivo da obra, "a proposta aborda o desafio de minimizar o impacto ambiental da construção, resultando em ambientes internos e externos que garantam o conforto ambiental do usuário".
A edificação aproveitou ao máximo,  a iluminação natural e a ventilação cruzada, o que garantiu a redução do uso de iluminação artificial e do ar-condicionado e a consequente economia de energia. A leve rotação do edifício dentro do terreno permitiu a criação de floreiras em todos os pavimentos, humanizando o ambiente de trabalho e auxiliando na proteção solar e na melhoria da qualidade do ar.
O Fórum possui ainda cobertura ajardinada para reduzir a carga térmica do edifício e prevê o reuso de águas pluviais e cinzas para fins não potáveis o que permite uma grande economia no consumo de água. Toda a madeira utilizada é comprovadamente proveniente de reflorestamento. As tintas, mantas e colas foram testadas e obedecem às normas técnicas mais restritivas de liberação de Compostos Orgânicos Voláteis (COV´s).
Foram projetados terraços verdes e vazios em todos os pavimentos, que juntamente ao posicionamento de telas de aço afastadas 80cm da fachada tornam a decisão externamente eficiente para proteger as fachadas, garantindo o sombreamento desejável e o conforto de seus usuários. A opção pela posição de implantação, na diagonal em relação aos limites do lote, permitirá o máximo aproveitamento da ventilação cruzada e da iluminação natural nos ambientes internos. Foram aplicados ao todo 20% de materiais reciclados e 40% de materiais regionais. Os resíduos da obra também tiveram destinação adequada garantindo que 75% fossem reaproveitados ou reciclados.
A própria localização escolhida permitiu a retirada mínima da vegetação nativa além de estar bem próximo à Procuradoria Geral do DF facilitando a circulação de magistrados, servidores e do público em geral que necessita dos serviços deste tribunal.
Como toda obra sustentável que deve ser pensada assim desde o início, a construção se preocupou em racionalizar os sistemas construtivos, possibilitando a redução de desperdícios e os impactos na vizinhança durante as diversas etapas da construção.
Parabéns a toda a equipe envolvida no projeto que contou com o auxilio inclusive dos profissionais de engenharia do TJDF.
Com esta obra o TJDF espera receber a certificação Ouro da LEED (Liderança em Projetos Ambientais e Energéticos), a 2ª maior depois da Platina, na hierarquia da certificação fornecida pelo Green Building Council Brasil. Atualmente existem apenas 10 edificações com esse certificado no Brasil. A certificação, porém só pode ser conferida após 90 dias de ocupação do prédio obedecendo a uma pontuação relativa a itens determinados.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social TJDF
É evidente a necessidade de atendermos em nossas obras públicas todos esses critérios de sustentabilidade apontados pela certificação LEED. Como disse a Prof. Arq. Claudia Amorim da Unb, isso não é um modismo, é uma necessidade e uma tendência; uma mudança de paradigma.
Há controvérsias, porém entre engenheiros e arquitetos envolvidos com obras públicas a respeito da utilização de recursos públicos na obtenção de selos de certificação oferecidos por organizações internacionais quando o recurso sai do país em busca de um reconhecimento. O que a população lucra com isso? No Brasil, as certificações tem sido desenvolvidas de maneira a adequar esses critérios para atender inclusive as especificidades regionais do país e que, acima de tudo, o recurso venha a reverter para a própria população em serviços, empregos, etc.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mudança climática e Corrupção

A luta contra a mudança climática tem um grande vilão: a corrupção.
Mas o que tem uma coisa a ver com a outra?
O relatorio da Transparencia Internacional (TI) intitulado “Corrupção global: mudanças climáticas” que foi divulgado neste sábado dia 30/04 determina que, para que as políticas públicas frente ao aquecimento global funcionem corretamente, devem ser mais fiscalizadas ou monitoradas para evitar que a corrupção favoreça o desvio dos recursos .
Como se estima que os investimentos totais para combater as mudanças climáticas se aproximem dos 700 milhões de dólares até 2020 os riscos de corrupção são altos.
"De onde fluem novos fluxos de dinheiro por meio de mercados e mecanismos novos, sempre existe o risco de corrupção".  “Os riscos de corrupção são altos devido à complexidade, à incerteza e à falta de experiência com muitos temas vinculados ao aquecimento global e à proteção do meio ambiente”, disse o relatório.
Fonte Estadão: Reportagem de Nina Chestney
Essa é uma boa reflexão frente aos investimentos em infraestrutura previsto no Brasil para Copa e Olimpíadas e os impactos que serão gerados não apenas quanto ao aquecimento global, mas ao meio ambiente como um todo. A preocupação é que esses empreendimentos sejam executados com transparência e em observância às leis ambientais.

2leep.com